O TikTok escapou da proibição: Como um acordo histórico mudou tudo
Se você acompanha as notícias sobre tecnologia, provavelmente já ouviu falar sobre a saga do TikTok nos Estados Unidos. Depois de meses de incertezas, ameaças de proibição e muita tensão política, finalmente há um um desfecho. TikTok fecha Acordo Histórico e evita Banimento dos Estados Unidos.
A ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, fechou um acordo que pode ser considerado histórico para manter o aplicativo funcionando no mercado americano.
Segundo a CNBC, O CEO do TikTok, Shou Zi Chew, enviou um memorando interno aos funcionários anunciando a criação de uma nova estrutura empresarial chamada TikTok USDS Joint Venture LLC. Essa nova entidade vai administrar todas as operações do aplicativo nos Estados Unidos, separando formalmente as atividades americanas do controle direto da ByteDance.
Para os usuários Americanos que usam o TikTok diariamente, essa notícia representa um enorme alívio. Afinal, estamos falando de uma plataforma que conquistou 170 milhões de americanos e se tornou parte essencial da cultura digital moderna. Imagine acordar um dia e descobrir que seu aplicativo favorito simplesmente deixou de funcionar por questões políticas.
Mas calma, porque essa história tem muitas camadas interessantes. Vamos destrinchar cada detalhe desse acordo para você entender exatamente o que aconteceu, quem são os jogadores envolvidos e o que isso significa para o futuro do TikTok.
Quem são os novos donos do TikTok nos Estados Unidos?
A estrutura de propriedade dessa nova joint venture mostra como o mundo dos negócios consegue encontrar soluções criativas para problemas políticos complexos. Três grandes investidores assumiram o controle majoritário das operações americanas do TikTok.
A Oracle, gigante da tecnologia conhecida por seus bancos de dados e serviços de computação em nuvem, lidera o grupo de investidores. Para quem não está familiarizado, a Oracle é uma das empresas mais importantes do Vale do Silício, com décadas de experiência em armazenamento e segurança de dados.
O fundador e presidente executivo da Oracle, Larry Ellison, mantém uma relação próxima com o presidente Donald Trump, o que certamente facilitou as negociações.
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Ao lado da Oracle está a Silver Lake, uma empresa especializada em investimentos de capital privado focada no setor de tecnologia. A Silver Lake tem um portfólio impressionante de empresas e é conhecida por investir bilhões em companhias tecnológicas ao redor do mundo. Sua presença nesse acordo traz credibilidade financeira e experiência em gestão de empresas de tecnologia.
O terceiro membro desse trio é a MGX, um fundo de investimentos sediado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A participação da MGX gerou alguns comentários, já que o acordo foi vendido como sendo liderado por americanos. Tecnicamente, a presença de uma empresa dos Emirados significa que a propriedade não é exclusivamente americana, mas isso não impediu que as autoridades norte-americanas aprovassem a estrutura.
Como ficou a divisão da propriedade da nova Empresa?
Entender como o bolo foi dividido ajuda a compreender quem realmente manda no TikTok americano agora. A estrutura de propriedade foi desenhada cuidadosamente para atender às exigências da lei de segurança nacional dos Estados Unidos, enquanto ainda permite que a ByteDance mantenha algum vínculo com suas operações mais lucrativas.
Conforme noticiado pela CNBC, os três investidores principais, Oracle, Silver Lake e MGX, ficaram com 45% da nova entidade, sendo 15% para cada um. Essa fatia representa o controle majoritário do negócio e garante que empresas com vínculos americanos tenham a palavra final nas decisões estratégicas.
Cerca de 30,1% da joint venture ficou nas mãos de afiliadas dos investidores atuais da ByteDance. Aqui vale um esclarecimento importante: muitos desses investidores são fundos americanos que já tinham participação na ByteDance antes de todo esse imbróglio começar. Portanto, essa parcela também tem forte presença de capital americano.
A própria ByteDance manteve uma participação de 19,9%, quase chegando ao limite máximo de 20% permitido pela lei para empresas chinesas. Esse percentual foi estrategicamente calculado para respeitar as restrições legais enquanto ainda permite que a ByteDance se beneficie financeiramente do sucesso do TikTok nos Estados Unidos.
Além da divisão de propriedade, a nova empresa terá um conselho de administração composto por sete diretores, sendo a maioria de nacionalidade americana. Essa estrutura de governança reforça o compromisso com os interesses dos Estados Unidos e dificulta qualquer tentativa de influência externa nas decisões da companhia.
A Grande questão: O que acontece com o Algoritmo do TikTok?

Se existe algo que fez o TikTok se tornar um fenômeno mundial, esse algo é seu algoritmo. O sistema de recomendação do TikTok é considerado um dos mais sofisticados e viciantes já criados, capaz de prender a atenção dos usuários por horas seguidas. Não é exagero dizer que o algoritmo é o coração e a alma do aplicativo.
Para entender o que é um algoritmo, pense nele como uma receita extremamente complexa que decide qual vídeo você vai ver a seguir. O algoritmo analisa cada interação sua no aplicativo: quanto tempo você assiste cada vídeo, quais você compartilha, quais você comenta, e até mesmo os que você pula rapidamente.
Com base nesses dados, ele aprende seus gostos e preferências, criando um feed personalizado que parece ter sido feito especialmente para você.
O problema é que as autoridades americanas sempre desconfiaram desse algoritmo. A preocupação central era que o governo chinês pudesse manipular o sistema de recomendação para influenciar o que os americanos veem, potencialmente espalhando propaganda ou desinformação. Imagine o poder de controlar o conteúdo consumido por 170 milhões de pessoas.
A solução encontrada no acordo é ambiciosa: a nova entidade americana vai treinar novamente o algoritmo usando exclusivamente dados de usuários americanos. Esse processo de retreinamento busca criar um sistema de recomendação independente, livre de qualquer influência externa. Na prática, seria como criar um algoritmo do zero, mas aproveitando a estrutura e o conhecimento técnico já desenvolvidos.
Aqui surge uma pergunta importante: como será esse retreinamento na prática? Será que o novo algoritmo terá a mesma qualidade e eficiência do original? E, mais importante ainda, será realmente possível garantir que ele esteja completamente isolado da ByteDance? Ou se haverá algum favorecimento político?
Essas questões ainda não têm respostas claras, e especialistas em tecnologia permanecem céticos sobre a viabilidade técnica de criar uma separação completa.
Oracle como Guardiã da Segurança Nacional

A Oracle não é apenas mais um investidor nessa história. A empresa assumiu um papel especial como parceira de segurança confiável do governo americano. Essa posição traz responsabilidades significativas e mostra o nível de confiança que as autoridades depositam na companhia.
Como parceira de segurança, a Oracle será responsável por auditar e validar o cumprimento dos termos de segurança nacional acordados. Em termos práticos, isso significa que a empresa vai fiscalizar se todas as medidas de proteção estão sendo seguidas corretamente e reportar qualquer irregularidade às autoridades competentes.
Todos os dados sensíveis dos usuários americanos serão armazenados em centros de dados da Oracle localizados dentro dos Estados Unidos. Essa infraestrutura de armazenamento em nuvem garante que informações não saiam do território americano, eliminando o risco de acesso por parte de entidades estrangeiras.
A notícia do acordo foi tão bem recebida pelo mercado que as ações da Oracle subiram 5% no pregão estendido após o anúncio. Investidores reconheceram que esse contrato representa uma oportunidade de negócios gigantesca para a empresa, além de consolidar sua posição como parceira confiável do governo em questões de segurança digital.
Entendendo o conceito de Joint Venture
Para quem não está familiarizado com o termo, uma joint venture é basicamente uma parceria empresarial onde duas ou mais empresas se unem para criar uma nova entidade de negócios. Em português, podemos chamar de empreendimento conjunto ou empresa conjunta.
Diferente de uma fusão completa, onde uma empresa absorve a outra, numa joint venture as empresas participantes mantêm suas identidades separadas, mas compartilham os recursos, riscos e lucros do novo empreendimento. É como quando amigos se juntam para abrir um negócio, cada um contribuindo com algo diferente, seja capital, conhecimento técnico ou contatos no mercado.
No caso do TikTok, a joint venture foi a solução perfeita porque permite que a ByteDance mantenha algum vínculo financeiro com suas operações americanas, enquanto entrega o controle operacional e de governança para investidores americanos. Todo mundo ganha um pouco, mas ninguém fica com tudo.
Esse tipo de estrutura é comum em situações onde empresas estrangeiras querem operar em mercados com restrições regulatórias. A China usa muito esse modelo quando empresas americanas querem fazer negócios por lá, então é irônico que agora seja o TikTok usando a mesma estratégia nos Estados Unidos.
A História por trás da ameaça de proibição

Para entender completamente esse acordo, precisamos voltar um pouco no tempo. A pressão sobre o TikTok não começou ontem. Durante seu primeiro mandato como presidente, Donald Trump já demonstrava preocupação com a presença chinesa na tecnologia americana e chegou a ameaçar banir o aplicativo.
Em 2024, durante o governo de Joe Biden, o Congresso aprovou uma lei de segurança nacional que obrigava a ByteDance a vender suas operações do TikTok nos Estados Unidos ou enfrentar uma proibição completa no país.
A Lei de Proteção aos Americanos contra Aplicativos Controlados por Adversários Estrangeiros tinha um nome bem direto e deixava claro o objetivo: impedir que governos considerados adversários tivessem acesso a dados de cidadãos americanos.
Os legisladores americanos argumentavam que a China poderia usar o TikTok como ferramenta de espionagem ou influência política. Mesmo que a ByteDance negasse qualquer vínculo com o governo chinês, a simples possibilidade de que autoridades chinesas pudessem ordenar o compartilhamento de dados era suficiente para acender o alerta de segurança nacional.
A Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou a constitucionalidade da lei em janeiro de 2025, validando a obrigatoriedade de venda ou proibição. Isso criou um prazo fatal para a ByteDance: ou encontrava uma solução aceitável para as autoridades americanas, ou perdia acesso ao seu mercado mais lucrativo.
Quando Donald Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025, ele adotou uma abordagem mais conciliadora do que em seu primeiro mandato. Através de ordens executivas sucessivas, Trump adiou repetidamente a aplicação da lei, concedendo tempo para que as negociações avançassem.
O prazo mais recente estabelecido era 23 de janeiro de 2026, mas o acordo foi fechado antes disso, com data de conclusão em 22 de janeiro.
O que muda para os usuários Americanos comuns do TikTok?
Agora vem a pergunta que todo mundo quer saber: o que muda na prática para quem usa todo dia o TikTok nos Estados Unidos? A resposta curta é: provavelmente muito pouco, pelo menos a princípio.
O aplicativo continuará funcionando normalmente, com a mesma interface e as mesmas funcionalidades que você já conhece. O usuário Americano poderá criar vídeos, seguir seus criadores favoritos, participar de desafios virais e gastar horas rolando o feed. A experiência do usuário deve permanecer praticamente idêntica.
No entanto, algumas mudanças acontecerão nos bastidores. A moderação de conteúdo, ou seja, o processo de revisar e remover vídeos que violam as regras da plataforma, agora será gerenciada pela nova entidade americana. Isso pode resultar em mudanças sutis nos tipos de conteúdo permitidos, possivelmente alinhando-se mais com os padrões americanos.
O retreinamento do algoritmo também pode afetar a experiência, embora seja difícil prever exatamente como. Se o novo algoritmo for treinado apenas com dados de usuários americanos, é possível que ele se torne ainda melhor em recomendar conteúdo relevante para esse público específico. Por outro lado, existe o risco de que a separação das operações globais resulte em um feed menos diversificado internacionalmente.
As funcionalidades de comércio eletrônico do TikTok, que permitem comprar produtos diretamente pelo aplicativo, continuarão sendo gerenciadas pelas entidades globais do TikTok. Isso significa que a integração entre as operações americanas e internacionais será mantida em algumas áreas de negócio, garantindo uma experiência consistente.
O papel da China nas negociações

Um aspecto interessante desse acordo é o envolvimento direto do governo chinês. Donald Trump afirmou publicamente que o presidente chinês, Xi Jinping, concordou em apoiar o acordo. Essa declaração mostra o quanto essa questão transcendeu o nível empresarial e se tornou uma questão diplomática entre as duas maiores economias do mundo.
O vice-presidente JD Vance comentou que houve alguma resistência inicial por parte do governo chinês. Essa hesitação é compreensível quando consideramos que o acordo avalia as operações americanas do TikTok em 14 bilhões de dólares. Para a China, permitir que uma de suas empresas de tecnologia mais bem-sucedidas perca o controle de seu maior mercado não é uma decisão fácil.
A ByteDance emitiu um comunicado em setembro agradecendo tanto ao presidente Xi Jinping quanto ao presidente Donald Trump por seus esforços em preservar o TikTok nos Estados Unidos. Esse agradecimento duplo reflete a natureza única desse acordo, que só foi possível através de conversas diretas entre os dois governos.
Para a China, aceitar esse acordo representa um precedente delicado. O país sempre foi protecionista em relação às suas empresas de tecnologia e geralmente resiste a pressões externas para mudanças estruturais. No entanto, a alternativa seria perder completamente o mercado americano, o que seria ainda pior para a ByteDance e para a imagem da tecnologia chinesa globalmente.
As implicações para o Mercado de Tecnologia Global
Esse acordo do TikTok estabelece um novo padrão para como empresas de tecnologia estrangeiras podem operar em mercados sensíveis. Outros países que têm preocupações semelhantes sobre aplicativos chineses certamente observarão esse modelo com interesse.
A União Europeia, por exemplo, também tem demonstrado preocupações crescentes sobre privacidade de dados e influência estrangeira em plataformas digitais. O modelo de joint venture com investidores locais e armazenamento de dados dentro do território nacional pode ser replicado em outros mercados.
Para as empresas de tecnologia chinesas, essa situação é um alerta. O mundo está ficando mais cauteloso em relação ao acesso de dados por entidades estrangeiras, especialmente aquelas vinculadas a governos autoritários. Empresas como a Huawei já enfrentaram restrições severas em mercados ocidentais, e o TikTok quase seguiu o mesmo caminho.
Por outro lado, esse acordo mostra que ainda existe espaço para negociação e soluções criativas. Em vez de simplesmente banir aplicativos estrangeiros, é possível criar estruturas que protejam os interesses da segurança nacional enquanto ainda permitem que empresas operem e usuários se beneficiem dos serviços.
Desafios e Incertezas que ainda permanecem
Apesar do acordo ter sido fechado, várias questões permanecem sem resposta clara. A implementação prática dessa nova estrutura trará desafios significativos que só serão resolvidos ao longo do tempo.
A maior incerteza envolve a independência real do algoritmo retreinado. Especialistas em tecnologia questionam se é realmente possível criar uma separação completa entre o algoritmo americano e a tecnologia desenvolvida pela ByteDance na China. O código-fonte original, o conhecimento técnico dos engenheiros e a arquitetura fundamental do sistema foram todos desenvolvidos pela empresa chinesa.
Outro desafio é manter a qualidade e a competitividade do TikTok americano. Parte do sucesso global do aplicativo vem da rede de efeitos criada por ter usuários do mundo inteiro compartilhando e consumindo conteúdo. Se as operações americanas ficarem muito isoladas, o aplicativo pode perder parte de seu apelo.
A gestão da propriedade intelectual também promete ser complexa. Como funcionará o licenciamento de tecnologia entre a ByteDance e a nova entidade americana? Quem terá direito sobre as novas funcionalidades desenvolvidas? Como serão compartilhadas as inovações tecnológicas entre as diferentes operações regionais?
Existem também questões regulatórias que precisarão ser monitoradas continuamente. A Oracle terá que reportar regularmente às autoridades americanas sobre a conformidade com os termos de segurança nacional. Qualquer violação, intencional ou acidental, poderá reabrir todo esse debate sobre a permanência do TikTok nos Estados Unidos.
O Futuro do TikTok e das Redes Sociais
Olhando para frente, esse acordo pode marcar o início de uma nova era para as redes sociais globais. A ideia de plataformas verdadeiramente globais e unificadas pode estar dando lugar a operações regionalizadas com estruturas de governança locais.
O TikTok americano agora operará como uma entidade independente, mas ainda manterá interoperabilidade com as operações globais em áreas como publicidade e marketing. Esse modelo híbrido pode se tornar o padrão para outras plataformas que enfrentam pressões regulatórias similares.
Para criadores de conteúdo, as mudanças podem abrir novas oportunidades. Uma empresa focada especificamente no mercado americano pode desenvolver funcionalidades e programas de monetização mais alinhados com as necessidades locais. O TikTok já investe bilhões em fundos para criadores, e essa tendência deve continuar sob a nova estrutura.
O mercado de publicidade digital também será afetado. Com operações americanas independentes, o TikTok pode se tornar ainda mais atraente para anunciantes que tinham receio de investir na plataforma devido às incertezas regulatórias. A presença da Oracle como parceira de segurança também traz credibilidade adicional.
Lições aprendidas com essa Saga
A saga do TikTok nos Estados Unidos nos ensina várias lições importantes sobre tecnologia, política e negócios no século XXI. Vivemos em um mundo cada vez mais conectado digitalmente, mas os governos nacionais ainda mantêm forte controle sobre seus territórios.
A primeira lição é que nenhuma empresa de tecnologia, não importa quão popular ou lucrativa, está acima das preocupações de segurança nacional. O TikTok tinha 170 milhões de usuários americanos, gerava bilhões em receita e empregava milhares de pessoas, mas quase foi banido mesmo assim. O poder político ainda supera o poder comercial quando questões de soberania estão em jogo.
A segunda lição é a importância da diplomacia empresarial. O acordo só foi possível porque houve negociações diretas entre os governos americano e chinês, com ambos os lados fazendo concessões. Em um mundo multipolar, as empresas globais precisam navegar cuidadosamente entre diferentes interesses geopolíticos.
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A terceira lição envolve a percepção de risco. Durante anos, especialistas alertaram sobre os perigos teóricos do TikTok, mas nunca houve evidências concretas de espionagem ou manipulação. Mesmo assim, a mera possibilidade foi suficiente para quase derrubar a empresa. No ambiente atual, a confiança é tão importante quanto a segurança real.
Por fim, essa história mostra a resiliência e adaptabilidade das empresas de tecnologia. A ByteDance poderia ter simplesmente desistido do mercado americano, mas escolheu criar uma solução complexa que atende às demandas regulatórias enquanto preserva seus interesses comerciais. Inovação não acontece apenas em produtos e serviços, mas também em estruturas de negócios.
Um novo capítulo para o TikTok
O acordo que criou a TikTok USDS Joint Venture LLC representa mais do que uma simples reestruturação empresarial. É um marco histórico que define como empresas de tecnologia estrangeiras poderão operar em mercados cada vez mais preocupados com a segurança nacional e a privacidade de dados.
Para os 170 milhões de usuários americanos do TikTok, a notícia é definitivamente positiva. O aplicativo continuará disponível, permitindo que criadores de conteúdo mantenham suas carreiras, empresas continuem anunciando e usuários comuns sigam entretidos com vídeos criativos.
As próximas semanas e meses serão cruciais para observar como essa nova estrutura funciona na prática. O retreinamento do algoritmo, a implementação das medidas de segurança e a gestão da nova governança corporativa mostrarão se esse modelo é viável a longo prazo.
O TikTok escapou da proibição, mas o debate sobre a segurança digital, a privacidade dos dados e a soberania tecnológica está apenas começando. E você pode ter certeza de que outras empresas estão observando atentamente, aprendendo lições valiosas sobre como navegar nesse novo mundo de tecnologia globalizada e da geopolítica.








