Quem acompanhou a apresentação do Samsung Galaxy S26 em 25 de fevereiro pode ter ficado surpreso com a resposta da Apple. No mesmo dia, o CEO Tim Cook usou o X para publicar uma mensagem que, pela extensão incomum para seus padrões, equivaleu a um anúncio completo: uma grande semana pela frente. Tudo começa na segunda-feira de manhã!
A Publicação incluiu um GIF que mostra dedos moldando o logotipo da Apple em alumínio, referência bastante clara aos Lançamentos da Apple: um novo MacBook, e a hashtag #AppleLaunch. Para quem acompanha os movimentos da empresa há anos, esse nível de antecipação por parte do próprio CEO é incomum e reforça a dimensão do que está por vir.
A big week ahead. It all starts Monday morning! #AppleLaunch pic.twitter.com/PQ9gM2Gl2r
— Tim Cook (@tim_cook) February 26, 2026
Mark Gurman, da Bloomberg, o jornalista com o histórico mais consistente de informações antecipadas sobre a Apple, aposta em pelo menos cinco produtos para a semana, sendo a maior certeza o MacBook de menor custo, o único item na linha de produtos iminentes que realmente apresenta um novo design.
A Apple não enviaria influenciadores e jornalistas para testes presenciais se não houvesse algo visualmente novo para mostrar. Outros quatro produtos que podem aparecer incluem o iPhone 17e, MacBooks Pro com chips M5 Pro e M5 Max, MacBooks Air com chip M5, um iPad Air com chip M4 e um iPad de entrada com chip A18.
Segundo rumores, os anúncios devem ser feitos via comunicados de imprensa durante os três dias anteriores ao evento principal, com o iPhone sendo apresentado na segunda-feira, os iPads na terça e os MacBooks na quarta, de forma a garantir que cada produto receba atenção individualizada da mídia em vez de competir com outros lançamentos no mesmo dia.
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O evento presencial está marcado para 4 de março de 2026, uma quarta-feira, com encontros simultâneos em Nova York, Londres e Xangai a partir das 9h no horário do leste americano. Diferente dos Apple Events tradicionais com apresentação ao vivo transmitida globalmente, esta Apple Experience é uma sessão fechada para jornalistas e criadores de conteúdo selecionados testar os produtos pessoalmente, sem transmissão ao vivo prevista.
Apple Experience: Por que essa Escolha de Formato é Relevante

Para entender o que a Apple está fazendo ao usar o formato Experience em vez de um evento tradicional, é útil comparar com o que a empresa fez em outubro de 2024, quando apresentou os Macs com chip M4 usando comunicados de imprensa distribuídos ao longo de três dias, sem nenhuma keynote.
O formato tem vantagens claras para a Apple. Cada produto recebe sua própria cobertura da imprensa, sem precisar dividir a atenção com outros lançamentos do mesmo dia. Jornalistas e criadores de conteúdo que testam os aparelhos pessoalmente produzem cobertura mais aprofundada do que os que assistem apenas a uma apresentação em palco. E o ciclo de notícias dura mais: três dias de anúncios geram mais cobertura total do que um único evento condensado.
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O convite enviado pela Apple para a Apple Experience apresenta uma forma tridimensional feita de fatias finas de vidro nas cores amarelo, verde e azul, gerando especulações sobre possível referência a opções de cores vibrantes em novos dispositivos, especialmente em linha com identidades visuais antigas da Apple para Macs coloridos.
Essa escolha de cores no convite é um detalhe intencionalmente significativo. A Apple costuma usar os materiais de comunicação de seus eventos para dar pistas sobre o que será anunciado, sem revelar detalhes concretos.
As cores amarelo, verde e azul coincidem exatamente com as cores que aparecem nos rumores sobre o novo MacBook de entrada, o produto que mais chama atenção nesta semana de lançamentos por ser uma categoria inédita na linha de computadores da empresa.
O iPhone 17e: Dynamic Island e Chip A19 no Modelo mais Acessível

O iPhone 17e é provavelmente o lançamento mais esperado pelo público mais amplo desta semana, por ser o modelo de entrada da linha de iPhones de 2026 e também com a probabilidade de trazer uma mudança de design significativa em relação ao seu antecessor.
O iPhone 17e deve incluir a tela OLED de 6,1 polegadas com taxa de atualização de 60 Hz e uma transição para o chip A19, o mesmo usado no iPhone 17, além das versões mais recentes dos chips celulares e sem fio desenvolvidos internamente pela Apple.
A mudança mais comentada nos rumores é o abandono do notch, o entalhe na parte superior da tela que o iPhone SE e o iPhone 16e mantiveram por anos enquanto o resto da linha migrava para soluções mais modernas. O iPhone 17e pode finalmente adotar a Dynamic Island, que é a ilha dinâmica, a interface interativa que fica no furo da câmera frontal e exibe notificações e controles de apps de forma contextual e animada.
Outro recurso que chega ao 17e e estava ausente no predecessor é o MagSafe. O MagSafe é o sistema de carregamento e acessórios magnéticos da Apple que permite encaixar carregadores, capas com carteira, suportes veiculares e outros acessórios na parte traseira do iPhone por atração magnética. O iPhone 16e não tinha MagSafe, o que o deixava incompatível com um ecossistema crescente de acessórios.
O iPhone 17e deve manter o preço de US$ 599, equivalente a cerca de R$ 3.420 pela cotação atual, trazendo o chip A19 e suporte ao MagSafe. A câmera traseira deve continuar sendo uma câmera única de 48MP, diferenciando o modelo dos iPhones com câmeras duplas e triplas da linha principal.
O chip A19 é o processador desenvolvido pela Apple para os iPhones 17 e representa um avanço em relação ao A16 que equipava o iPhone 16e. O A19 traz melhorias na Neural Engine, que é o núcleo dedicado ao processamento de tarefas de inteligência artificial, o que significa que o iPhone 17e passará a suportar todos os recursos do Apple Intelligence que dependem de processamento local no dispositivo.
O Novo MacBook com Chip A18 Pro: A Maior Surpresa da Linha

O lançamento que mais tem gerado discussão entre especialistas e entusiastas de tecnologia é o MacBook de baixo custo, internamente chamado pela Apple pelo codinome J700. Trata-se de uma categoria inédita: um MacBook posicionado abaixo do MacBook Air, com um chip da série A em vez de um chip da série M.
O novo MacBook usa processador da série A, originalmente criado para iPhones, em vez dos chips da família M. Essa escolha de arquitetura permitiria uma redução nos custos de fabricação, possibilitando um preço final ao consumidor entre US$ 699 e US$ 750, visando diretamente o setor educacional e estudantes.
O design aposta em uma estética jovem e descontraída, com disponibilidade em cores vibrantes como amarelo, rosa, verde e azul, mantendo o alumínio como material principal. Graças à eficiência térmica dos chips móveis, o dispositivo operará sem ventoinhas, garantindo silêncio absoluto.
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A distinção entre chips da série A e chips da série M é importante para entender o que isso representa. Os chips da série M, como o M5 que equipa os MacBook Air e MacBook Pro, são desenvolvidos especificamente para computadores, com maior quantidade de núcleos de CPU e GPU, suporte a mais memória unificada e capacidade de sustentar tarefas mais pesadas por períodos prolongados.
Os chips da série A são os processadores desenvolvidos para iPhones e iPads, que priorizam eficiência energética e desempenho em dispositivos menores com a bateria limitada.
Usar um chip A18 Pro em um MacBook não é um retrocesso técnico: o A18 Pro é o chip do iPhone 16 Pro e oferece desempenho muito superior ao de processadores encontrados na maioria dos laptops Windows e Chromebooks nessa faixa de preço.
O que muda é que ele pode ter limitações em tarefas muito pesadas e prolongadas como renderização 3D ou edição de vídeo 4K de longa duração, que são justamente as situações em que os chips da série M se destacam.
Para o público-alvo do produto, que inclui estudantes, usuários que buscam uma porta de entrada no ecossistema macOS e pessoas cujas tarefas são principalmente navegação, documentos, emails, chamadas de vídeo e consumo de conteúdo, o A18 Pro é mais do que suficiente, e o preço entre US$ 699 e US$ 750, equivalente a cerca de R$ 3.990 a R$ 4.280, representa um valor inédito para um Mac novo com a garantia da Apple.
A ausência de ventoinha é outro ponto relevante. Sem partes móveis para resfriamento, o aparelho funciona em silêncio absoluto e tem menos pontos de falha mecânica, semelhante ao iPad e ao iPhone. A eficiência térmica do chip A18 Pro é alta o suficiente para não precisar de resfriamento ativo na maioria das situações de uso.
Este MacBook é o único item na linha de produtos iminentes da Apple que realmente parece visualmente novo, o que explica a realização de sessões presenciais para jornalistas e criadores testarem o produto, já que não vale a pena enviar influenciadores para testar um produto cuja única diferença é um chip mais rápido.
iPad Air com M4 e iPad Básico com A18

A linha de iPads também deve receber atualizações relevantes durante esta semana de março.
O iPad Air recebe o chip M4 como principal melhoria técnica. O Tablet completa o ciclo de um ano desde a última atualização, e o momento coincide com o calendário de lançamentos da marca. Vazamentos confirmam a troca de processador sem alterações no Design.
O chip M4 é o mesmo que equipa o iPad Pro desde 2024 e os MacBook Air lançados em 2025. Trazê-lo para o iPad Air significa que o modelo intermediário da linha de Tablets da Apple passa a ter o mesmo processador do topo de linha anterior, elevando a sua capacidade para tarefas como edição de vídeo e foto, multitarefa com vários aplicativos abertos e fluxos de trabalho que envolvem a inteligência artificial.
O M4 traz melhorias em GPU e Neural Engine, ampliando tarefas como edição de vídeo, modelagem 3D e fluxos de trabalho com IA. Para muitos usuários, o Air pode se tornar a melhor escolha em custo-benefício dentro da linha de Tablets, reduzindo a distância entre as categorias e fortalecendo o posicionamento do iPad como substituto real de notebooks em determinados perfis de uso.
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O iPad básico, que deve receber o número de geração 12, ganha o chip A18. A inclusão do chip A18 permite que o modelo básico suporte recursos do Apple Intelligence, incluindo transcrição automática e sugestões contextuais, com o acesso à IA no ecossistema da Apple e tornando o iPad uma ferramenta ainda mais atraente para estudantes e profissionais.
O Apple Intelligence é o sistema de inteligência artificial pessoal da Apple integrado ao iOS, iPadOS e macOS. Ele inclui funcionalidades como geração de texto, resumo de emails, edição de imagens com IA, respostas contextuais a notificações e integração aprimorada com a Siri.
Até agora, essas funcionalidades eram limitadas a dispositivos com chips suficientemente poderosos. A possível chegada do A18 ao iPad básico abre o Apple Intelligence para a categoria de Tablets mais acessível da empresa.
MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max: Sem Mudança no Design

Para os usuários profissionais, a semana de março também deve trazer os novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas com os chips M5 Pro e M5 Max.
Os MacBook Pro de 14 e 16 polegadas recebem o chip M5 Pro e M5 Max. Esses processadores entregam ganhos significativos em desempenho de CPU e GPU, com foco em cargas de trabalho de IA. A largura de banda de memória unificada aumenta, acelerando aplicações profissionais, e o suporte a PCIe 5.0 melhora a velocidade do SSD para transferências rápidas de arquivos grandes. A bateria chega a até 24 horas de uso.
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O PCIe 5.0 é a geração mais recente do padrão de interface de alta velocidade usado para conectar o processador ao armazenamento SSD interno. A mudança para PCIe 5.0 dobra a velocidade de transferência em comparação com o PCIe 4.0 das gerações anteriores, o que é especialmente relevante para profissionais que trabalham com arquivos grandes, como projetos de edição de vídeo em 4K e 8K, arquivos de design gráfico e bancos de dados.
Apesar do salto interno, o design externo não deve mudar nesta geração. A Apple costuma alternar ciclos de redesign com ciclos de atualização interna, e o foco parece ser o desempenho bruto e as otimizações energéticas. Para criadores de conteúdo e desenvolvedores, os novos MacBook Pro M5 podem consolidar ainda mais a liderança da Apple em notebooks profissionais.
MacBook Air com M5

O MacBook Air é consistentemente o laptop mais vendido do mundo e deve receber o chip M5 nesta semana.
A atualização do Air para M5 segue o padrão histórico da Apple de lançar os chips M novos, primeiro nos MacBook Pro e depois nos MacBook Air, com poucos meses de diferença. O M5 Pro e M5 Max chegando ao MacBook Pro em março abre espaço para o M5 base chegar ao MacBook Air em paralelo ou logo depois.
O MacBook Air com M5 não deve ter mudanças de design: o modelo atualmente em venda, lançado em 2024 com chip M4, tem um design que a Apple considera consolidado. O foco será no ganho de desempenho, na eficiência energética e nas melhorias no Neural Engine para as tarefas da Apple Intelligence.
MacBook Air com M5: o que muda na prática
A cada nova geração de chips M, a Apple consegue manter ou melhorar a autonomia da bateria enquanto aumenta o desempenho. O salto de M4 para M5 deve seguir essa tradição, com melhoras na velocidade de CPU e GPU e maior capacidade de Neural Engine para processamento de IA localmente no dispositivo.
Para o usuário médio que usa o MacBook Air para trabalho de escritório, programação, edição de fotos e chamadas de vídeo, a diferença do M4 para o M5 pode não ser transformadora no uso cotidiano. Mas para quem está considerando a compra de um novo laptop agora, esperar pela versão com M5 faz sentido para garantir o chip mais recente e o ciclo mais longo de suporte ativo da Apple.
Por que a Apple escolheu essa Semana?
A escolha de iniciar os anúncios dias após o Galaxy Unpacked da Samsung não é coincidência, mas também provavelmente não é uma resposta direta ao evento de São Francisco. A Apple tem um calendário de produto estabelecido com meses de antecedência, e o início de março historicamente foi um período ativo de lançamentos para a empresa.
O que é notável é o escalonamento incomum. A Apple costuma concentrar seus lançamentos em keynotes únicos transmitidos ao vivo, como o WWDC em junho, o evento do iPhone em setembro e eventuais eventos de Mac em outubro ou novembro.
Distribuir os anúncios ao longo de vários dias, com eventos presenciais regionais simultâneos em vez de uma transmissão global, é uma abordagem que a empresa tem explorado com mais frequência desde 2024.
Isso permite que a empresa molde a narrativa em torno de cada produto individualmente, em vez de competir pela atenção dentro de um evento único onde o iPhone normalmente domina a cobertura. Para produtos como o novo MacBook de baixo custo, que pode não ter o mesmo apelo imediato de um novo iPhone mas representa uma mudança estratégica importante para a linha Mac, essa abordagem garante maior visibilidade.
O que não esperar desta Semana
Com tanta especulação, é importante também delimitar o que provavelmente não estará na semana de março.
O iPad Pro não deve aparecer: os modelos mais recentes foram lançados em 2025 e ainda são topo de linha da linha de tablets. Uma atualização em menos de um ano não faz parte do padrão histórico da Apple para essa linha.
O Mac Studio e o Mac mini, que também aguardam atualização, devem ser reservados para um lançamento separado, possivelmente no verão do hemisfério norte, junto com a WWDC, o evento anual de desenvolvedores da Apple que acontece em junho.
O Home Hub, que é o dispositivo para automação residencial inteligente que circula em rumores há algum tempo, também não deve aparecer agora. Um produto genuinamente novo que representa uma nova categoria exige um lançamento com mais atenção do que um comunicado de imprensa, e a Apple provavelmente reservará o primeiro anúncio de um dispositivo doméstico para um evento de maior visibilidade.
O Apple Studio Display atualizado, que circula em rumores com possível resolução de 6K ou 7K e dois codinomes que sugerem dois tamanhos diferentes, também deve chegar após os lançamentos de março.
Como acompanhar os Lançamentos no Brasil
Os lançamentos devem ser publicados no site Apple Newsroom, em newsroom.apple.com, geralmente às 9h ou 12h no horário do leste dos Estados Unidos, o que corresponde a 10h ou 13h no horário de Brasília dependendo do horário.
Os preços em reais e a disponibilidade para o Brasil são anunciados simultaneamente no site brasileiro da Apple e nas lojas da marca, geralmente com disponibilidade para pré-venda imediata e entrega em semanas. O preço de produtos da Apple no Brasil inclui impostos de importação e comercialização que resultam em valores significativamente mais altos do que a conversão direta do preço em dólar pela cotação do dia.
Para quem está planejando comprar algum dos produtos da linha atual da Apple, como o MacBook Air com M4 ou o iPhone 16e, o período de março representa uma janela de desconto típica: quando novos modelos são anunciados, os modelos anteriores frequentemente recebem reduções de preço tanto na Apple quanto em revendedores autorizados.











