As 5 Melhores Câmeras de Smartphones do Mundo Segundo o DxOMark em 2025

Huawei, Vivo, OPPO e Apple dominam o ranking global de fotografia móvel, mas qual deles realmente entrega a melhor experiência para quem vive de registrar momentos?

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O que é o DxOMark e por que o mundo inteiro confia nele para escolher um smartphone?

Se você já pesquisou sobre qual celular tem a melhor câmera, certamente se deparou com uma pontuação do DxOMark. Mas o que exatamente essa empresa faz, e por que a nota que ela atribui a um smartphone importa tanto no momento de decidir uma compra?

O DxOMark é um laboratório independente de testes de qualidade de imagem, fundado em 2008 na França. Desde então, a organização construiu uma reputação sólida no setor ao avaliar câmeras fotográficas, lentes, laptops e, claro, smartphones com metodologias técnicas rigorosas. O processo não é simples: uma equipe de engenheiros e especialistas dedica cerca de uma semana inteira testando cada aparelho, capturando mais de 3.800 imagens em ambientes controlados de laboratório e em situações reais do cotidiano.

A pontuação final é o resultado de centenas de medições que contemplam atributos como exposição, cor, textura, ruído, faixa dinâmica, foco automático, zoom e estabilização. Cada um desses aspectos é avaliado em condições que vão desde plena luz do dia até cenas noturnas de baixíssima luminosidade, passando por ambientes internos, contra a luz e cenas com alto contraste.

Além disso, o DxOMark introduziu o conceito de “confiabilidade” (ou trustability, que pode ser traduzido como consistência de desempenho), que mede não apenas o pico de qualidade em condições ideais, mas o quanto a câmera performa bem de forma consistente em situações variadas do mundo real.

Como o DxOMark calcula a pontuação de uma câmera de smartphone?

O método de pontuação do DxOMark combina duas abordagens. A primeira é totalmente objetiva: resultados calculados por softwares de medição em setups de laboratório padronizados. A segunda é perceptual: um painel de especialistas em qualidade de imagem compara aspectos que exigem julgamento humano, como a naturalidade de cores de pele, a suavidade do desfoque em retratos ou a presença de artefatos visuais indesejados em fotos de movimento.

O resultado final agrega as pontuações de foto e vídeo separadamente, que depois são combinadas em uma nota geral. Dentro da avaliação fotográfica, há subcategorias específicas: câmera principal (Main), grande-angular (Ultra-Wide), telefoto (Tele) e modo retrato com desfoque (Bokeh).

No vídeo, a câmera principal, a grande-angular e o comportamento em diferentes condições de luz e movimento também são avaliados independentemente. Essa estrutura permite que consumidores com necessidades específicas, como criadores de conteúdo que priorizam vídeo ou entusiastas de fotografia que adoram zoom, identifiquem facilmente qual aparelho atende melhor às suas expectativas.

Vale ressaltar uma mudança importante no cenário recente: em 2025, o DxOMark lançou a sexta geração de seu protocolo de testes de câmera, chamado de Camera v6.

O novo protocolo coloca uma ênfase ainda maior na experiência real do usuário, adicionando novos cenários de teste, inovações de laboratório avançadas e um sistema de pontuação calibrado com base em pesquisas globais sobre preferências dos usuários. Isso significa que as notas da versão v6 não são diretamente comparáveis com as da versão anterior, algo que o próprio site esclarece ao exibir os rankings.

Ranking dos 5 melhores smartphones com câmera

O ranking atual do DxOMark reflete um ano de grande evolução na fotografia móvel. A dominância de marcas chinesas é notável, com quatro dos cinco primeiros lugares ocupados por fabricantes da China. A Apple, porém, mantém sua presença forte no grupo de elite, especialmente no quesito vídeo, que é justamente onde a Cupertino sempre foi referência.

A seguir, uma análise detalhada de cada um dos cinco melhores modelos.

1. Huawei Pura 80 Ultra: 175 pontos no DxOMark, o melhor de 2025

Primeiro lugar no ranking global do DxOMark em 2025, com a pontuação mais alta já registrada na história do laboratório até o momento, o Huawei Pura 80 Ultra é, pelos critérios mais rigorosos do mundo, o smartphone com a melhor câmera do planeta. Ele alcançou 175 pontos no total, sendo 180 pontos em fotografia (também um recorde absoluto) e 166 pontos em vídeo.

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Huawei Pura 80 Ultra (Imagem: Reprodução/Huawei)

O que torna esse aparelho tão excepcional do ponto de vista fotográfico começa pelo hardware principal. O módulo de câmera traseira é construído ao redor de um sensor de 50 megapixels com tamanho de 1 polegada, uma dimensão raramente vista em smartphones e que normalmente é encontrada apenas em câmeras compactas dedicadas. Sensores maiores capturam mais luz por pixel, o que resulta diretamente em menos ruído em condições de baixa luminosidade e maior detalhe em situações de alto contraste. Para complementar, a abertura do diafragma é variável entre f/1.6 e f/4.0, um recurso sofisticado que normalmente só existe em câmeras de alto nível e que o Pura 80 Ultra herda com maestria.

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A inovação do sistema de zoom duplo e a tecnologia LOFIC

Um dos elementos mais tecnicamente inovadores do Pura 80 Ultra é a arquitetura do seu módulo telefoto, que combina duas lentes em um único conjunto, algo único no mercado de smartphones no momento de seu lançamento. Esse sistema de teleobjetiva dupla permite alternar entre lentes conforme o nível de zoom desejado, usando um único sensor, o que elimina a queda de qualidade que normalmente ocorre na transição entre diferentes câmeras. Em distâncias longas, equivalente a 212mm em câmeras convencionais, a nitidez se mantém surpreendentemente alta, com exposição consistente e cores equilibradas.

Outro elemento técnico que merece destaque é a tecnologia LOFIC (sigla em inglês para capacitor de carga lateral de fluxo de saída, que pode ser explicado como um mecanismo que melhora a capacidade do sensor de capturar simultaneamente áreas muito claras e muito escuras em uma mesma cena). Em termos práticos, ela amplia a faixa dinâmica do sensor para um impressionante registro de 16 paradas de exposição (um conceito fotográfico que mede a amplitude entre o ponto mais escuro e o mais claro que uma câmera consegue registrar com detalhes), o que o DxOMark confirma como recorde para smartphones.

O DxOMark destaca ainda a presença de um sensor multiespectral integrado ao sistema, que permite ajustes locais de cor sem interferir na renderização de rostos. Isso resulta em fotografias de retrato com tons de pele extremamente naturais mesmo em iluminação mista ou desafiadora. A câmera grande-angular, por sua vez, oferece campo de visão amplo, pouquíssimos artefatos ópticos e coerência visual em relação à câmera principal, o que é um ponto que muitos smartphones ainda falham.

No vídeo, a pontuação de 166 pontos compartilha o primeiro lugar com a Apple iPhone 16 Pro Max e o OPPO Find X8 Ultra. A estabilização é extremamente eficiente, os detalhes são preservados mesmo em 4K/30fps com HDR Vivid, e o foco automático reage com rapidez em cenas dinâmicas. Vale notar que, segundo o DxOMark, em condições de baixíssima luminosidade extrema, o aparelho fica ligeiramente abaixo do iPhone 16 Pro Max e do Find X8 Ultra nessa categoria específica.

O Huawei Pura 80 Ultra não está disponível para venda no Brasil por questões de restrições comerciais que a marca enfrenta em diversos mercados ocidentais. Para quem tem acesso a ele via importação ou viagem ao exterior, o preço costuma superar os quatro mil dólares.

2. Vivo X300 Pro: 171 pontos e o rei do zoom e do vídeo Android

O segundo lugar no ranking do DxOMark em 2025 pertence ao Vivo X300 Pro, lançado em outubro de 2025 e avaliado pelo laboratório em dezembro do mesmo ano. Com 171 pontos no total, o aparelho registrou um marco histórico para a marca: é o melhor desempenho de câmera já alcançado por qualquer smartphone com parceria de lentes Zeiss testado no laboratório.

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Vivo X300 Pro (Imagem: Reprodução/Vivo)

A câmera principal tem resolução de 50 megapixels, abertura f/1.6 e focal equivalente a 24mm, com sensor de tamanho 1/1.28 polegadas e sistema de estabilização óptica de imagem (OIS, do inglês Optical Image Stabilization, que é um mecanismo físico que move o sensor ou a lente para compensar tremores da mão e capturar imagens mais nítidas). A câmera grande-angular também tem 50 megapixels, com focal de 15mm e abertura f/2.0. O grande diferencial do X300 Pro, no entanto, está na sua câmera telefoto periscópica de 200 megapixels, com abertura f/2.7, zoom óptico de 3.7x e equivalência focal de 85mm.

Por que 200 megapixels no telefoto faz diferença real?

Um sensor de 200 megapixels em uma câmera telefoto não significa apenas mais resolução, mas sim a capacidade de recortar digitalmente a imagem com zoom adicional sem perder qualidade visível. O DxOMark confirmou que o X300 Pro alcançou a primeira posição no ranking de zoom do laboratório, algo que o posiciona como uma referência absoluta para quem fotografa objetos distantes, vida selvagem, esportes ou simplesmente quer chegar mais perto sem se mover.

O laboratório descreveu o X300 Pro como um aparelho que oferece resultados consistentes em foto e vídeo, com exposição precisa e estável, ampla faixa dinâmica e renderização de cor muito agradável, especialmente nos tons de pele. A pontuação específica de foto ficou em 171 pontos, e o vídeo marcou expressivos 169 pontos, o que o coloca como o segundo melhor Android para vídeo testado pelo DxOMark até aquele momento, atrás apenas do iPhone 17 Pro nessa categoria específica.

O bokeh (o efeito de desfoque artístico de fundo que simula o visual de câmeras fotográficas com grandes lentes) também recebeu pontuação máxima do laboratório, com segmentação excelente do sujeito e transição natural entre o foco e o desfoque. O desempenho em baixa luz foi outro destaque, com o X300 Pro obtendo a melhor pontuação nessa categoria específica do ranking do DxOMark.

Entre os pontos que o laboratório apontou como passíveis de melhoria estão alguns artefatos ocasionais como ghosting (imagem fantasma, que ocorre quando objetos rápidos aparecem duplicados ou com rastro indesejado em fotos) e aberrações cromáticas (franjas coloridas indesejadas nas bordas de objetos com contraste elevado), além de instabilidades de contraste em cenas com forte contra-luz. O campo de visão da câmera grande-angular também foi considerado mais estreito do que o ideal. Ainda assim, o DxOMark concluiu que o X300 Pro é um aparelho sólido para entusiastas de fotografia, com qualidade de imagem muito boa na maioria das situações.

O Vivo X300 Pro não tem distribuição oficial no Brasil.

Leia também: Vivo X300 FE e X300 Max foram Revelados e Mostram para onde a Linha X300 está Indo

3. OPPO Find X8 Ultra: 168 pontos e o mais equilibrado do pódio

O terceiro lugar pertence ao OPPO Find X8 Ultra, com 168 pontos no DxOMark. Esse modelo teve um percurso interessante no ranking: chegou a ocupar o primeiro lugar em junho de 2025, antes de ser destronado pelo Pura 80 Ultra em agosto. Ainda assim, permanece no grupo de elite e é considerado pelo laboratório um dos referenciais mais equilibrados em qualidade de câmera já testados.

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Oppo Find X8 Ultra (Imagem: Reprodução/Oppo)

O sistema de câmeras do Find X8 Ultra é construído com quatro módulos de 50 megapixels cada, o que é uma aposta incomum e que cria uma coerência visual entre os diferentes ângulos de captura. A câmera principal tem um sensor Sony LYT-900 de 1 polegada com abertura f/1.8, OIS e parceria com a Hasselblad, marca sueca historicamente associada à alta fotografia.

A câmera grande-angular tem 120 graus de campo de visão e sensor Samsung JN5. O sistema conta ainda com dois telefotes do tipo periscópio (uma construção óptica que dobra internamente o caminho da luz para permitir lentes longas em um corpo fino), um de 3x com sensor Sony LYT700 e outro de 6x com sensor Sony LYT600, ambos com OIS do tipo esférico, uma tecnologia que garante estabilização mais eficiente do que o OIS convencional.

O modo retrato mais preciso do segmento ultra-premium

Um dos pontos onde o Find X8 Ultra se destaca de maneira notável é no modo retrato com bokeh. O DxOMark classificou o desempenho do Photo Portrait mode do aparelho como o melhor do segmento ultra-premium quando foi lançado, elogiando a precisão do recorte do sujeito em relação ao fundo e o efeito de desfoque natural. A separação entre o que está em foco e o que é desfocado acontece sem aquele aspecto artificial que muitos smartphones produzem com processamento de inteligência artificial excessivo.

A gestão de exposição e faixa dinâmica também foi muito elogiada pelo laboratório. O aparelho entrega desempenho consistente em cenas de alto contraste, tanto em fotos quanto em vídeos, preservando detalhes tanto nas sombras quanto nas altas luzes mesmo em situações desafiadoras como retratos contra a luz ou paisagens com sol direto. O foco automático foi descrito como rápido e preciso, funcionando bem mesmo com objetos em movimento, o que o torna uma opção atraente para fotografia de ação ou crianças ativas.

O DxOMark também apontou a pontuação de vídeo de 166 pontos, empatada com o Huawei Pura 80 Ultra na época do lançamento, como resultado de gravações com qualidade clara e baixo ruído mesmo em 4K, autofoco reativo e estabilização confiável. O suporte a Dolby Vision HDR e 4K a 120 quadros por segundo em câmera lenta (slow-motion) completa o conjunto para criadores de conteúdo.

As limitações identificadas incluem ocasionais instabilidades de cor em situações de iluminação mista e alguns artefatos de motion blur (borrão de movimento) em cenas de ação muito rápida. O DxOMark também observou que a profundidade de campo limitada da câmera principal em fotos de grupo pode ocasionar dificuldade em manter todas as pessoas em foco simultaneamente.

O OPPO Find X8 Ultra, assim como o Vivo X300 Pro, não tem distribuição oficial no Brasil.

4. Apple iPhone 17 Pro: 168 pontos e o melhor vídeo de smartphone do mundo

Em quarto lugar no ranking geral, empatado em pontuação com o OPPO Find X8 Ultra em 168 pontos, está o Apple iPhone 17 Pro. A diferença entre os dois aparelhos está na composição das notas internas: o Find X8 Ultra vence em fotografia, enquanto o iPhone 17 Pro registra 171 pontos em vídeo, a melhor pontuação nessa categoria entre todos os smartphones testados pelo DxOMark até o momento, incluindo qualquer concorrente Android.

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Apple Iphone 17 Pro (Imagem: Reprodução/Apple)

O iPhone 17 Pro é movido pelo chip A19 Pro, o processador mais potente da Apple até a data de seu lançamento, com arquitetura de 6 núcleos para processamento central e 6 núcleos gráficos. Esse chipset não é apenas um elemento de desempenho geral, mas tem papel direto na qualidade das imagens, já que grande parte das melhorias em fotografia computacional (o processamento digital que a câmera aplica automaticamente para melhorar a imagem capturada) depende da capacidade de processamento em tempo real.

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Por que o iPhone 17 Pro lidera em vídeo com tanta margem?

A supremacia em vídeo do iPhone não é algo novo, mas com o 17 Pro ela ficou ainda mais pronunciada. O DxOMark descreveu o aparelho como o melhor dispositivo de sua geração para gravação noturna, além de destacar a performance excelente nos modos de zoom em vídeo, que mantém transições suaves e qualidade de detalhe mesmo ao se aproximar de objetos distantes durante uma gravação. A estabilização de vídeo é considerada de classe mundial, reduzindo tremores de forma natural sem aquele efeito cortado ou excessivamente flutuante que alguns sistemas de estabilização digital produzem.

O laboratório também elogiou o sistema ALoP (Adaptive Lens on Prism, que pode ser traduzido como Lente Adaptativa sobre Prisma), que é o novo conjunto telefoto de 5x do iPhone 17 Pro. Esse mecanismo usa um prisma interno para dobrar o caminho da luz e permitir uma lente mais longa dentro de um corpo fino. O resultado é um zoom com desfoque de fundo orgânico e suave. Como limitação, o DxOMark apontou que a distância mínima de foco desse telefoto é de 52 centímetros, o que pode ser uma desvantagem para fotografias de perto.

Em retrato, o iPhone 17 Pro também foi muito bem avaliado, com reprodução de cor precisa, tons de pele naturais e excelente controle de artefatos. A câmera frontal de 18 megapixels com sensor quadrado exclusivo da Apple foi testada separadamente pelo DxOMark e ficou na primeira posição do ranking de câmera frontal, à frente de todos os outros smartphones testados até aquele momento.

As limitações mais citadas pelo DxOMark incluem ruído visível em ambientes internos e com baixa luminosidade, ausência de abertura variável (o que cria limitações para fotos de grupo onde todos precisam estar igualmente nítidos) e um desempenho de fotografia que, apesar de excelente, fica abaixo do Huawei Pura 80 Ultra em condições extremas de luz escassa.

O iPhone 17 Pro é comercializado no Brasil com preço sugerido acima de R$ 10.000 dependendo da configuração, sendo um dos poucos aparelhos da lista disponível oficialmente no país.

5. Vivo X200 Ultra: 167 pontos e o zoom imbatível em foto estática

O quinto lugar no ranking global do DxOMark em 2025 é ocupado pelo Vivo X200 Ultra, com 167 pontos totais. Esse aparelho é, de certa forma, uma prova de que dois smartphones da mesma marca podem coexistir no grupo de elite e ter pontos fortes distintos. Enquanto o X300 Pro (segundo lugar) se sobressai em vídeo, o X200 Ultra ainda supera o irmão mais novo em fotografia estática, com uma pontuação fotográfica de 173 pontos, superior aos 171 pontos do X300 Pro nessa mesma categoria.

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Vivo X200 Ultra (Imagem: Reprodução/Vivo)

A câmera que faz o X200 Ultra se destacar é o sistema de zoom. Dotado de uma lente dedicada de 200 megapixels desenvolvida em parceria com a Zeiss, o aparelho alcançou a pontuação máxima no subcritério de zoom do DxOMark quando foi testado. O laboratório descreveu o desempenho telefoto como excepcional, inclusive em capturas aproximadas realizadas sob luminosidade média ou baixa, o que é um feito difícil para sistemas de zoom, que geralmente sofrem em condições adversas de luz.

A comparação entre X200 Ultra e X300 Pro: qual escolher?

Essa é uma dúvida legítima para quem está avaliando os dois modelos da Vivo. A resposta depende do que é prioritário para o usuário. Quem fotografa mais do que grava vídeos, e especialmente quem gosta de zoom em fotos estáticas com altíssima nitidez, pode encontrar no X200 Ultra uma proposta ainda mais interessante do que o modelo mais recente. Por outro lado, quem grava muito vídeo ou precisa de versatilidade entre fotos e filmagens vai se beneficiar mais do X300 Pro, cujo avanço de 156 para 169 pontos em vídeo representa uma melhoria muito significativa entre as gerações.

O DxOMark destacou que os resultados do X200 Ultra continuam sólidos para fotos graças ao recorte inteligente do sensor de alta resolução e ao ajuste preciso de exposição. A renderização de cor é natural, com balanço de branco neutro e tons de pele agradáveis na maioria dos cenários testados. O desempenho em baixa luz também foi muito elogiado, especialmente na câmera grande-angular, onde o laboratório concedeu ao aparelho a melhor pontuação nessa categoria quando avaliado.

Entre os pontos a melhorar, o DxOMark apontou algumas instabilidades de exposição em cenas de retroiluminação muito forte e um desempenho de vídeo que, embora bom, fica atrás dos concorrentes mais diretos como o iPhone 17 Pro e o próprio X300 Pro. Artefatos ocasionais de ghosting em condições desafiadoras também foram mencionados.

Assim como o X300 Pro, o Vivo X200 Ultra não é comercializado oficialmente no Brasil.

O que os 5 primeiros colocados têm em comum?

Olhando para o grupo de elite do ranking DxOMark 2025, alguns padrões emergem com clareza e revelam para onde a fotografia móvel está caminhando.

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O primeiro deles é o tamanho do sensor. Quatro dos cinco modelos utilizam sensores de 1 polegada ou próximos disso na câmera principal, uma evolução significativa em relação aos sensores menores de geração anteriores. Sensores maiores capturam mais luz, produzem menos ruído e permitem maior controle sobre a profundidade de campo, aproximando os smartphones das câmeras mirrorless de entrada em situações controladas.

O segundo padrão é a parceria com marcas ópticas tradicionais. Zeiss está presente em dois dos cinco modelos (Vivo X300 Pro e X200 Ultra), enquanto a Hasselblad colabora com o OPPO Find X8 Ultra e a Huawei tem sua própria divisão óptica desenvolvida internamente sob a marca XMAGE. A Apple, por sua vez, mantém o desenvolvimento de óptica sob controle próprio, com sistemas de lentes desenhados especificamente para seus chips de imagem proprietários. Essa integração entre hardware e software é justamente o que permite ao iPhone 17 Pro liderar em vídeo mesmo sem ter o maior sensor entre os cinco modelos.

O terceiro padrão é a inteligência artificial integrada à captura. Todos os cinco aparelhos usam processamento de IA em tempo real para melhorar fotos, desde o reconhecimento de cenas até o ajuste de exposição e redução de ruído automática. A diferença está em como cada fabricante calibra esse processamento para que o resultado final pareça natural ao invés de excessivamente manipulado, algo que o DxOMark avalia com rigor em suas análises perceptuais.

China domina, mas a Apple resiste com estratégia

A concentração de marcas chinesas no topo do ranking do DxOMark em 2025 não é uma surpresa isolada. É o resultado de anos de investimento agressivo em pesquisa e desenvolvimento de câmeras como diferencial competitivo principal, já que no mercado doméstico chinês a qualidade da câmera é frequentemente o fator número um de decisão de compra. Huawei, Vivo e OPPO competem ferozmente entre si nesse quesito, e essa competição interna resultou em avanços técnicos que beneficiaram consumidores do mundo inteiro.

A Apple, por outro lado, escolhe uma estratégia diferente: ao invés de empilhar megapixels ou sensores de 1 polegada em câmeras telefoto, foca na integração total entre hardware e software, particularmente no vídeo. Isso explica por que o iPhone 17 Pro tem o melhor desempenho de vídeo do mundo segundo o DxOMark, mesmo com especificações de sensor de câmera principal que, no papel, parecem menos impressionantes do que as dos concorrentes chineses.

Como interpretar o ranking do DxOMark de forma crítica?

O DxOMark é um laboratório altamente respeitado, mas também é alvo de críticas legítimas que qualquer consumidor bem informado deve conhecer antes de usar as pontuações como único critério de compra.

A primeira crítica recorrente é que o sistema de pontuação favorece certas marcas de forma desproporcional. A Huawei, por exemplo, lidera o ranking há vários anos consecutivos, o que alguns analistas atribuem ao histórico relacionamento entre a fabricante e o laboratório, já que a empresa já foi cliente de soluções de software do DxOMark para calibração de câmeras. O DxOMark nega qualquer conflito de interesse e afirma que seu comitê externo de especialistas garante a integridade dos testes.

A segunda crítica válida, levantada por publicações especializadas como o Gizmochina, é que o peso atribuído ao vídeo na pontuação final pode não refletir as prioridades de todos os consumidores. No caso do iPhone 17 Pro em 2025, a nota alta em vídeo empurrou o aparelho para o terceiro lugar no ranking geral mesmo com a pontuação fotográfica sendo inferior à do Vivo X200 Ultra, que ficou em quinto. Quem fotografa mais do que filma pode discordar da classificação resultante.

A terceira observação é que nem todos os smartphones são testados pelo DxOMark. O laboratório prioriza os modelos enviados por fabricantes que participam formalmente do processo, o que significa que aparelhos como o OPPO Find X9 Pro, muito elogiado no início de 2026 por outros laboratórios e pela imprensa especializada, ainda não tinham sido avaliados oficialmente enquanto este artigo foi escrito.

Isso não invalida o DxOMark como referência. Mas reforça que a melhor câmera para você é aquela que melhor se adequa ao seu estilo de uso, ao seu ecossistema de apps e à forma como você consome e compartilha as imagens que captura.

Qual smartphone com melhor câmera você deve comprar no Brasil?

Para consumidores brasileiros, a situação é bastante específica. Dos cinco modelos listados no ranking do DxOMark, apenas dois têm disponibilidade oficial no território nacional: o iPhone 17 Pro e o Huawei Pura 80 Ultra (este último com disponibilidade muito limitada e preço elevado por conta das restrições comerciais que a marca enfrenta).

O iPhone 17 Pro é a opção mais acessível e segura para quem quer uma câmera de nível mundial com suporte oficial, assistência técnica no Brasil, ecossistema integrado com outros dispositivos Apple e a garantia de atualizações de software por muitos anos. Para criadores de conteúdo, a liderança em vídeo torna o aparelho particularmente atraente.

Para quem está disposto a importar e abrir mão de garantia oficial, o Vivo X300 Pro e o Vivo X200 Ultra representam alternativas fascinantes, especialmente para quem prioriza fotografia estática com zoom excepcional. O OPPO Find X8 Ultra, por sua vez, é a escolha para quem quer o maior equilíbrio entre foto e vídeo em um único aparelho, com o adicional do branding Hasselblad para quem valoriza essa herança fotográfica.

Perguntas frequentes sobre o DxOMark e as melhores câmeras de smartphone

Qual é o smartphone com a melhor câmera do mundo em 2025? Segundo o ranking do DxOMark, o Huawei Pura 80 Ultra lidera com 175 pontos, a maior pontuação já registrada pelo laboratório na sua história.

O DxOMark é confiável para avaliar câmeras de smartphone? É o laboratório de referência mais reconhecido internacionalmente para testes de câmera de smartphone, com metodologia detalhada, centenas de medições e avaliações perceptuais. Deve ser usado como uma referência importante, mas não como único critério de decisão, já que questões como software, ecossistema e estilo de uso pessoal também importam.

Qual é o melhor smartphone com câmera disponível no Brasil? Entre os modelos com disponibilidade oficial no Brasil, o iPhone 17 Pro está entre as melhores opções, ocupando o terceiro lugar no ranking global do DxOMark em 2025 com 168 pontos e tendo a melhor pontuação em vídeo do mundo segundo o laboratório.

O que é o DxOMark Camera v6? É a sexta geração do protocolo de testes de câmera do DxOMark, lançada em 2025. O novo método coloca mais ênfase na experiência real do usuário, com novos cenários de teste e um sistema de pontuação calibrado com base em pesquisas globais sobre preferências de quem usa smartphone no dia a dia.

Vivo X300 Pro ou OPPO Find X8 Ultra: qual escolher? Depende da prioridade. O X300 Pro é melhor em vídeo e tem zoom mais potente em fotos. O Find X8 Ultra tem excelente equilíbrio geral, com retrato e bokeh muito elogiados, e o diferencial visual da parceria com a Hasselblad.

A câmera do smartphone nunca foi tão boa, e a competição nunca foi tão acirrada

O ranking do DxOMark em 2025 deixa claro que estamos em um momento extraordinário para a fotografia móvel. A diferença entre o primeiro e o quinto colocado é de apenas oito pontos, o que ilustra o quão próximos os melhores smartphones estão uns dos outros em termos de qualidade. Qualquer um dos cinco modelos analisados neste artigo é capaz de produzir resultados que seriam impensáveis para um smartphone há apenas cinco anos.

A competição acirrada entre Huawei, Vivo, OPPO e Apple está beneficiando diretamente o consumidor, forçando cada fabricante a inovar de forma genuína. Seja nos sensores de grande formato, nos sistemas de zoom com megapixels extremos, nos algoritmos de inteligência artificial para retratos ou na integração profunda entre chip e câmera, cada marca está empurrando os limites de forma distinta.

Para quem está prestes a trocar de celular e a câmera é o fator determinante, este ranking é um excelente ponto de partida. Mas lembre-se: a câmera que está no seu bolso é sempre melhor do que a câmera que ainda está na vitrine.

Foto de Jonnhy Carvalho

Jonnhy Carvalho

Redator de tecnologia pelo ClicaTech, com foco principal em hardware, inteligência artificial e robótica. Atuo na produção de notícias, cobertura de lançamentos e análise de produtos tecnológicos, sempre com o compromisso de oferecer conteúdo informativo, atualizado e de alta qualidade. No ClicaTech, participo ativamente da curadoria de pautas, avaliação de dispositivos e elaboração de análises críticas sobre componentes de hardware, sistemas embarcados e baseados em IA e avanços no campo da robótica..

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Conteúdo elaborado e revisado pela redação do ClicaTech.  Pode conter edição e imagens construídas com auxílio de Inteligência Artificial.

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