Se você usa o a rede social X, antigo Twitter, provavelmente percebeu uma movimentação estranha durante o fim de semana. Uma nova funcionalidade que deveria trazer mais transparência para a plataforma acabou gerando um verdadeiro caos, revelando informações surpreendentes sobre milhares de contas e levantando questões sérias sobre privacidade, precisão de dados e manipulação política nas redes sociais.
A história começou no sábado, quando Nikita Bier, chefe de produto da plataforma de Elon Musk, anunciou com entusiasmo a implementação de uma página chamada “Sobre esta conta”. A ideia parecia simples e até louvável: mostrar de forma transparente o país ou região onde cada conta de usuário está localizada. O objetivo declarado era aumentar a integridade da praça pública global que a rede social pretende ser.
In a couple hours, we'll be rolling out About This Account globally, allowing you to see the country or region where an account is based. This will be accessible by tapping the signup date on profiles.
— Nikita Bier (@nikitabier) November 22, 2025
This is an important first step to securing the integrity of the global town… pic.twitter.com/5d7cX21qGj
Mas como costuma acontecer com mudanças abruptas em plataformas digitais, a realidade se mostrou bem mais complicada que o planejamento. O que se seguiu foi uma combinação de dados imprecisos, preocupações legítimas sobre privacidade e uma enxurrada de acusações políticas baseadas em informações questionáveis.
Vamos entender exatamente o que aconteceu, por que isso importa e o que significa para qualquer pessoa que usa redes sociais atualmente.
Como funciona a nova funcionalidade “Sobre esta Conta”
A página “Sobre esta conta” foi projetada para fornecer informações básicas sobre o histórico e a origem de qualquer perfil na plataforma. Entre os dados apresentados está a localização geográfica da conta, incluindo o país onde ela foi criada e onde está atualmente localizada.
A empresa havia anunciado planos para esse recurso em outubro de 2024, mas a implementação só aconteceu agora no final de novembro de 2025. A proposta era permitir que os usuários verificassem a autenticidade do conteúdo que consomem na plataforma, uma preocupação cada vez mais relevante em tempos de desinformação generalizada.
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Quando você acessa a página “Sobre esta conta” de qualquer perfil, consegue visualizar informações como a data de criação da conta, se ela foi verificada e, crucialmente, sua localização geográfica. A ideia é que esses dados ajudem os usuários a avaliar a credibilidade das fontes de informação que seguem.
Bier descreveu a implementação como um primeiro passo importante para garantir a integridade da praça pública global, prometendo que a empresa planeja fornecer muitas outras maneiras para os usuários verificarem a autenticidade do conteúdo que veem na plataforma.
O conceito por trás dessa transparência faz sentido. Em teoria, saber que uma conta que se apresenta como americana na verdade opera de outro continente pode ajudar você a questionar suas motivações e avaliar melhor a informação que ela compartilha. O problema surge quando os dados apresentados simplesmente não estão corretos.
O Desastre da implementação e os dados imprecisos
Mal a funcionalidade foi lançada e os problemas começaram a aparecer. Usuários rapidamente notaram inconsistências gritantes nas informações de localização exibidas. Contas de pessoas que sabidamente viviam em um país apareciam como localizadas em lugares completamente diferentes.
Um exemplo emblemático foi a conta de Hank Green, figura conhecida na internet e criador de conteúdo americano, que aparecia como estando localizada no Japão. A publicação britânica MusicTech, irmã da NME do Reino Unido, surgia como situada nos Estados Unidos. A AVID, fabricante do software Pro Tools com sede em Massachusetts, constava como estando na Espanha.
Esses erros não eram casos isolados. Centenas, possivelmente milhares de contas apresentavam informações de localização que simplesmente não correspondiam à realidade. A situação ficou tão evidente e problemática que, ainda no sábado, a própria plataforma começou a remover as informações de localização de algumas contas.
Here’s a fun story, remember all of those “I’m an independent Trump supporting woman” accounts on X that pretended to be real people in the US supporting trump?
— Benjamin Strick (@BenDoBrown) November 22, 2025
Due to recent location updates, we now know almost all of them are based in Thailand.
Let’s take a look 👇 pic.twitter.com/7kRdlcPqHS
Bier admitiu publicamente que os dados não eram 100% precisos, especialmente para contas mais antigas. Ele prometeu recuperar e corrigir as informações até terça-feira. Cinco horas depois dessa promessa, ele postou uma mensagem reveladora sobre o estado das coisas: preciso de uma bebida.
No final do domingo, tentando acalmar a situação, Bier prometeu uma atualização em 12 horas e garantiu que a precisão da localização seria de quase 99,99%. Essa promessa ambiciosa de alcançar uma precisão quase perfeita em tão pouco tempo levantou sobrancelhas entre especialistas em tecnologia que entendem a complexidade de rastrear localizações com precisão na internet.
O Problema das VPNs e da Privacidade digital
Uma das críticas mais imediatas à nova funcionalidade veio de usuários que dependem de redes privadas virtuais, conhecidas como VPNs, para acessar a internet. Essas ferramentas são essenciais para muitas pessoas, especialmente aquelas que vivem em países com restrições à liberdade de expressão.
Uma VPN funciona essencialmente criando um túnel criptografado entre seu dispositivo e a internet, fazendo suas conexões passarem por servidores em outros países. Isso mascara sua localização real, mostrando para sites e serviços online que você está acessando de onde quer que o servidor da VPN esteja localizado.
Para alguém em um país autoritário usando uma VPN para acessar informações livremente ou expressar opiniões sem medo de repressão, revelar a localização real pode ter consequências graves. Usuários rapidamente apontaram que essa divulgação forçada de localização poderia ser vista como doxxing, termo que descreve a exposição não consensual de informações pessoais identificáveis de alguém na internet.
A plataforma aparentemente levou essas preocupações em consideração. Na manhã desta segunda-feira, testes realizados pelo Business Insider mostraram que ao acessar a funcionalidade Sobre esta conta através de um dispositivo conectado a uma VPN, aparecia um aviso informando que o país ou região podem não estar corretos devido ao uso de um proxy.
Além disso, a função passou a incluir um aviso sobre a precisão dos dados, afirmando que o país ou região onde uma conta está localizada pode ser afetado por viagens recentes ou mudanças temporárias de residência, reconhecendo que esses dados podem não ser precisos e podem sofrer alterações periodicamente.
As descobertas controversas sobre contas políticas
Enquanto especialistas em tecnologia debatiam questões de privacidade e precisão, outros usuários encontraram um uso diferente para a nova funcionalidade: investigar contas políticas influentes. E o que descobriram alimentou uma tempestade de especulações e acusações.
Durante o fim de semana, usuários começaram sistematicamente a verificar as páginas “Sobre esta conta” de perfis políticos populares. Os resultados foram, no mínimo, surpreendentes.
Diversas contas proeminentes que promovem argumentos do movimento MAGA, sigla para Make America Great Again associada a Donald Trump, apareciam como localizadas em lugares distantes dos Estados Unidos. A conta MAGA NATION, com aproximadamente 400 mil seguidores e que se autodenomina América Primeiro, estava segundo a funcionalidade sediada em um país do Leste Europeu que não faz parte da União Europeia.
Outro perfil chamado America First, criado em março de 2025 e com quase 70 mil seguidores, que publica conteúdo como curta se você é um apoiador de Trump que ama a Deus, aparecia como sediado em Bangladesh. A ironia de uma conta chamada América Primeiro estar localizada na Ásia não passou despercebida pelos usuários.
Esses não foram casos isolados. Dezenas de contas que se apresentam como vozes americanas autênticas do conservadorismo apareceram como operando de outros continentes. A situação gerou memes instantâneos e acusações generalizadas de que essas contas faziam parte de operações de influência estrangeira.
This is how X feels today😂😂 #AmericaFirst #locations pic.twitter.com/SYum1nMN0f
— Bee (@littlebeemarie) November 23, 2025
O Fenômeno das Fazendas de Trolls e Operações de Desinformação
As descobertas sobre essas contas não deveriam ser completamente surpreendentes para quem acompanha a evolução das redes sociais nos últimos anos. Fazendas de trolls, termo usado para descrever grupos organizados que criam e operam múltiplas contas falsas para influenciar opinião pública, são uma realidade documentada há bastante tempo.
Essas operações vêm conduzindo campanhas de influência estrangeira na política americana (como revelado em uma reportagem do The Guardian) e de outros países há anos. Investigações governamentais, trabalhos jornalísticos investigativos e pesquisas acadêmicas já expuseram repetidamente essas redes de manipulação.
O objetivo dessas operações pode variar. Algumas são claramente motivadas por interesses geopolíticos, com governos estrangeiros buscando semear discórdia em sociedades democráticas, amplificar divisões políticas existentes ou influenciar eleições. Outras têm motivações mais mundanas, mas igualmente prejudiciais: lucro financeiro.
A monetização na plataforma X é amplamente impulsionada pelo engajamento. Quanto mais interações uma postagem recebe, curtidas, compartilhamentos, comentários, mais visibilidade ela ganha e mais dinheiro pode gerar para o criador da conta através do programa de compartilhamento de receita da plataforma. E nada engaja mais as pessoas do que conteúdo político inflamatório.
Isso criou um incentivo perverso onde operadores de contas falsas, sejam eles agentes estrangeiros ou simplesmente empreendedores antiéticos, descobriram que podem lucrar incitando raiva política. Publicar conteúdo divisivo, fazer afirmações exageradas e alimentar teorias conspiratórias se torna um modelo de negócio quando a métrica principal é o engajamento.
O advento da inteligência artificial tornou esse problema ainda mais complexo. Ferramentas de IA generativa permitem que essas operações criem conteúdo convincente em escala industrial, operem múltiplas personas simultaneamente e respondam a interações de forma cada vez mais natural e difícil de distinguir de humanos reais.
A Privacidade e Segurança para usuários legítimos
Além dos debates políticos e das operações de desinformação, a nova funcionalidade levanta questões sérias sobre privacidade e segurança para usuários legítimos da plataforma.
Pessoas que viajam frequentemente, seja a trabalho ou por outras razões, podem ver suas localizações mudarem constantemente. Isso pode criar uma confusão entre seus seguidores ou até levantar suspeitas injustificadas sobre a autenticidade de suas contas.
Empresas com equipes distribuídas globalmente podem aparecer como localizadas em diferentes países dependendo de qual funcionário está gerenciando a conta em determinado momento. Isso pode não refletir com precisão onde a empresa está realmente sediada ou opera.
Jornalistas, ativistas e defensores de direitos humanos que trabalham em regiões sensíveis frequentemente dependem de medidas de segurança digital como VPNs para proteger suas identidades e localizações. Revelar onde essas pessoas estão realmente localizadas pode colocá-las em risco físico real.
Em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de divulgar a localização de um usuário enquanto ele está viajando, Bier afirmou que as atualizações seriam feitas de forma aleatória e com atrasos para garantir que o rastreamento em tempo real não seja possível. No entanto, muitos especialistas em segurança digital questionam se essas medidas são suficientes para proteger usuários vulneráveis.
Precedentes e preocupações com o rastreamento da localização

Esta não é a primeira vez que a plataforma enfrenta controvérsias relacionadas a privacidade de localização. Em 2022, quando a empresa ainda era chamada Twitter, houve uma polêmica significativa envolvendo contas que compartilhavam informações sobre movimentação de jatos particulares.
A plataforma acabou proibindo contas que rastreavam e divulgavam a localização de aeronaves privadas, incluindo o jato pessoal de Elon Musk. A justificativa foi que essas contas levantavam preocupações de segurança sobre rastreamento em tempo real de indivíduos, especialmente figuras públicas que poderiam ser alvos de ameaças.
A ironia dessa situação anterior em contraste com a nova funcionalidade não passou despercebida por observadores. Se rastrear a localização do jato de Musk era uma preocupação de segurança legítima, por que revelar as localizações de usuários comuns seria considerado seguro ou apropriado?
Bier também afirmou durante o fim de semana que o recurso “Sobre esta conta” não mostraria a localização de nenhuma conta oficial associada ao governo com marca de verificação cinza, especificamente para evitar atos de terrorismo contra líderes governamentais.
Essa exceção reconhece explicitamente que revelar localização pode apresentar riscos de segurança, mas aparentemente esses riscos são considerados aceitáveis para usuários comuns.
A conta do presidente Donald Trump, por exemplo, não exibe dados de localização e mostra apenas que ele se juntou à plataforma e foi verificado em 2009.
Já a conta de Musk mostra que ele está localizado nos Estados Unidos, mas curiosamente afirma que foi verificado desde 3000 antes de Cristo, um período da história que coincide com o surgimento de civilizações complexas no antigo Egito. Essa data obviamente impossível parece ser uma piada interna ou uma forma de destacar a conta do proprietário da plataforma.
O desafio da rede social X de distinguir entre contas autênticas e operações coordenadas
Um dos desafios centrais que essa funcionalidade pretendia abordar é extremamente válido: como distinguir entre contas autênticas de usuários reais e operações coordenadas de desinformação? Infelizmente, a implementação problemática pode ter tornado esse desafio ainda mais difícil.
Perfis falsos, desinformação e esforços coordenados para semear discórdia online são problemas antigos na plataforma e em outras redes sociais. Essas operações evoluíram significativamente ao longo dos anos, tornando-se cada vez mais sofisticadas e difíceis de detectar.
Operadores experientes de contas falsas sabem como criar personas convincentes, publicar conteúdo que ressoa com comunidades reais e construir redes de seguidores legítimos que inadvertidamente amplificam suas mensagens. Eles estudam padrões de linguagem, horários de postagem e tipos de conteúdo que geram mais engajamento.
Simplesmente revelar que uma conta está localizada em um país diferente daquele que ela afirma representar não é, por si só, prova definitiva de má intenção. Existem razões legítimas pelas quais alguém pode operar uma conta de um local diferente do que se esperaria.
Ao mesmo tempo, contas genuinamente envolvidas em operações de desinformação obviamente não vão simplesmente admitir suas verdadeiras localizações e motivações.
O risco é que essa funcionalidade, especialmente quando implementada de forma imprecisa, crie uma falsa sensação de segurança. Usuários podem acreditar que estão fazendo uma avaliação informada da credibilidade de uma conta baseados em dados de localização que na verdade são incorretos ou facilmente manipuláveis.
Lições sobre a Literacia Digital e o Pensamento Crítico
Toda essa situação oferece lições valiosas sobre como navegar no complexo ambiente informacional das redes sociais modernas. A primeira e mais importante é que nenhuma ferramenta única vai resolver o problema da desinformação e manipulação online.
Desenvolver literacia digital significa aprender a avaliar informações usando múltiplas fontes e critérios. A localização de uma conta pode ser um ponto de dados interessante, mas não deve ser o único fator na sua avaliação de credibilidade.
Considere também o histórico da postagens da conta, a qualidade das fontes que ela cita, se as informações podem ser verificadas independentemente e se o conteúdo apela principalmente para emoções ou apresenta argumentos fundamentados.
Desconfie de informações que confirmam perfeitamente suas crenças preexistentes, especialmente quando vêm de fontes que você não conhece bem. Os algoritmos de redes sociais são projetados para mostrar conteúdo que você provavelmente vai engajar, o que frequentemente significa conteúdo que reforça suas opiniões existentes. Isso cria câmaras de eco onde as alternativas raramente aparecem.
Quando você se deparar com afirmações surpreendentes ou inflamatórias, pause antes de compartilhar. Pergunte-se: essa informação pode ser verificada em fontes confiáveis? O contexto completo está sendo apresentado ou apenas fragmentos selecionados? Quem se beneficia se eu acreditar e espalhar isso?
Reconheça que operações de desinformação frequentemente trabalham não criando narrativas completamente falsas do zero, mas sim amplificando divisões reais, distorcendo contextos e misturando fatos verdadeiros com interpretações enganosas. Isso torna muito mais difícil identificar a manipulação porque uma parte do conteúdo pode ser factualmente correta.
A transparência e a verificação em redes sociais
Apesar dos problemas com essa implementação específica, o conceito de maior transparência sobre as origens e operações de contas em redes sociais não deve ser abandonado. A questão é como implementar isso de forma que realmente ajude os usuários a tomar decisões informadas sem criar novos riscos ou problemas.
Algumas plataformas experimentaram diferentes abordagens para esse desafio. Verificações mais rigorosas de identidade para certos tipos de contas, especialmente aquelas que se apresentam como jornalísticas ou oficiais, podem ajudar. Sistemas de reputação baseados no histórico de uma conta, incluindo se ela compartilhou informações verificadamente falsas no passado, também são promissores.
Ferramentas que ajudam usuários a entender o contexto de uma postagem, como notas da comunidade que fornecem informações adicionais ou correções, têm mostrado algum potencial. Essas abordagens reconhecem que combater desinformação não é apenas sobre remover conteúdo problemático, mas também sobre empoderar usuários com informações melhores.
A inteligência artificial pode desempenhar um papel importante na detecção de comportamentos coordenados e falsos, identificando padrões que seriam impossíveis para moderadores humanos perceberem em escala. No entanto, esses sistemas também precisam ser transparentes e auditáveis para evitar censura arbitrária ou viés sistemático.
Qualquer solução efetiva provavelmente precisará equilibrar múltiplos objetivos às vezes conflitantes: transparência versus privacidade, segurança versus liberdade de expressão, automação eficiente versus supervisão humana. Não existem respostas fáceis, e diferentes comunidades podem ter preferências legítimas diferentes sobre onde esses equilíbrios devem estar.
Protegendo sua própria privacidade e segurança Online
Enquanto plataformas experimentam diferentes abordagens para transparência e segurança, você pode tomar medidas para proteger sua própria privacidade e segurança online. Compreender quais informações você está compartilhando, intencionalmente ou não, é o primeiro passo.
Revise regularmente as configurações de privacidade em todas as suas contas de redes sociais. As plataformas frequentemente atualizam essas configurações e o padrão pode não ser o mais restritivo. Decida conscientemente quanta informação você quer tornar pública versus restrita a conexões específicas.
Seja cauteloso sobre quais informações pessoais você compartilha publicamente em postagens e perfis. Detalhes que parecem inofensivos isoladamente, como sua localização, empregador, hábitos diários e conexões pessoais, podem ser combinados para criar um perfil surpreendentemente detalhado sobre você.
Se você trabalha em áreas sensíveis ou tem preocupações legítimas de segurança, considere manter contas separadas para uso pessoal e profissional. Isso pode limitar quanto de sua vida completa está exposto publicamente em qualquer plataforma.
Use senhas fortes e únicas para cada conta, preferencialmente gerenciadas por um gerenciador de senhas confiável. Ative autenticação de dois fatores sempre que disponível, preferencialmente usando um app autenticador em vez de SMS, que é mais vulnerável a interceptação.
Mantenha-se informado sobre as políticas de privacidade e termos de serviço das plataformas que você usa. Embora esses documentos sejam longos e escritos em linguagem jurídica, resumos e análises de organizações de defesa da privacidade podem ajudar você a entender as implicações práticas.
Permanecendo informado em um ambiente em constante mudança
As redes sociais continuam evoluindo rapidamente, com novas funcionalidades, políticas e desafios emergindo constantemente. Permanecer informado sobre essas mudanças é importante para qualquer pessoa que usa essas plataformas regularmente.
Acompanhe notícias confiáveis sobre tecnologia e mídia digital. Organizações jornalísticas especializadas em cobrir empresas de tecnologia frequentemente reportam sobre mudanças de políticas, problemas de privacidade e questões de segurança antes que se tornem amplamente conhecidas.
Preste atenção em anúncios oficiais das próprias plataformas sobre mudanças em funcionalidades ou políticas. Embora esses anúncios sejam obviamente da perspectiva da empresa, eles fornecem informações importantes sobre o que esperar.
Participe de comunidades online focadas em privacidade digital e segurança. Essas comunidades frequentemente compartilham dicas práticas, alertas sobre problemas emergentes e análises críticas de mudanças em plataformas.
Considere seguir pesquisadores acadêmicos e organizações sem fins lucrativos que estudam redes sociais, desinformação e direitos digitais. Essas fontes frequentemente fornecem análises mais profundas e baseadas em evidências do que discussões casuais em redes sociais.
Lembre-se de que seu relacionamento com redes sociais pode e deve evoluir conforme você aprende mais. Não há vergonha em ajustar como você usa essas plataformas, reduzir seu uso ou até deixar plataformas completamente se elas não estão mais servindo seus interesses ou se os riscos superam os benefícios.
Esta situação recente com a funcionalidade de localização na plataforma X serve como um lembrete valioso de que transparência e a verificação em ambientes digitais são desafios complexos sem soluções simples. Enquanto navegamos nessas questões, manter pensamento crítico, proteger nossa própria privacidade e exigir das plataformas que usamos continua sendo fundamental.








