Google confirma novo Sistema Operacional Aluminium OS para PCs com Inteligência Artificial em seu núcleo

A Revolução que une Android e ChromeOS chega aos computadores em 2026 com Inteligência Artificial nativa

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O Google acaba de confirmar oficialmente o que circulava apenas como rumores: o novo sistema Operacional Aluminium OS está a caminho, e promete mudar completamente a forma como pensamos sobre os computadores pessoais.

A empresa de Mountain View revelou detalhes importantes sobre seu novo sistema operacional através de uma vaga de emprego publicada recentemente no LinkedIn, além de trechos de código identificados pela equipe do Android Authority.

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(Imagem: androidauthority.com)

O que começou como especulação em meados de 2024 agora ganha contornos concretos, com data de lançamento marcada para 2026 e uma proposta ambiciosa: criar uma plataforma única que rivaliza diretamente com Windows e macOS, mas com um diferencial poderoso — inteligência artificial integrada desde o núcleo.

Aluminium OS: Por que esse nome

O Aluminium OS representa a união entre duas plataformas que o Google manteve separadas por mais de uma década: o Android, presente em bilhões de smartphones e tablets ao redor do mundo, e o ChromeOS, sistema operacional criado especificamente para laptops e computadores de mesa.

O nome escolhido segue a tradição do Google de usar elementos químicos em seus projetos, como aconteceu com o navegador Chromium, mantendo a grafia britânica do termo.

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Essa escolha de nomenclatura não é apenas uma questão estética. Segundo documentos internos e registros de bugs analisados por especialistas, o Aluminium OS simboliza algo novo, mas construído sobre fundações sólidas e já testadas. É como se o Google estivesse criando uma liga metálica mais resistente ao combinar dois materiais que, sozinhos, já demonstraram seu valor no mercado tecnológico.

A vaga de emprego divulgada pela empresa procurava um gerente sênior de produtos para Android, laptops e tablets, com atuação em Taiwan. No texto da oferta, o Google explicou que o Aluminium é descrito como um sistema operacional novo, baseado em Android e construído com inteligência artificial em sua essência. Essa característica diferencia radicalmente o projeto de outras tentativas anteriores de unificação das plataformas.

A Inteligência Artificial no kernel do sistema

Quando falamos que o Aluminium OS tem inteligência artificial no núcleo, não estamos falando de recursos adicionados depois, como aplicativos separados que você instala. A proposta do Google é bem mais ambiciosa: a IA Gemini estará profundamente integrada ao sistema desde sua concepção, influenciando desde o gerenciamento de recursos até a forma como você interage com aplicativos e arquivos.

Rick Osterloh, vice-presidente sênior de dispositivos e serviços do Google, deixou claro durante o Snapdragon Summit que a empresa pretende trazer modelos Gemini, o assistente de IA, todos os aplicativos e a comunidade de desenvolvedores para o domínio dos PCs.

Isso significa que o sistema operacional será capaz de antecipar suas necessidades, otimizar o desempenho da máquina baseado em seus padrões de uso e oferecer sugestões contextualizadas em tempo real.

Pense em um assistente que entende não apenas comandos isolados, mas o contexto completo do que você está fazendo. Se você está trabalhando em um documento, preparando uma apresentação e pesquisando informações na internet simultaneamente, o sistema poderá sugerir conteúdos relevantes, organizar suas janelas de forma mais eficiente e até mesmo prever quais aplicativos você precisará abrir em seguida. Essa é a promessa de um sistema operacional com IA em seu DNA.

A integração profunda com Gemini também permitirá recursos avançados como tradução visual em tempo real, análise de conteúdo multimídia, assistência contextual durante reuniões virtuais e muito mais. Diferentemente de soluções que simplesmente adicionam uma camada de IA sobre um sistema existente, o Aluminium OS foi projetado desde o início para aproveitar ao máximo essas capacidades.

ChromeOS e Aluminium OS: Convivência temporária

Uma das revelações mais importantes da vaga de emprego divulgada pelo Google diz respeito à estratégia de transição entre os sistemas operacionais. O documento menciona explicitamente que o ChromeOS e o Aluminium OS coexistirão por algum tempo, com a empresa desenvolvendo um roteiro de produtos que aborda entregas e estratégia para a transição gradual.

Em vez de simplesmente abandonar o ChromeOS da noite para o dia, deixando milhões de usuários e instituições na mão, a empresa planeja uma migração cuidadosa que garante a continuidade dos negócios. O mercado educacional, onde os Chromebooks conquistaram participação significativa, é particularmente sensível a mudanças abruptas da plataforma.

Registros internos de bugs identificados por engenheiros revelam menções a ChromeOS não-Aluminium e ChromeOS clássico, sugerindo que o Google pode manter o nome ChromeOS mesmo em dispositivos rodando a nova plataforma baseada em Android.

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(Imagem: 9to5google.com)

Isso criaria uma situação curiosa onde você poderia ter dois tipos diferentes de ChromeOS no mercado: o tradicional, baseado no navegador Chrome, e o novo, construído sobre Android mas mantendo a marca estabelecida.

Para empresas e escolas que investiram pesadamente em infraestrutura ChromeOS, essa estratégia de dupla via oferece tranquilidade. Os dispositivos atuais continuarão recebendo atualizações e suporte, enquanto novos equipamentos chegarão gradualmente com o Aluminium OS, permitindo que as organizações planejem suas migrações com calma e sem surpresas desagradáveis.

Dispositivos para todos os gostos e bolsos

Na Snapdragon Summit 2025, o CEO da Qualcomm, Cristiano Amon à esquerda, conversou no palco com Rick Osterloh, do Google. O vice-presidente sênior de Plataformas e Dispositivos fez mais comentários sobre o Android para desktop. (Imagem: Divulgação/androidauthority.com)

O Google não está interessado apenas em criar mais um sistema para laptops baratos destinados ao mercado educacional. A vaga de emprego deixa isso cristalino ao mencionar níveis de dispositivos que incluem AL Entry (entrada), AL Mass Premium (premium em massa) e AL Premium. Essa segmentação indica uma estratégia para conquistar todos os segmentos do mercado de computadores pessoais.

Os formatos contemplados pelo Aluminium OS são igualmente abrangentes. A documentação menciona laptops tradicionais, dispositivos destacáveis onde a tela se separa do teclado, tablets puros e até boxes, que seriam equivalentes aos Chromeboxes atuais — mini PCs compactos para uso em ambientes corporativos e educacionais. Essa variedade de formatos demonstra a versatilidade que o Android pode oferecer quando otimizado adequadamente para telas grandes.

A parceria estratégica com a Qualcomm, anunciada durante o Snapdragon Summit, é fundamental nesse contexto. Os processadores ARM da fabricante oferecem uma combinação ideal de eficiência energética, poder computacional e capacidades avançadas de processamento de inteligência artificial através de suas unidades NPU (Neural Processing Unit, ou unidade de processamento neural). Essas NPUs são componentes especializados em executar cálculos relacionados em machine learning e IA de forma muito mais eficiente que processadores tradicionais.

Relatórios técnicos indicam que o Google já está testando o Aluminium OS em hardwares equipado com processadores MediaTek Kompanio 520 e chips Intel de 12ª geração. Essa diversidade de plataformas sugere que, embora o foco principal esteja na arquitetura ARM, o suporte a processadores x86 tradicionais da Intel não foi completamente descartado, pelo menos na fase inicial do projeto.

Por que unificar o Android e o ChromeOS agora?

A decisão do Google de finalmente unir suas duas principais plataformas de computação não surgiu do nada. Ela representa o culminar de anos de experimentação, ajustes graduais e aprendizados sobre o comportamento dos usuários em diferentes contextos de uso.

Sameer Samat, presidente do ecossistema Android no Google, explicou em entrevista recente que a empresa está profundamente interessada em entender como as pessoas usam seus laptops atualmente.

(Crédito da imagem: Lance Ulanoff / Future)

O mercado mudou dramaticamente nos últimos anos. A linha que separava smartphones, tablets e computadores ficou cada vez mais tênue. Usuários querem continuar suas tarefas de um dispositivo para outro sem fricção, esperando que aplicativos funcionem em todas as telas e que seus dados estejam sempre sincronizados. Manter dois sistemas operacionais separados para atender essas necessidades se tornou um peso enorme para desenvolvedores e um desperdício de recursos para o Google.

O ChromeOS, apesar de ter encontrado seu nicho no mercado educacional e em alguns segmentos corporativos, nunca conseguiu conquistar uma fatia significativa do mercado global de computadores pessoais. Windows e macOS continuam dominando, enquanto o ChromeOS permanece como uma terceira opção distante. Por outro lado, o Android se tornou o sistema operacional mais usado no planeta quando consideramos todos os dispositivos móveis.

A integração já vinha acontecendo de forma gradual há anos. Em junho de 2024, o Google anunciou que o ChromeOS começaria a usar o kernel do Android, facilitando o acesso a ferramentas do Gemini através de APIs e frameworks compartilhados.

Chromebooks já rodam aplicativos Android há bastante tempo, demonstrando a viabilidade técnica da convergência. Do outro lado, o Android 16 trouxe melhorias significativas no modo desktop, incluindo gerenciamento avançado de janelas e melhor suporte a monitores externos, preparando o terreno para a experiência completa no computador pessoal.

O futuro dos Chromebooks como conhecemos

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Uma pergunta que muita gente está fazendo é: o que acontece com meu Chromebook atual? A resposta, felizmente, é tranquilizadora. O Google já deixou claro que os dispositivos ChromeOS existentes continuarão recebendo atualizações de segurança e funcionalidades até o fim de seu ciclo de vida útil previsto. Ninguém vai acordar um dia e descobrir que seu computador parou de funcionar porque o Google decidiu mudar de direção.

No entanto, o futuro pertence claramente ao Aluminium OS. Novos dispositivos que começarem a chegar ao mercado em 2026 provavelmente virão equipados com o novo sistema, oferecendo capacidades expandidas que o ChromeOS tradicional simplesmente não consegue entregar.

O que torna o Aluminium OS particularmente interessante é seu potencial de redefinir o que esperamos de um computador pessoal. Em vez de máquinas que simplesmente executam programas de forma mais ou menos eficiente, poderíamos ter dispositivos que genuinamente entendem contexto, antecipam necessidades e colaboram conosco de forma que hoje parecem ficção científica. Essa visão inteligente de computação é o que motiva o projeto desde sua concepção.

Fabricantes como Samsung, Lenovo, HP, Acer e outros parceiros do Google já devem estar recebendo versões preliminares do sistema para desenvolvimento e testes internos.

Existe também a possibilidade de que alguns Chromebooks atuais recebam a opção de migrar para o Aluminium OS através de atualizações futuras, embora isso dependa das capacidades de hardware de cada dispositivo.

Processadores mais antigos podem não ter os recursos necessários para rodar eficientemente um sistema baseado em Android com todas suas capacidades de IA integrada, especialmente considerando a demanda por unidades de processamento neural que o Gemini requer.

O nome Chromebook pode até continuar sendo usado para comercializar os novos dispositivos, aproveitando o reconhecimento da marca já estabelecido no mercado educacional e corporativo. Seria uma estratégia inteligente manter a continuidade percebida pelo público, mesmo que internamente a plataforma seja completamente diferente.

É parecido com o que aconteceu quando a Apple trocou os processadores PowerPC por Intel, e depois Intel por Apple Silicon, mantendo o nome Mac durante todas essas transições tecnológicas.

Mudança para os Desenvolvedores e o Ecossistema de aplicativos

A unificação de Android e ChromeOS sob o guarda-chuva do Aluminium OS representa uma mudança significativa para os desenvolvedores de software. Por anos, criar aplicativos que funcionassem bem tanto em smartphones quanto em computadores exigia esforços duplicados, com bases de código separadas e otimizações específicas para cada plataforma.

Com o Aluminium OS, desenvolvedores terão uma plataforma única para atingir usuários de smartphones, tablets e computadores tradicionais. Isso não significa simplesmente esticar um aplicativo de celular para caber em uma tela maior, mas sim ter acesso a APIs e frameworks que permitem criar experiências verdadeiramente adaptativas, que se comportam de forma inteligente dependendo do contexto de uso.

O Google está investindo pesadamente em ferramentas de desenvolvimento que facilitam essa transição. O Android Studio, ambiente de desenvolvimento oficial para Android, está recebendo atualizações que melhoram o suporte para aplicativos multi-janela, gerenciamento de layouts complexos e integração com periféricos tradicionais de desktop como teclados, mouses e monitores externos.

Para desenvolvedores de jogos, o Aluminium OS abre possibilidades interessantes. A capacidade de criar jogos que funcionam perfeitamente tanto no celular quanto em um computador. Salvar progresso na nuvem e continuar jogando em diferentes dispositivos não é novidade, mas ter literalmente o mesmo jogo rodando nativamente em todas as plataformas simplifica o desenvolvimento.

A comunidade de software livre e aplicativos Linux também se beneficia. Com suporte nativo para executar programas Linux através do Terminal aprimorado, desenvolvedores podem usar ferramentas tradicionais do ecossistema GNU/Linux enquanto aproveitam os benefícios de integração com o Android. É como ter o melhor dos dois mundos em uma única plataforma.

Cronograma de lançamento do novo Sistema Operacional Aluminium OS

Embora o Google tenha confirmado que o lançamento dos primeiros PCs com Aluminium OS está programado para 2026, muitos detalhes sobre o cronograma específico permanecem em aberto. Especialistas do setor especulam que uma apresentação formal do sistema pode acontecer durante o Google I/O de 2026, evento anual onde a empresa revela suas principais novidades para desenvolvedores e o público geral.

Relatórios técnicos indicam que o Google está atualmente testando o Aluminium OS em hardware de desenvolvimento rodando Android 16, mas espera-se que os dispositivos comerciais cheguem ao mercado equipados com Android 17, que deve ser lançado oficialmente no segundo semestre de 2026.

Esse alinhamento temporal faz sentido, pois permite que o Google incorpore no sistema operacional final todos os aprendizados obtidos durante o ciclo de testes.

A fase inicial de lançamento provavelmente será limitada geograficamente, começando pelos Estados Unidos e alguns mercados selecionados antes de expandir globalmente. Essa é uma prática comum em lançamentos de plataformas, permitindo que a empresa identifique e corrija problemas em escala menor antes de enfrentar demandas de milhões de usuários simultaneamente.

Fabricantes de dispositivos parceiros do Google já devem estar trabalhando em protótipos e modelos de referência que demonstrem as capacidades do Aluminium OS. Não seria surpresa se alguns desses dispositivos fossem apresentados em feiras de tecnologia como CES ou MWC no início de 2026, gerando expectativa e permitindo que jornalistas e analistas tenham as primeiras impressões antes do lançamento comercial.

O importante é manter as expectativas reais. Primeiro, versões de qualquer plataforma nova invariavelmente têm limitações, bugs e características ausentes que serão adicionadas em atualizações futuras.

A história da tecnologia está cheia de exemplos de sistemas que começaram modestos, mas evoluíram para se tornarem padrões da indústria. O Aluminium OS provavelmente seguirá trajetória similar, melhorando continuamente baseado em feedback de usuários e desenvolvedores reais.

Uma coisa é certa: o Google está comprometido com essa visão de longo prazo. O investimento em engenharia, parcerias estratégicas e recursos dedicados ao projeto deixam claro que não se trata de mais um experimento que será abandonado ao primeiro sinal de dificuldade. O Aluminium OS veio para ficar, e seu impacto no mercado de computadores pessoais pode ser profundo e duradouro nos próximos anos.

Foto de Rodrigo dos Anjos

Rodrigo dos Anjos

Rodrigo é redator do ClicaTech e formado em Ciências da Computação com Especialização em Segurança da Informação. Amante declarado da tecnologia, dedica-se não apenas a acompanhar as tendências do setor, mas também a compreender, aplicar, proteger e explorar soluções que unam inovação, segurança e eficiência.

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Conteúdo elaborado e revisado pela redação do ClicaTech.  Pode conter tradução com auxílio de Inteligência Artificial.

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