Nvidia na CES 2026: DLSS 4.5, Vera Rubin e Jogos a 240 FPS com Path Tracing

Conheça todas as novidades da Nvidia na maior feira de tecnologia do mundo, de GPUs revolucionárias a monitores G-SYNC Pulsar

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A Nvidia subiu ao palco da CES 2026 com uma mensagem cristalina para o mundo dos games e da inteligência artificial: se você achava que já tinha visto o limite do desempenho gráfico, prepare-se para ter sua percepção completamente redefinida.

Com o CEO Jensen Huang comandando a apresentação em seu estilo característico, a empresa revelou uma avalanche de tecnologias que prometem transformar não apenas como jogamos, mas também como os computadores processam inteligência artificial para robótica, veículos autônomos e muito mais.

O destaque absoluto ficou com o DLSS 4.5, uma evolução tão significativa da tecnologia de upscaling que pode finalmente tornar realidade o sonho de jogar em 4K com path tracing completo a mais de 240 quadros por segundo. Sim, você leu corretamente. Mais de 240 FPS com uma iluminação mais realista possível.

Mas a Nvidia não parou por aí. A empresa anunciou a plataforma de computação Vera Rubin, cinco vezes mais potente que a geração anterior, os modelos de IA Alpamayo para robótica avançada, monitores G-SYNC Pulsar que prometem clareza de movimento superior a 1.000 Hz, e uma lista impressionante de jogos AAA que chegarão com suporte total às tecnologias RTX.

Vamos mergulhar fundo em cada um desses anúncios e entender por que a CES 2026 pode ter marcado um ponto de virada definitivo para a indústria de games e da computação de alto desempenho.

DLSS 4.5: A IA levada ao Extremo

Se você acompanha o mundo dos games para PC, provavelmente já ouviu falar do DLSS, sigla para Deep Learning Super Sampling. Essa tecnologia usa inteligência artificial para renderizar jogos em resolução menor e depois fazer upscaling inteligente para resoluções maiores, ganhando desempenho sem perder a qualidade visual.

O DLSS 4.5 representa a evolução mais significativa dessa tecnologia desde a sua criação. Não estamos falando de ajustes incrementais, mas de mudanças fundamentais que atacam dois dos maiores desafios enfrentados por gamers: manter qualidade de imagem impecável durante movimento rápido e alcançar taxas de quadros altíssimas em jogos com iluminação ultra-realista.

Transformador de Super Resolução de Segunda Geração

O coração do DLSS 4.5 é o Transformador de Super Resolução de 2ª geração. Esse nome técnico esconde algo que todo gamer vai sentir na prática: imagens mais limpas e estáveis.

O grande problema das versões anteriores do DLSS e de tecnologias concorrentes sempre foi o compromisso entre desempenho e artefatos visuais. Quando você ativava upscaling para ganhar FPS, frequentemente apareciam problemas como ghosting, aqueles rastros que objetos em movimento deixam na tela, aliasing irregular que faz bordas parecerem serrilhadas, e a cintilação irritante em cenas com muito detalhe.

O novo transformador ataca esses problemas diretamente. A Nvidia promete menos ghosting em objetos rápidos, arestas mais limpas em elementos finos como grades e cercas, e estabilidade temporal que elimina aquele efeito de cintilação quando você movimenta a câmera rapidamente.

Traduzindo para situações reais de jogo: perseguições em alta velocidade em jogos de corrida ficam muito mais legíveis, permitindo que você veja detalhes da pista e adversários com clareza mesmo a 300 km/h. Alvos a média distância em shooters competitivos se tornam mais definidos, dando vantagem em confrontos onde cada pixel conta. Cenários complexos com neblina, chuva, fumaça ou partículas atmosféricas mantêm a integridade visual mesmo quando você gira a câmera bruscamente.

O mais impressionante? Essa melhoria não fica restrita apenas às novas placas RTX 50. O Transformador de 2ª geração está disponível para todas as GPUs GeForce RTX, democratizando o salto de qualidade para milhões de jogadores que já possuem o hardware Nvidia.

Isso é significativo porque os ganhos não aparecem apenas em resoluções elevadas como 4K. Mesmo jogadores em 1080p ou 1440p notarão redução do ruído temporal e suavização do aliasing que antes exigia filtros anti-aliasing mais pesados ou comprometia o desempenho.

Dynamic Multi Frame Generation: O Salto Para 240 FPS e além

Se o transformador de super resolução é o coração do DLSS 4.5, a Dynamic Multi Frame Generation é os músculos que empurram a performance para os territórios antes impossíveis.

Deixa eu explicar como isso funciona de forma simples. Tradicionalmente, sua placa de vídeo renderiza cada quadro do jogo do zero. Renderizar um quadro em 4K com path tracing ativado é computacionalmente caríssimo, levando dezenas de milissegundos. Isso limita quantos quadros por segundo você consegue alcançar.

A geração de múltiplos quadros usa inteligência artificial para criar quadros intermediários entre os quadros tradicionalmente renderizados. Ao invés de renderizar pesadamente 120 quadros por segundo, a GPU renderiza 20 ou 30 quadros completos e a IA gera os outros 90 ou 100 quadros intermediários.

O DLSS 4.5 leva isso a um novo nível com a capacidade de multiplicar por até 6X. Na prática, isso significa que para cada quadro totalmente renderizado pela GPU, a IA pode gerar até cinco quadros adicionais. O resultado? Jogos rodando acima de 240 FPS em 4K com path tracing completo ativado.

Há alguns anos, essa afirmação seria considerada absurda. Path tracing, que simula cada raio de luz rebatendo em superfícies para iluminação ultra-realista, é tão demandante que mesmo placas top de linha mal conseguiam manter 60 FPS estáveis em 1080p. Agora estamos falando de 240 FPS em resolução quatro vezes maior.

A palavra dinâmica no nome é importante. O sistema ajusta automaticamente o multiplicador de geração de quadros para casar com a taxa de atualização do seu monitor. Se você tem um monitor de 165 Hz, o DLSS 4.5 otimiza para entregar exatamente essa taxa. Tem um monitor de 240 Hz? O sistema se adapta para aproveitá-lo ao máximo.

Calendário e Compatibilidade

Importante destacar que nem todas as funcionalidades do DLSS 4.5 estão disponíveis para todos. O Transformador de Super Resolução de 2ª geração já está liberado em versão beta para todas as placas GeForce RTX através do aplicativo oficial da Nvidia, com lançamento completo previsto para 13 de janeiro de 2026.

Já o Dynamic Multi Frame Generation 6X chegará especificamente para as GPUs da série GeForce RTX 50 no segundo trimestre de 2026, provavelmente entre abril e junho. Proprietários de placas RTX anteriores continuam com acesso ao Multi Frame Generation em versões com multiplicadores menores.

A Nvidia indica compatibilidade do DLSS através de seu aplicativo oficial com mais de 400 jogos e aplicativos. Isso é crucial porque reduz drasticamente o atrito de adoção. Ao invés de esperar que cada desenvolvedor implemente suporte manualmente e depois lançar patches, você pode ativar DLSS em centenas de títulos através de um botão único no app da Nvidia.

Menos Artefatos, Mais Controle

Duas dores antigas que atormentaram jogadores por anos finalmente recebem tratamento sério no DLSS 4.5: ghosting e anti-aliasing irregular durante o movimento.

Qualquer um que jogue títulos com reflexos complexos, vegetação densa ou efeitos volumétricos conhece o problema. Bastava movimentar a câmera rapidamente para ver a imagem literalmente se desagregar, com rastros fantasmagóricos seguindo objetos, bordas se desfazendo e texturas cintilando.

A combinação do novo transformador com melhorias específicas de anti-aliasing reduz significativamente esses sintomas, preservando contornos nítidos e microdetalhes mesmo em movimento rápido.

Claro que a geração de quadros levanta questões naturais sobre a latência de entrada. Afinal, se a IA está criando quadros artificialmente, há atraso entre você apertar um botão e ver a ação na tela?

A abordagem dinâmica que sincroniza a produção de frames com as capacidades reais do monitor pretende mitigar essa preocupação, mantendo a jogabilidade responsiva. A Nvidia também trabalha próxima de desenvolvedores para otimizar perfis específicos para cada jogo e gênero, reconhecendo que shooters competitivos têm requisitos diferentes de RPGs narrativos.

Mais de 250 Jogos Com DLSS 4 e Crescendo

Um ano após o lançamento do DLSS 4 na CES 2025, a tecnologia já está presente em mais de 250 jogos e aplicativos. Esse número saltou de aproximadamente 75 no lançamento, demonstrando a adoção rápida por desenvolvedores.

A lista inclui sucessos de 2025 como ARC Raiders, Battlefield 6, Clair Obscur: Expedition 33 e Where Winds Meet. Todos esses títulos se beneficiam de Multi Frame Generation para desempenho melhorado.

Leia Mais: CES 2026: Plataforma de IA Lenovo Qira Integrada que une Óculos, Smartphones e Notebooks

Na CES 2026, a Nvidia confirmou as novas integrações RTX para jogos aguardados:

007 First Light chega ao PC já otimizado com DLSS 4 e Multi Frame Generation. O novo jogo do agente secreto mais famoso do cinema promete gráficos de última geração, e o suporte completo às tecnologias Nvidia garante que jogadores possam aproveitar toda essa beleza visual sem sacrificar a fluidez.

PRAGMATA, o misterioso jogo de ficção científica da Capcom, contará com path tracing completo. Esse título vem gerando expectativa há anos com seus trailers cinematográficos, e finalmente terá a iluminação realista que os desenvolvedores imaginaram desde o início.

Resident Evil Requiem com lançamento marcado para 27 de fevereiro de 2026 chegará já com aceleração DLSS 4. A franquia de survival horror da Capcom tem histórico excelente de implementação de tecnologias gráficas avançadas, e este novo capítulo não será exceção.

Phantom Blade Zero trará o intenso sistema de combate do jogo com todas as tecnologias RTX funcionando. Active Matter, SCREAMER e DEFECT também terão suporte completo ao ecossistema RTX.

Essa adoção é fundamental para o sucesso de qualquer tecnologia gráfica. De nada adianta a Nvidia criar recursos impressionantes se apenas meia dúzia de jogos os implementarem. Com mais de 250 títulos já compatíveis e dezenas chegando mensalmente, o DLSS deixou de ser novidade experimental para se tornar padrão da indústria.

O que tudo isso significa para Gamers

Com tantos anúncios técnicos e especificações impressionantes, vale a pena dar um passo atrás e pensar no panorama geral. O que todas essas novidades realmente significam para quem joga?

A Barreira dos 240 FPS em 4K finalmente cai

Por anos, 60 FPS foi considerado o padrão ouro para jogos fluidos. Depois veio a era de 144 Hz e jogadores competitivos começaram a valorizar taxas ainda maiores. Monitores de 240 Hz e até 360 Hz surgiram, mas poucos jogos conseguiam realmente alimentar essas taxas em resoluções altas com gráficos maximizados.

O DLSS 4.5 com Dynamic Multi Frame Generation 6X finalmente torna 240 FPS em 4K realidade viável, mesmo em jogos com path tracing ativado. Isso não é apenas um número impressionante em benchmark, mas uma diferença perceptível em jogabilidade.

Path Tracing deixa de ser um sonho distante

Path tracing representa o santo graal da iluminação em tempo real, simulando fisicamente cada raio de luz para resultados fotorrealistas. O problema sempre foi o custo computacional.

Com as otimizações do DLSS 4.5 específicas para path tracing, essa tecnologia finalmente se torna prática para mais jogadores, não apenas para aqueles com as GPUs mais caras fazendo benchmarks em resoluções baixas.

Jogos Clássicos ganham nova vida

O RTX Remix Logic abre as portas para comunidades de modding revitalizarem títulos amados com gráficos modernos e comportamento visual inteligente. Isso estende a vida útil de jogos clássicos e permite que novas gerações os experimentem com padrões visuais contemporâneos.

Ecossistema Fechado Versus Liberdade de Escolha

Um ponto de atenção é que muitas dessas tecnologias funcionam exclusivamente, ou melhor, em hardware Nvidia. O DLSS 4.5 obviamente requer placas GeForce RTX. Monitores G-SYNC Pulsar dependem de GPUs Nvidia.

Para consumidores, isso significa que investir no ecossistema Nvidia traz benefícios claros, mas também cria um certo aprisionamento. Trocar para AMD ou Intel no futuro significa perder acesso a essas funcionalidades.

Por outro lado, a Nvidia argumentaria que esse investimento pesado em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias proprietárias é exatamente o que permite inovações como DLSS 4.5 existirem.

RTX Remix Logic

Outra inovação interessante revelada na CES 2026 foi o RTX Remix Logic, uma evolução da plataforma RTX Remix que permite remasterização de jogos clássicos com path tracing e recursos modernos.

O Remix Logic adiciona uma camada de inteligência contextual sobre os mundos virtuais. Pense nisso como dar bom senso aos ambientes dos jogos. O motor detecta automaticamente eventos comuns dentro do jogo e ajusta visualização em tempo real.

A Nvidia lista mais de 30 eventos detectáveis, incluindo ações como abrir portas, acender luzes, alterar clima, ativar interruptores, disparar armas, explosões e muito mais. Quando esses eventos acontecem, o sistema automaticamente ajusta volumetria, partículas, propriedades de materiais e iluminação para reagir de forma realista.

Imagine cenários práticos onde isso brilha. Você está explorando uma mansão abandonada em um jogo clássico de horror. Quando abre uma porta que estava fechada há décadas, a poeira acumulada é perturbada pelo movimento de ar, criando nuvens volumétricas que interagem realisticamente com a luz da sua lanterna. O Remix Logic faz isso acontecer automaticamente.

Ou pense em um corredor úmido de esgoto. Quando você acende uma lâmpada que estava apagada, a especularidade das paredes molhadas muda dinamicamente baseado na nova fonte de luz, com reflexos aparecendo onde antes havia apenas escuridão.

Ao invés de passar horas ou dias programando scripts complexos para cada interação ambiental específica, modders podem focar em criatividade e design enquanto o Remix Logic cuida automaticamente da reatividade visual.

O sistema funciona com mais de 165 jogos clássicos e oferece mais de 900 configurações ajustáveis, dando controle granular para quem quer personalizar exatamente como cada efeito se comporta.

Essa abordagem de revitalizar jogos antigos com tecnologias modernas sem precisar de acesso ao código-fonte original tem um potencial enorme. Existem centenas de jogos clássicos amados por gerações de jogadores que simplesmente não recebem remasters oficiais. O RTX Remix e agora o Remix Logic democratizam a capacidade de trazer esses títulos para os padrões visuais contemporâneos.

Vera Rubin: A Próxima Geração de Supercomputação

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(Fonte da imagem: Nvidia)
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Saindo do mundo dos games e entrando no território da computação de alto desempenho e inteligência artificial empresarial, a Nvidia revelou a plataforma Vera Rubin.

Vera Rubin é nomeada em homenagem à astrônoma que forneceu evidências da existência de matéria escura, e representa a próxima geração de infraestrutura para treinar e executar os maiores modelos de IA do mundo.

Seis Chips Trabalhando em Harmonia

A plataforma é composta por seis componentes principais trabalhando de forma integrada:

Vera CPU é o processador central que coordena operações e gerencia cargas de trabalho no sistema.

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Rubin GPU é a estrela do show, prometendo desempenho computacional de treinamento de IA até cinco vezes maior que a arquitetura Blackwell, que é a geração atual e já considerada extremamente poderosa.

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Cinco vezes mais desempenho não é um incremento trivial. Estamos falando da diferença entre treinar um modelo de linguagem grande levando semanas versus alguns dias. Ou entre precisar de data centers inteiros versus racks menores para a mesma capacidade.

NVLink de sexta geração é a interconexão que permite que múltiplas GPUs conversem entre si com latência ultrabaixa e largura de banda massiva. Treinar modelos modernos de IA frequentemente requer centenas ou milhares de GPUs trabalhando em paralelo, e a qualidade dessa intercomunicação é crítica.

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Connect-X9 NIC é a placa de rede que conecta servidores individuais em clusters maiores.

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BlueField 4 DPU é uma unidade de processamento de dados especializada que lida com tarefas de rede, armazenamento e segurança, liberando a CPU e GPU para focar em computação.

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Spectrum-X 102.4T CPO é um switch Ethernet de altíssima velocidade com 102,4 terabits por segundo de largura de banda total, permitindo que data centers modernos movam volumes absurdos de dados entre servidores.

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Quando Chega e para quem

Apesar do anúncio impressionante, os primeiros produtos e serviços baseados em Vera Rubin só devem chegar ao mercado através de parceiros a partir do segundo semestre de 2026.

Isso significa que estamos falando de tecnologia para empresas, não para consumidores finais. Companhias como Google, Microsoft, Amazon, OpenAI, Anthropic e outras que treinam modelos gigantescos de IA serão os primeiros clientes.

Para gamers e entusiastas, a relevância é mais indireta mas ainda significativa. As inovações desenvolvidas para essas plataformas de data center eventualmente chegam filtradas para GPUs consumer. Muitas das tecnologias de ray tracing, tensor cores e IA das placas GeForce RTX tiveram origem em trabalho feito para servidores profissionais.

Alpamayo: IA Para Robôs, Drones e Carros Autônomos

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Outra plataforma revelada na CES 2026 foi a Alpamayo, focada em um segmento diferente mas igualmente empolgante: robótica e veículos autônomos.

Alpamayo é um conjunto de ferramentas, modelos de IA e conjuntos de dados abertos voltados especificamente para treinar sistemas que interagem com o mundo físico real. Estamos falando de robôs que precisam manipular objetos, drones que navegam autonomamente e carros que dirigem sozinhos.

Demonstração Ao Vivo Com Droides de Star Wars

Para demonstrar o potencial dessa tecnologia, Jensen Huang trouxe ao palco algo que arrancou sorrisos da audiência: droides BDX da série Star Wars.

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Esses robôs interagiram com Huang de forma completamente autônoma, respondendo a comandos de voz, reconhecendo objetos, navegando pelo palco e executando tarefas colaborativas. Tudo sendo coordenado por IA treinada usando a plataforma Alpamayo.

Esse tipo de demonstração é importante porque torna tangível uma tecnologia que facilmente permaneceria no reino do abstrato. Ver robôs reais funcionando autonomamente, conversando naturalmente e executando tarefas complexas mostra que não estamos mais falando de pesquisa distante, mas de aplicações práticas próximas.

O Desafio dos Dados do Mundo Real

Treinar IA para tarefas digitais como traduzir idiomas ou gerar imagens é relativamente mais simples. Você tem montanhas de dados textuais e visuais disponíveis na internet para usar como material de treinamento.

Treinar IA para operar no mundo físico é muito mais complicado. Você precisa de dados sobre como objetos se comportam fisicamente, como interações mecânicas funcionam, como navegar em espaços tridimensionais complexos, como reagir a situações imprevistas.

Coletar esses dados no mundo real é caro, demorado e às vezes perigoso. É aí que entra a sacada da Nvidia com Alpamayo: usar dados sintéticos gerados por simulação para complementar dados reais.

A plataforma permite criar ambientes virtuais ultrarrealistas onde robôs e veículos autônomos podem treinar executando milhões de interações sem risco de danos ou custos proibitivos. Esses dados sintéticos são combinados com dados do mundo real para criar o que a Nvidia chama de modelos de linguagem de visão e ação, ou VLA na sigla em inglês.

G-SYNC Pulsar: Monitores que redefinem clareza de movimento

Voltando ao mundo consumer e games, a Nvidia anunciou a chegada dos monitores G-SYNC Pulsar, evolução significativa da tecnologia de sincronização adaptativa de quadros.

G-SYNC existe há anos e resolve um problema fundamental: tearing, aquele efeito horrível onde a imagem parece rasgar ao meio porque a taxa de quadros do jogo não está sincronizada com a taxa de atualização do monitor.

G-SYNC Pulsar vai além e ataca outra questão de qualidade visual: motion blur, ou desfoque de movimento. Mesmo em monitores de alta taxa de atualização, objetos em movimento rápido tendem a parecer borrados porque cada quadro fica iluminado continuamente até o próximo quadro substituí-lo.

Estroboscopia de Retroiluminação Variável

A tecnologia usa estroboscopia de retroiluminação em frequência variável. Em termos simples, ao invés de manter a luz de fundo do monitor sempre acesa, o sistema a pisca rapidamente de forma sincronizada com os quadros do jogo.

Cada quadro é iluminado apenas por uma fração do tempo que normalmente ficaria, criando breaks escuros entre frames. Isso resulta em clareza de movimento superior, com a Nvidia prometendo equivalência a mais de 1.000 Hz em termos de nitidez.

Para jogadores competitivos, isso pode significar vantagem real. Em shooters onde você precisa rastrear alvos se movendo rapidamente ou em jogos de corrida onde cada detalhe da pista importa, a capacidade de ver movimento com cristalina clareza faz a diferença.

Disponibilidade e Fabricantes

A boa notícia é que monitores G-SYNC Pulsar não são conceito distante. Modelos de fabricantes como Acer, AOC, ASUS e MSI começaram a chegar às lojas já em 7 de janeiro de 2026.

Esses monitores também incluem G-SYNC Ambient Adaptive, tecnologia que ajusta automaticamente brilho e temperatura de cor baseado na iluminação ambiente do seu espaço. Se você joga em sala escura à noite, o monitor reduz brilho para não cansar seus olhos. Se joga com luz natural entrando pela janela durante o dia, o brilho aumenta para manter visibilidade.

Esse tipo de ajuste inteligente melhora conforto em sessões longas de jogo e pode ajudar a reduzir fadiga ocular.

GeForce NOW: Expandindo para mais dispositivos

O serviço de streaming de jogos GeForce NOW também recebeu anúncios importantes na CES 2026.

A Nvidia confirmou que o GeForce NOW está chegando oficialmente para o Linux e Amazon Fire TV, expandindo significativamente o alcance da plataforma.

Para usuários Linux, especialmente aqueles que usam o sistema operacional por preferência ou trabalho, essa é uma excelente notícia. Historicamente, jogar no Linux tem sido desafiador devido a catálogos limitados e problemas de compatibilidade. O GeForce NOW contorna isso completamente, já que os jogos rodam em servidores Windows da Nvidia e apenas o stream de vídeo é transmitido para o dispositivo do usuário.

Amazon Fire TV é outro movimento estratégico interessante. Milhões de pessoas têm esses dispositivos conectados às suas TVs para streaming de vídeo. Agora essas mesmas pessoas podem usar o hardware que já possuem para jogar títulos AAA de PC sem investir em consoles ou computadores caros.

O serviço também ganhou suporte a controles HOTAS, aqueles manche e aceleradores usados em simuladores de voo, além de processo de login simplificado que reduz a fricção para começar a jogar.

O catálogo do GeForce NOW já conta com mais de 4.500 jogos, incluindo lançamentos AAA que chegam simultaneamente ao PC e à nuvem. Isso significa que você pode jogar o mais novo blockbuster no dia de lançamento sem precisar fazer download gigante ou ter hardware top de linha.

NVIDIA App: Centro de Controle para o Ecossistema RTX

O NVIDIA App, aplicativo unificado que substitui o antigo GeForce Experience, recebeu atualização importante na CES 2026.

O aplicativo agora suporta oficialmente DLSS 4.5 Super Resolution, permitindo que usuários ativem a tecnologia em mais de 400 jogos compatíveis através de interface simples.

Novas opções de depuração foram adicionadas para desenvolvedores e entusiastas que querem entender melhor como tecnologias RTX estão funcionando.

O NVIDIA Surround, que permite combinar múltiplos monitores em uma única tela gigante para jogos, recebeu melhorias de usabilidade e compatibilidade.

Suporte ampliado a monitores compatíveis com G-SYNC agora inclui TVs de grandes fabricantes como LG e Samsung lançadas em 2026, permitindo que mais pessoas aproveitem a sincronização adaptativa mesmo em telas grandes na sala de estar.

Continue Acompanhando as Novidades

A CES 2026 deixou claro que 2026 será um ano transformador para jogos em PC. As tecnologias apresentadas pela Nvidia não são promessas vazias ou conceitos distantes, mas produtos concretos chegando ao mercado nos próximos meses.

O DLSS 4.5 já começou a ser liberado, novos jogos com suporte RTX aparecem semanalmente, monitores G-SYNC Pulsar já estão nas prateleiras e a plataforma Vera Rubin chegará aos data centers ainda este ano.

O futuro dos games nunca pareceu tão impressionante quanto agora, com a inteligência artificial finalmente entregando as promessas que há anos eram apenas sonhos de entusiastas. A Nvidia está fazendo uma aposta ousada de que IA é o caminho para resolver limitações que pareciam intransponíveis, e pelos anúncios da CES 2026, essa aposta está começando a se pagar de forma espetacular.

Continue acompanhando a nossa cobertura detalhada e impressões práticas das principais novidades desse evento.

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