50 vezes por dia, em algum lugar dos Estados Unidos, um cabo de telecomunicações é roubado, cortado ou sabotado. Às vezes é um ladrão que viu dinheiro fácil no cobre que compõe a fiação antiga. Às vezes é um ato deliberado de vandalismo — alguém que cortou um cabo de fibra óptica sem razão aparente, ou com razões que as autoridades ainda investigam.
Quando alguém rouba um cabo de cobre em Los Angeles, a família que mora no quarteirão seguinte perde o acesso à internet. O pronto-socorro que depende daquela conexão para acessar registros médicos fica comprometido. O serviço de emergência 911 pode não ser alcançado. E o ladrão, na maioria dos estados americanos, responde por vandalismo simples — o equivalente a um crime de menor potencial ofensivo. O resultado: Quase 12 Milhões de Americanos sem Internet.
Essa lacuna entre a gravidade do impacto e a leveza da punição está no centro de uma crise que tomou proporções alarmantes nos Estados Unidos e que agora força concorrentes históricos a sentar à mesma mesa.
Na última semana de maio de 2026, executivos da AT&T, T-Mobile, Verizon, Comcast, Charter Communications e dezenas de outras operadoras se reuniram na sede da Comcast em Filadélfia para a Cúpula da Indústria de Telecomunicações sobre a Proteção da Infraestrutura Crítica de Comunicações.
O evento não foi sobre novas tecnologias nem sobre planos de assinatura. Foi sobre o que acontece quando alguém pega um alicate e corta um cabo.
Os Números que Definem uma Crise
O relatório lançado pela NCTA — a Associação de Internet e Televisão dos Estados Unidos — durante a cúpula reúne dados coletados junto a provedores de serviço de todo o país e oferece o retrato mais completo já publicado sobre o alcance do problema.
O relatório intersetorial constatou que houve 18.327 incidentes reportados em todo o país em 2025, ou cerca de 1.527 por mês e uma média de 50 por dia, que afetaram cerca de 11,8 milhões de clientes. O número total de incidentes aumentou cerca de 59% em relação ao ano anterior.
Vários operadores presentes no evento enfatizaram que esses números são considerados conservadores e que os incidentes reais são provavelmente ainda mais numerosos.
A evolução dos dados ao longo dos últimos dois anos deixa claro que o problema está se acelerando, não se estabilizando:
| Período | Incidentes documentados | Clientes afetados |
|---|---|---|
| Junho a dezembro de 2024 | 5.770 | Mais de 1,5 milhão |
| Janeiro a junho de 2025 | 9.770 | Mais de 9,5 milhões |
| Junho 2024 a junho 2025 | 15.540 | Mais de 9,5 milhões |
| Total 2025 (12 meses) | 18.327 | Quase 12 milhões |
Há uma ressalva técnica importante nesses dados. As quatro operadoras de telefonia móvel — AT&T, Verizon, Dish e T-Mobile —, embora forneçam serviços de internet, não são classificadas como ISPs tradicionais e não constam nos dados.
Torres de transmissão e instalações governamentais, frequentemente alvo de roubo de cobre ou vandalismo, também ficam de fora do relatório. Os números reais podem ser significativamente maiores.
O Custo que Vai Além do Metal Roubado
O Dr. Edward Lopez, professor de economia e capitalismo na Western Carolina University, apresentou na cúpula uma análise que vai além do custo imediato dos reparos.
A avaliação concluiu que as interrupções de serviço causadas pelos ataques em 2025 acarretarão entre US$ 294 milhões e US$ 1,47 bilhão em “custos sociais” — em reais, entre R$ 1,73 bilhão e R$ 8,65 bilhões na cotação atual. Esses custos vão além dos custos básicos de substituição do cobre roubado e dos equipamentos danificados e incluem perdas de produtividade, impacto em negócios que dependem de conectividade, custos de saúde quando serviços médicos são interrompidos e o valor dos serviços de emergência comprometidos.
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O custo direto para uma única operadora já é expressivo. A EVP Rhonda Johnson estimou que a AT&T gastou mais de US$ 60 milhões para reparar danos causados por roubo de cobre e vandalismo de rede — aproximadamente R$ 353 milhões na cotação atual, em um único ano.
As Vozes dos Executivos: “Nunca Vi Nada Tão Grave”
O nível de preocupação expressado pelos executivos no evento foi incomum para uma indústria habituada a comunicar crises com cautela.
Conforme Elad Nafshi, vice-presidente executivo e diretor de rede da Comcast, e presidente da iniciativa STRIKE: “É evidente que se trata de um problema que afeta toda a indústria e não é exclusivo do cabo ou de um tipo específico de fio. Está acontecendo com todos nós. Acontece repetidamente.”
Tom Monaghan, vice-presidente executivo de operações de campo da Charter Communications e vice-presidente da STRIKE, foi ainda mais direto. De acordo com o Light Reading, Monaghan afirmou: “Nunca vi nada tão grave em toda a minha carreira.” Ele observou que muitos desses incidentes envolvem cortes de fibra óptica provocados por vândalos que, na verdade, estão “procurando cobre” e acabam cortando fibra por engano ou por qualquer acesso que encontrem primeiro.
Leo Perreault, vice-presidente de engenharia de redes da Verizon, classificou os ataques como “algo sem precedentes”, observando que eles abrangem fibra e cobre na rede fixa, bem como as estações base da operadora. Conforme Perreault: “Estamos combatendo em todas as frentes.”
Lori Ames, vice-presidente sênior de infraestrutura e operações de rede da T-Mobile, compartilhou números que ilustram o crescimento acelerado. De acordo com a executiva, os incidentes na T-Mobile aumentaram de cerca de 100 por mês em 2025 para mais de 200 por mês em 2026. “Estamos vendo isso em larga escala. A situação está ficando crítica.”
Alisha Remek, vice-presidente de construção e engenharia de acesso da AT&T, informou que em 2025 a operadora atendeu cerca de 1.000 ocorrências por mês — aproximadamente quatro vezes mais do que em 2024, com destaque para o agravamento na Califórnia. Remek observou ainda que há cada vez menos profissionais que sabem como trabalhar e reparar as redes de cobre antigas, já que a AT&T está direcionando seu foco para fibra óptica e redes sem fio.
O Problema Não É mais Espontâneo: Organizado e Crescente
Um elemento que mudou o tom das discussões na cúpula foi a caracterização dos ataques como algo além de crimes oportunistas individuais.
Rikin Thakker, diretor de tecnologia da NCTA, afirmou que o problema não se resume mais a atos isolados de vandalismo, mas agora é “organizado e crescente”, afetando equipes de emergência, hospitais, bancos e instalações governamentais.
A comissária da FCC, Olivia Trusty, foi direta em seu discurso no evento: “A ameaça aumentou. Tornou-se mais frequente, mais sofisticada e mais coordenada. E é por isso que esta conversa é mais urgente do que nunca.”
Trusty distinguiu o perfil dos responsáveis pelos ataques mais graves do ladrão oportunista: “Atores organizados e coordenados que visam rotas de fibra óptica, torres de celular e sistemas de energia de reserva com um nível de planejamento e sofisticação que se assemelha menos a um pequeno furto e mais a uma interrupção deliberada.”
A comissária também alertou para o que chamou de “porta de acesso para algo muito mais sério”, sugerindo que o roubo de cobre pode ser a entrada para ataques mais estruturados à infraestrutura crítica americana.
O que é a Iniciativa STRIKE
A iniciativa STRIKE — Strategic Threat Response & Infrastructure Knowledge Exchange, em português Resposta Estratégica a Ameaças e Troca de Conhecimento sobre Infraestrutura — foi inicialmente liderada pela NCTA e pela SCTE, a Sociedade para Engenharia de Cabos e Telecomunicações.
O objetivo é chamar mais atenção para o vandalismo de redes e enquadrar certos ataques como potenciais ameaças à segurança nacional. Os objetivos da STRIKE também incluem a coordenação do compartilhamento de informações, o estabelecimento de protocolos operacionais e o avanço de uma estratégia política unificada.
A iniciativa conta com Elad Nafshi (Comcast) como presidente e Tom Monaghan (Charter) como vice-presidente. Empresas como Altice USA, Cable One, Cox Communications, Mediacom Communications e Rogers Communications do Canadá fazem parte da coalizão. Organizações como a Wireless Infrastructure Association (WIA), a USTelecom e a CTIA não são membros oficiais, mas participam das discussões.
A adesão da AT&T, T-Mobile e Verizon representa um passo significativo porque inclui as operadoras de telefonia móvel no esforço — empresas que historicamente não fazem parte das iniciativas lideradas pela indústria de TV a cabo e que são concorrentes diretas entre si e com as operadoras de cabo.
Por que Roubam e Por que Sabotam: Motivações Distintas

Os dois tipos de ataque mais comuns à infraestrutura de telecomunicações têm motivações diferentes, mas consequências igualmente graves.
O Roubo de Cobre: Quando o Metal Vira Dinheiro
O cobre é uma commodity — matéria-prima com cotação nas bolsas de valores — amplamente usada na indústria de manufatura, eletrônica e construção civil. Os cabos que compõem a infraestrutura de telecomunicações americana contêm fios de cobre que têm valor de mercado quando revendidos como sucata.
O processo típico funciona assim: ladrões identificam caixas de distribuição, postes ou manilhas subterrâneas com cabos de cobre acessíveis, cortam seções de metros ou dezenas de metros, e vendem o material para sucateiros ou compradores informais que processam o metal. A venda de cobre por quilo não exige identificação formal na maioria dos estados.
A vulnerabilidade é amplificada pela idade da infraestrutura. Boa parte da rede de cobre americana foi instalada nas décadas de 1950 a 1980, com padrões de segurança muito diferentes dos atuais. Caixas de distribuição antigas frequentemente não têm alarmes, câmeras ou fechaduras modernas.
O Corte de Fibra: Vandalismo com Efeitos Desproporcionais
Os cabos de fibra óptica não têm valor de mercado como matéria-prima. O vidro das fibras não é revendível, e os cabos em si não têm utilidade para ladrões de metal. Mesmo assim, são frequentemente alvo de cortes deliberados.
As motivações são mais variadas e, em alguns casos, mais preocupantes: disputas trabalhistas, rivalidades entre empresas, atos de sabotagem com motivação política ou ideológica, e casos documentados de ataques deliberados a instalações que atendem serviços críticos específicos.
Monaghan observou um padrão específico: vândalos que estão “procurando cobre” muitas vezes cortam fibra porque é o que encontram acessível no local — por desconhecimento de que aquele cabo específico é fibra, não cobre.
O Impacto nos Serviços Críticos: Quando a Conexão é Questão de Vida
O aspecto que transforma roubo de cabo de um crime econômico em questão de saúde pública e segurança é o alcance dos serviços que dependem dessa infraestrutura.
Hospitais que utilizam conexões de internet para acessar sistemas de registros médicos eletrônicos, transmissão de exames de imagem para especialistas remotos e comunicação com laboratórios ficam comprometidos quando a rede cai. Em situações de emergência, cada minuto de atraso pode ter consequências diretas sobre pacientes.
O serviço de emergência 911 — o equivalente americano ao conjunto de serviços de emergência brasileiros — depende crescentemente de infraestrutura de telecomunicações digitalizada. Quando o cabo que serve uma central de atendimento é roubado ou cortado, o resultado pode ser exatamente o que a comissária Trusty descreveu: alguém que liga pedindo socorro e ouve apenas silêncio.
Bancos e sistemas financeiros, instalações governamentais, sistemas de controle de tráfego e comunicações entre forças de segurança também figuram entre os serviços afetados quando a infraestrutura de telecomunicações é atacada.
As Estratégias de Mitigação no Curto Prazo
Enquanto pressionam por mudanças legais e políticas, as operadoras estão adotando medidas imediatas.
A AT&T, em áreas com altos índices de roubo e vandalismo como Los Angeles, está pagando policiais fora de serviço para manter vigilância 24 horas por dia, 7 dias por semana, em regiões que costumam ser alvos frequentes, de modo que possam responder a alarmes antes que a polícia em serviço consiga chegar ao local.
A Verizon contratou pessoal de segurança semelhante em algumas regiões e instalou chips de GPS para rastrear determinados ativos roubados.
Conforme Perreault, a operadora também monitora eventos indiretos como o desligamento repentino de um aparelho de ar-condicionado em determinadas instalações, pois isso pode indicar um ataque em andamento. “É um verdadeiro jogo de gato e rato. Os ladrões e vândalos estão criando maneiras únicas de atacar nossos bens.”
A Charter, em alguns casos, adotou o redirecionamento de rotas de fibra óptica para evitar pontos críticos de roubo, reduzindo o risco de ataques em locais de alta incidência.
A Comcast está desenvolvendo tecnologias de detecção precoce de incidentes e demonstrou durante a cúpula uma nova capacidade de detecção de fibra óptica desenvolvida internamente que pode monitorar interrupções e localizar geograficamente pontos afetados em tempo real. A empresa planeja compartilhar essa tecnologia com outras empresas do setor.
A Batalha Legal: Entre o Vandalismo e o Terrorismo
Um dos eixos mais significativos das discussões na cúpula foi a reclassificação legal dos ataques à infraestrutura de telecomunicações.
O Vazio na Lei Federal Atual
O problema começa em uma lacuna jurídica que pode surpreender: a lei federal americana atual criminaliza apenas ataques a redes de comunicações de propriedade do governo. Redes privadas — que carregam a vasta maioria do tráfego de internet dos consumidores e servem como base para o 911, hospitais e sistemas financeiros — ficam em uma área cinzenta da legislação federal.
Conforme reportado pelo Broadband Breakfast, a lei proposta H.R. 2784 — o Stopping the Theft and Destruction of Broadband Act de 2025 — fecharia essa lacuna legal que só criminaliza ataques a sistemas governamentais de comunicações. A lei proposta atualizaria a Seção 1362 do Título 18 do Código dos EUA para impor penalidades mais severas a quem danifica ou rouba cabos e equipamentos de banda larga.
O projeto foi apresentado em 10 de abril de 2025 pela congressista Laurel Lee, republicana da Flórida, e pelo congressista Marc Veasey, democrata do Texas — com suporte bipartidário raro em um Congresso frequentemente dividido.
De acordo com Laurel Lee, broadband providers e governo trabalham tirelessly para defender contra ameaças, mas quando se trata de danos intencionais às instalações de comunicações, leis fracas e ineficazes frequentemente permitem que perpetradores escapem da justiça.
A comissária Trusty, da FCC, foi enfática durante a cúpula: “Encorajo o Congresso a agir em relação a essa legislação o mais rápido possível.”
O Movimento nos Estados
Na ausência de legislação federal mais rigorosa, os estados têm agido por conta própria. Conforme dados compilados pela NCTA e pela proteção da infraestrutura crítica de comunicações, 13 estados já aprovaram leis destinadas a fortalecer a proteção da infraestrutura crítica de comunicações. Colorado, Connecticut, Oregon e Virgínia adotaram proteções equivalentes a crimes graves — os chamados felonies, infrações mais graves no sistema jurídico americano.
A Charter foi além na retórica. A empresa já chamou publicamente certos ataques a infraestruturas críticas de “terrorismo doméstico” — uma classificação que acarreta penas muito mais severas do que vandalismo e envolve as agências federais nas investigações. Atualmente, o vandalismo de rede é classificado como felony em apenas 28 dos 50 estados americanos, o que significa que em 22 estados o agressor pode estar sujeito a penas significativamente mais leves.
| Classificação atual | Status |
|---|---|
| Estados com classificação como felony (crime grave) | 28 de 50 |
| Estados com proteções equivalentes a crimes graves recentes | Colorado, Connecticut, Oregon, Virgínia |
| Estados com legislação de fortalecimento geral | 13 |
| Proteção federal para redes privadas | Inexistente (apenas para redes governamentais) |
A Solução Estrutural: Substituir o Cobre por Fibra
Ao longo das discussões na cúpula, um tema emergiu como consenso: a resposta de longo prazo à crise não é apenas mais segurança — é a aceleração da migração para infraestrutura de fibra óptica.
O argumento é direto. Fibra óptica não tem valor de mercado como cobre. Não há incentivo financeiro para roubar vidro. Eliminar o incentivo econômico para o crime é mais eficaz do que tentar criar cercas em torno de uma infraestrutura distribuída por milhares de quilômetros.
A VP da AT&T, Alisha Remek, foi clara nesse ponto: o aumento no roubo de cobre apenas reforça a razão pela qual operadoras como a AT&T estão buscando desativar sua infraestrutura de cobre e migrar os serviços legados para fibra óptica e redes sem fio. “Também precisamos apresentar essa questão como um motivo para abandonarmos completamente a rede de cobre.”
A FCC emitiu uma ordem que ajuda a agilizar e acelerar o processo de desativação do cobre para as operadoras — reconhecendo que a migração para fibra é tanto um imperativo técnico quanto uma estratégia de segurança.
O obstáculo é o custo: instalar uma rede de fibra óptica ponta a ponta em regiões rurais e suburbanas de baixa densidade é um investimento que pode demorar anos. Enquanto o processo não está concluído, a infraestrutura de cobre precisa ser protegida — e há cada vez menos profissionais qualificados para repará-la quando atacada.
O que Isso Tem a Ver com o Brasil
O roubo de infraestrutura de telecomunicações não é um problema exclusivamente americano. No Brasil, o vandalismo e o roubo de cabos de cobre e equipamentos de operadoras é uma realidade documentada, especialmente em regiões metropolitanas com altos índices de criminalidade e em zonas rurais com infraestrutura mais acessível e menor vigilância.
O Brasil não conta com um relatório consolidado equivalente ao da NCTA, mas operadoras como Claro, Vivo e antigas subsidiárias da Oi já reportaram publicamente os custos de manutenção associados a roubos e sabotagens.
O padrão de vulnerabilidade é semelhante: infraestrutura de cobre instalada há décadas, em condições variadas de conservação, com sistemas de segurança desatualizados.
A mesma solução estrutural aplicada nos EUA também está em curso no Brasil: a migração acelerada para fibra óptica, impulsionada tanto pelo crescimento das provedoras regionais de internet quanto pelos investimentos das grandes operadoras em FTTH (Fiber to the Home, ou fibra até a residência). Esse movimento reduz a vulnerabilidade ao roubo ao mesmo tempo em que moderniza a capacidade de transmissão.
Um Movimento que Começou em 50 Ataques por Dia
A crise da infraestrutura de telecomunicações nos Estados Unidos revelou uma vulnerabilidade que estava sendo construída há anos: uma rede envelhecida, sem manutenção adequada, com baixo valor legal de proteção, tornando-se alvo cada vez mais atraente para ladrões organizados enquanto o número de profissionais capacitados para repará-la encolhia.
O fato de AT&T, T-Mobile e Verizon — concorrentes que disputam clientes em praticamente todos os fronts — terem decidido sentar à mesma mesa com as operadoras de cabo para construir uma resposta coordenada é um sinal de que o problema chegou ao ponto em que nenhuma empresa individual pode resolvê-lo sozinha.
O próximo Telecom Industry Summit está previsto para outubro de 2026. Até lá, a indústria espera que o Congresso americano avance com o H.R. 2784 e que mais estados classifiquem ataques à infraestrutura como crimes graves.
A FCC já demonstrou disposição para apoiar a aceleração da desativação do cobre. E as operadoras continuam instalando sensores, contratando seguranças e roteando cabos por caminhos alternativos — jogando o gato-e-rato descrito por Leo Perreault, da Verizon, um dia de cada vez.


