A empresa que colocou robôs aspiradores de pó em milhões de lares ao redor do mundo está enfrentando o fim de uma era. No domingo a iRobot declarou falência. A empresa iniciou um processo de recuperação judicial pré-acordado, conhecido nos Estados Unidos como Chapter 11, após alertar que seu saldo de caixa estava praticamente zerado.
A fabricante do icônico Roomba, que um dia valeu 3,56 bilhões de dólares, será vendida para sua parceira de manufatura chinesa por uma fração desse valor.
Para muitas pessoas, o Roomba foi o primeiro contato real com um robô doméstico funcional. Aquele pequeno disco preto com rodas que circulava pela casa aspirando sujeira representava um vislumbre do futuro prometido pelos Jetsons, onde robôs cuidavam das tarefas domésticas enquanto você estava no trabalho.
O produto se tornou tão icônico que virou sinônimo da categoria inteira, com pessoas chamando qualquer aspirador robótico de Roomba, independentemente do fabricante.
Mas como a empresa que inventou a robótica de consumo para a chamada casa inteligente chegou a esse ponto? A história envolve inovação pioneira, competição feroz, decisões estratégicas questionáveis, tarifas comerciais devastadoras e, segundo o ex-CEO, interferência regulatória que matou a oportunidade de salvação. Vamos entender essa trajetória completa.
Do Laboratório do MIT para milhões de lares
A iRobot foi fundada em 1990 por três roboticistas do MIT: Colin Angle, Helen Greiner e Rodney Brooks. Inicialmente, a empresa era focada em desenvolvimento de plataformas de robótica e inteligência artificial, trabalhando principalmente em contratos governamentais e militares.
A equipe aprimorou sua expertise construindo robôs para ir aonde humanos não deveriam ou não podem ir. Trabalharam no rover Sojourner da NASA que explorou Marte, desenvolveram sistemas de detecção de minas, robôs de desativação de bombas e equipamentos de busca e resgate. O PackBot da iRobot foi inclusive usado nos esforços de recuperação após os ataques de 11 de setembro.
“É assustadoramente semelhante a certas empresas de plataformas que existem hoje em dia”, diz Angle em entrevista ao The Verge, sobre os primeiros anos da empresa. “Aprendemos da maneira mais difícil que só tem valor quando se consegue usar esse conjunto de ferramentas para criar algo que as pessoas desejam”.
Embora a ideia de construir um robô capaz de limpar casas sempre tenha sido um objetivo, isso não era uma possibilidade nos primórdios da robótica devido às limitações tecnológicas e de custo. “A promessa da robótica sempre foi a Rosie dos Jetsons, a questão era quando isso iria acontecer”, explica Angle ao The Verge.
Foi somente em 1999 que a startup conseguiu dinheiro suficiente para investir no desenvolvimento de um produto de limpeza para os consumidores. O engenheiro Joe Jones, também formado pelo MIT, e sua equipe desenvolveram o primeiro robô aspirador de pó da empresa, que seria lançado em 2002 com o nome Roomba.
O Lançamento que mudou tudo

O Roomba original foi vendido por 200 dólares nas lojas Brookstone, Sharper Image e Hammacher Schlemmer. Foi o primeiro aspirador robô disponível nos Estados Unidos e o segundo já fabricado no mundo, após o Trilobite da Electrolux no ano anterior.
Era um robô básico com sensores de impacto e desnível, que se movia aleatoriamente pela casa aspirando sujeira, batendo de parede em parede e, em geral, tentando não cair das escadas. Não era sofisticado, mas funcionava e representava algo genuinamente novo para os consumidores.
“Lembro-me de ter recebido uma ligação de uma compradora da Brookstone, Pam, logo após o lançamento, perguntando quantas unidades a mais eu poderia fabricar”, relembra Angle. Foi naquele momento que percebemos que algo especial estava acontecendo.
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O sucesso foi imediato e surpreendente. A empresa rapidamente expandiu sua linha de produtos robóticos para consumidores, lançando o Dirt Dog para oficinas, o Looj para limpeza de calhas e o Verro para piscinas. Em 2005, a iRobot abriu capital com avaliação superior a 100 milhões de dólares.
A empresa também desenvolveu o robô esfregão Braava, baseado na aquisição da concorrente Evolution Robotics e seu produto Mint, que se tornou o segundo robô doméstico de sucesso da iRobot. Houve ainda tentativas de entrar no mercado de cortadores de grama com o Terra e de purificadores de ar com a aquisição da Aeris, mas nenhum desses projetos conseguiu replicar o sucesso do Roomba.
A Era de Ouro e o Auge Tecnológico
Durante mais de uma década, a iRobot dominou completamente o mercado que havia criado. A empresa havia superado a concorrência mundial por 17 anos, como Angle gosta de lembrar. Esse domínio foi protegido não apenas pela inovação contínua, mas também por um impressionante portfólio de patentes, especialmente as relacionadas às escovas de rolo duplo que só expiraram em 2023.
A iRobot não estava parada no tempo. Em 2015, adicionou Wi-Fi aos seus robôs, desenvolveu um aplicativo para controlá-los remotamente e capacitou os dispositivos a identificar objetos domésticos básicos e a navegar ao redor deles. Mas os produtos estavam ficando significativamente mais caros conforme a tecnologia avançava.
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O ponto alto chegou em 2018 com o lançamento do Roomba i7, que custava quase mil dólares. Esse robô conseguia mapear sua casa, memorizar o mapa e permitir a limpeza de cômodos específicos em vez de circular aleatoriamente. Mais impressionante ainda, podia esvaziar seu próprio compartimento de poeira automaticamente, uma melhoria revolucionária que eliminava uma das tarefas mais chatas de manter um aspirador robô.
Em muitos aspectos, o i7 representou o auge da iRobot. A empresa atingiu uma participação de mercado estimada em 88%. Havia vendido 40 milhões de robôs aspiradores, com 23,4 milhões apenas na Europa e Américas em 2021. O Roomba havia se tornado um nome familiar, o equivalente robótico de Kleenex ou Band-Aid.
E então, tudo começou a desmoronar.
A Onda Chinesa que mudou o jogo
A Roborock entrou no mercado americano em 2018, seguindo a chegada da Ecovacs alguns anos antes. Essas empresas chinesas trouxeram produtos tecnologicamente competitivos a preços significativamente mais baixos que os da iRobot. Muitas outras empresas seguiram o mesmo caminho, criando uma onda de competição que a iRobot não estava preparada para enfrentar.
Em 2022, a participação de mercado da iRobot havia despencado de 88 para 30%. “Tínhamos superado a concorrência mundial por 17 anos, e agora estávamos sentindo mais pressão de um novo tipo de concorrente, o chinês, que rapidamente nos seguiu”, explica Angle. “Eles tinham certas vantagens: acesso a capital, apoio governamental e acesso a um mercado fechado. A China havia se tornado o maior mercado de aspiradores de pó robóticos do mundo, e nós fomos excluídos”.
Os concorrentes chineses ofereciam recursos que os consumidores queriam a preços que a iRobot tinha dificuldade em igualar. Combinações de aspirador e esfregão em um único dispositivo se tornaram extremamente populares, mas a iRobot demorou a adotar esse formato, insistindo em manter produtos separados.
A empresa também se manteve firme em sua decisão de usar a navegação baseada em câmeras e sistema vSLAM em vez da tecnologia lidar a laser que os concorrentes estavam adotando. Essa foi uma escolha estratégica deliberada baseada na visão de Angle para o futuro da robótica doméstica, mas os consumidores não necessariamente compartilhavam ou entendiam essa visão.

As Tarifas que quebraram as costas
Os desafios competitivos foram agravados por fatores externos que a iRobot não podia controlar. As tarifas comerciais impostas pelo governo Trump em 2018, e posteriormente expandidas, tiveram impacto devastador nos custos da empresa.
As taxas de importação de 46% sobre produtos do Vietnã, onde a iRobot havia movido parte significativa de sua manufatura, representaram cerca de 23 milhões de dólares em custos adicionais só naquele ano. Para tentar absorver esses custos e ainda competir com rivais chineses, a iRobot foi forçada a aumentar temporariamente os preços, abrindo ainda mais espaço para concorrentes mais baratos.
Os desafios na cadeia de suprimentos durante a pandemia de COVID-19 adicionaram mais pressão. Embora as vendas tenham inicialmente aumentado com mais pessoas em casa focadas em limpeza, os problemas logísticos subsequentes complicaram operações e aumentaram custos.
segundo o site The Verge, em 2022, a receita da iRobot caiu para 1,18 bilhão de dólares. No ano seguinte, despencou ainda mais para 891 milhões, com um prejuízo operacional de 285 milhões de dólares. A empresa que um dia valeu 3,56 bilhões havia se desvalorizado para meros 140 milhões em dezembro de 2024.
A Amazon
Em meio a essa crise, surgiu o que parecia ser uma salvação: a Amazon anunciou planos de adquirir a iRobot por 1,7 bilhão de dólares. Para Angle e muitos na empresa, essa era a oportunidade perfeita. A Amazon traria recursos financeiros, capacidade de distribuição, e uma visão compartilhada para o futuro da casa inteligente.
A aquisição fazia sentido estratégico para ambas as empresas. A Amazon estava investindo pesadamente em sua plataforma Alexa e em transformar casas em ambientes verdadeiramente inteligentes. Os mapas detalhados que os Roomba criavam das casas dos usuários, combinados com a capacidade da empresa de entender o contexto doméstico através do sistema operacional iRobot OS, seriam fundamentais para essas ambições.
Mas a proposta imediatamente enfrentou um escrutínio regulatório intenso. Órgãos de defesa da concorrência nos Estados Unidos e Europa levantaram preocupações sobre o domínio crescente da Amazon em múltiplos setores. Havia também questões sérias sobre privacidade, com consumidores e reguladores preocupados sobre a Amazon ter acesso a mapas detalhados do interior de milhões de residências.
O processo de aprovação regulatória se arrastou por quase dois anos. Durante esse limbo corporativo, a iRobot ficou essencialmente paralisada. Investimentos em novos produtos foram pausados. Decisões estratégicas foram adiadas. A empresa sangrava dinheiro enquanto esperava por uma aprovação que nunca viria.
Em 2024, ambas as empresas perceberam que não havia saída e abandonaram o acordo. Para Angle, esse foi o momento que efetivamente matou a iRobot.
A Culpa é de quem? O Debate sobre a Inovação Vs Regulação
Colin Angle, que deixou a empresa em janeiro de 2024 logo após o colapso do acordo com a Amazon, tem uma visão clara sobre quem é responsável pelo destino da iRobot. É um golpe para a robótica e um dia trágico para a inovação americana, disse ele em entrevista.
“Este era o nosso mercado, nós inventamos a robótica para o consumidor, disse. Construímos essa coisa, colocamos em uma caixa, embalamos e entregamos para outra pessoa. Fizemos isso conosco mesmos, foi uma decisão deliberada que não se baseou no mérito”.
Angle vê a falência como resultado direto da interferência regulatória que bloqueou a aquisição pela Amazon. Se o acordo tivesse sido concretizado, ele acredita que teria havido um florescimento da inovação tecnológica no setor de robótica para o consumidor e na casa inteligente em geral.
“A ideia de que você pode construir uma grande empresa e depois ter o acesso a fusões e aquisições bloqueado tem um impacto assustador na disposição dos investidores em arriscar e na coragem de um empreendedor em embarcar nessa jornada repleta de riscos”, argumenta Angle.
No entanto, críticos têm uma visão diferente. Eles argumentam que a iRobot falhou em inovar adequadamente e se acomodou com seu sucesso inicial, dependendo excessivamente de seu portfólio de patentes para repelir competição em vez de continuar empurrando os limites tecnológicos.
A demora em adotar o formato combinado de aspirador e esfregão é frequentemente citada como exemplo. Angle admite esse erro específico: “ok, estávamos errados. O consumidor é quem decide, e nós demoramos a dar-lhes o que queriam, a conveniência de um robô aspirador e esfregão em um só”.
Mas ele se mantém firme quanto à decisão de usar navegação baseada em câmeras em vez de lidar. “Colocar lidar em um robô aspirador de pó é um erro”, insiste Angle. “Não se trata de falta de inovação, tomamos a decisão explícita de não fazer isso porque é uma muleta que torna o robô frágil e limita sua utilidade”.
A visão de Angle era criar robôs domésticos que realmente entendessem o ambiente e se importassem em fazer um bom trabalho. Construir robôs que se importam, que sabem quando deixaram alguma área sem limpar e voltam para garantir que o trabalho seja feito, exige um nível de inteligência e percepção que nenhum lidar seria capaz de proporcionar.
A venda para a Picea Robotics
Com as finanças em colapso total e menos de 25 milhões de dólares em caixa, a iRobot não teve escolha senão buscar proteção contra a falência. O processo Chapter 11 pré-acordado prevê a aquisição completa da empresa pela Shenzhen Picea Robotics e Santrum Hong Kong Co. Limited, coletivamente conhecidas como Picea.
Embora a Picea não seja uma marca conhecida no Ocidente, ela tem conexão profunda com a iRobot. A empresa atua como principal fabricante da linha de aspiradores robóticos da iRobot há anos. A Picea possui mais de 7.000 funcionários globalmente, incluindo centros de pesquisa e desenvolvimento e instalações de produção na China e no Vietnã. A empresa já vendeu mais de 20 milhões de aspiradores de pó robóticos por conta própria.
Nos termos do acordo, a Picea obterá 100% das participações acionárias na iRobot, assumindo propriedade total. O processo deve ser concluído até fevereiro de 2026, caso não haja interferência externa ou judicial significativa.
O que a Picea está pagando exatamente pela iRobot não foi divulgado publicamente, mas com a empresa avaliada em apenas 140 milhões de dólares em dezembro de 2024, é uma fração minúscula dos 1,7 bilhão que a Amazon ofereceu apenas dois anos antes. É também impressionantemente baixo comparado à avaliação de 3,56 bilhões que a empresa tinha em 2021.
Gary Cohen, o CEO atual que assumiu após a saída de Angle, classificou o anúncio como um marco crucial para garantir o futuro da empresa. “A medida fortalecerá sua posição financeira e assegurará a continuidade para os consumidores e parceiros”.
O que acontece com os Roombas já vendidos?
Para os milhões de pessoas que possuem Roombas e outros produtos iRobot, a notícia da falência naturalmente levanta preocupações. Aspiradores robóticos modernos dependem de conectividade com servidores da empresa para uma funcionalidade completa, permitindo controle remoto via aplicativo, atualizações de software e recursos inteligentes.
Quando as empresas de produtos conectados fecham as portas, seus servidores geralmente são desativados, transformando os produtos perfeitamente funcionais em tijolos inúteis. Houve casos preocupantes disso na indústria de casas inteligentes.
O robô Moxie da Embodied, baseado em inteligência artificial para crianças, enfrentou desligamento quando a empresa encerrou as operações. Pais se viram diante da perspectiva de explicar aos filhos por que seu robô havia parado de funcionar. A Neato encerrou operações em 2023, mas felizmente seus servidores permaneceram ativos até outubro de 2025 graças aos esforços da empresa controladora Vorwerk.
No caso da iRobot, um desligamento iminente dos servidores não deve ser uma preocupação real, pelo menos não no curto prazo. Como parte da transição da propriedade, as garantias de continuidade devem assegurar que os servidores continuem operando normalmente.
Durante o próprio processo do Chapter 11, a iRobot prevê que continuará operando normalmente, sem nenhuma interrupção prevista na funcionalidade de seu aplicativo, programas para clientes e suporte contínuo ao produto.
Os consumidores têm pelo menos alguns meses de uso garantido. Depois de fevereiro de 2026, quando a transição da propriedade deve estar completa, tudo dependerá do cumprimento das promessas da Picea. A nova proprietária terá interesse comercial em manter os produtos funcionando, já que milhões de Roombas em operação representam um potencial para vendas futuras de upgrades e substituições.
No entanto, não há garantias de longo prazo. Empresas mudam de prioridades, estratégias evoluem, e manter servidores legados custa dinheiro. Usuários de produtos iRobot devem estar cientes de que o futuro de longo prazo de seus dispositivos conectados agora está nas mãos de uma empresa chinesa com prioridades potencialmente diferentes.
O Futuro da Robótica doméstica sem a iRobot
Apesar da falência da iRobot, o mercado de robótica doméstica está mais vibrante do que nunca. Roborock, Ecovacs, Dreame, Narwal e outras empresas chinesas dominam agora o mercado com produtos tecnologicamente sofisticados a preços acessíveis. Empresas ocidentais como Dyson e SharkNinja também competem ativamente.
A tecnologia avançou muito desde o primeiro Roomba. Aspiradores robóticos não apenas mapeiam casas com precisão milimétrica, mas podem identificar e evitar obstáculos específicos como cabos, meias e dejetos de animais. Eles esvaziam seus próprios compartimentos de poeira, limpam e secam com seus próprios esfregões, e até detectam tipos de sujeira para aplicar esforço de limpeza apropriado.


A visão de Angle para robôs domésticos inteligentes que realmente entendem o ambiente e se importam em fazer o bom trabalho está se concretizando, apenas não pela iRobot. Empresas estão adicionando câmeras aos seus robôs lidar, combinando o melhor de ambas as tecnologias. Inteligência artificial e aprendizado de máquina estão tornando esses dispositivos genuinamente inteligentes.
A inovação continua mesmo sem o pioneiro original. Mas há algo triste sobre assistir a empresa que inventou a categoria desaparecer, especialmente sabendo que ela ajudou a construir a fundação tecnológica que todos os concorrentes agora exploram.
Sobre uma Era perdida
A história da iRobot é, em muitos aspectos, uma tragédia moderna de inovação e ambição. Uma empresa nascida nos laboratórios do MIT, fundada por alguns dos melhores roboticistas do mundo, que literalmente criou um mercado inteiro do zero e colocou robôs funcionais em dezenas de milhões de lares.
Em muitos aspectos, a empresa estava à frente do seu tempo. Foi cativada por uma visão do futuro da robótica que agora parece mais próxima do que nunca, mas chegou tarde demais. Como muitas empresas de tecnologia, ela teve dificuldades em reconhecer e atender ao que os clientes realmente queriam, oferecendo em vez disso o que acreditava que eles mereciam.
A combinação de competição feroz, tarifas devastadoras e um acordo de salvação bloqueado por reguladores criou a tempestade perfeita. Angle está correto ao dizer que foi um dia trágico para a inovação americana, mesmo não concordando com todas as suas conclusões sobre causas e responsabilidades.
Rosie, a robô dos Jetsons, pode um dia controlar nossas casas de forma completa. Se isso acontecer, a iRobot terá ajudado a construir essa base, mesmo que não faça parte desse futuro. O Roomba permanecerá na história como o dispositivo que trouxe os robôs para fora dos laboratórios e filmes de ficção científica e os colocou em nossas salas de estar, provando que o futuro que imaginávamos era não apenas possível, mas prático e acessível.
Agora, enquanto a empresa passa a propriedade para a empresa chinesa através de um processo de falência, resta apenas esperar que os novos donos honrem o legado, mantenham os produtos funcionando, e talvez até continuem a inovação que tornou a iRobot especial. Mas mesmo se não fizerem, o impacto da empresa na robótica de consumo e na forma como pensamos sobre as casas inteligentes permanecerá por décadas.








