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Google Lança o Gemini Nano 4: IA que Roda Direto no Celular, Sem Internet e Sem Comprometer a Bateria

Baseado no Gemma 4 de código aberto, o Gemini Nano 4 chegará aos próximos aparelhos Android com processamento local, suporte multimodal e ganhos expressivos de velocidade e eficiência em relação à geração anterior.

Google Lança o Gemini Nano 4: IA que Roda Direto no Celular, Sem Internet e Sem Comprometer a Bateria
(Imagem: Reprodução/Google)

O Google Lança o Gemini Nano 4, a próxima geração do seu modelo de inteligência artificial projetado para rodar diretamente nos smartphones Android, sem precisar de conexão constante com servidores.

Google Lança o Gemini Nano 4
(Imagem: Divulgação/Google)

A novidade veio acompanhada do lançamento do Gemma 4, o modelo de código aberto que serve de base para o Nano 4, disponibilizado ao público sob a licença Apache 2.0 pela primeira vez na história da família Gemma.

Para quem usa Android no dia a dia, o anúncio representa a próxima evolução de algo que já está presente em muitos celulares modernos, ainda que de forma discreta: a IA que trabalha nos bastidores para sugerir respostas a mensagens, resumir gravações, identificar golpes em tempo real e realizar dezenas de outras tarefas úteis sem enviar seus dados para a nuvem.

O Gemini Nano 4 faz isso de forma mais rápida, mais inteligente e com muito menos impacto na autonomia da bateria.

Por enquanto, o modelo está disponível para desenvolvedores por meio do AICore Developer Preview. A chegada aos consumidores finais está prevista para os próximos flagships Android ao longo de 2026, mas sem datas ou dispositivos específicos confirmados pela empresa.

O que é o Gemini Nano

Google Lança o Gemini Nano 4: IA que Roda Direto no Celular, Sem Internet e Sem Comprometer a Bateria
(Imagem: Divulgação/Google)

O Gemini Nano é a versão do modelo de IA do Google otimizada para rodar diretamente nos chips dos smartphones, sem depender de servidores. O Gemini Nano 4 é a quarta geração dessa linha, baseada no Gemma 4 de código aberto.

Para entender o Gemini Nano 4, é útil contextualizar o que é essa linha de modelos e por que ela existe. Quando o Google apresentou o Gemini em dezembro de 2023, a empresa lançou simultaneamente três versões do modelo: o Gemini Ultra (para tarefas complexas em servidores), o Gemini Pro (para aplicações em nuvem) e o Gemini Nano (para rodar diretamente nos dispositivos).

O Nano foi estreado no Pixel 8 Pro, tornando aquele celular o primeiro da história com um modelo de IA generativa embarcado.

A lógica por trás dessa abordagem é simples: modelos que processam tudo na nuvem exigem internet, levam mais tempo para responder (por conta do tempo de ida e volta na rede) e enviam dados do usuário para servidores externos. Modelos que rodam no próprio dispositivo, chamados de on-device ou modelos embarcados, funcionam offline, respondem mais rápido e mantêm as informações do usuário no celular.

O desafio é que os chips dos smartphones têm capacidade computacional muito inferior aos grandes servidores de IA. Por isso, o Gemini Nano foi desenvolvido com foco em eficiência extrema: fazer mais com menos. Com o Gemini Nano 4, o Google afirma ter dado um salto significativo nessa equação.

Entenda o termo: on-device AIO que significa “IA no dispositivo” (on-device AI)? É uma abordagem em que o modelo de inteligência artificial é instalado diretamente no chip do celular ou computador e processa as solicitações localmente, sem enviar nada para a internet.

As vantagens são três: respostas mais rápidas (sem latência de rede), maior privacidade (os dados ficam no dispositivo) e funcionamento offline. A desvantagem é que o modelo precisa ser bem menor e mais eficiente do que os modelos em nuvem, para caber dentro das limitações de memória e energia de um smartphone.

Gemini Nano 4 Fast e Gemini Nano 4 Full: Duas Versões para Necessidades Diferentes

O Gemini Nano 4 não é um único modelo, mas uma família de dois: o Fast e o Full. Cada um foi otimizado para um tipo diferente de tarefa e de equilíbrio entre velocidade e qualidade de resposta.

Gemini Nano 4 Fast e Gemini Nano 4 Full: Duas Versões para Necessidades Diferentes

Ambas as versões estão em prévia para desenvolvedores no AICore Developer Preview e ambas serão lançadas em dispositivos Android topo de linha ao longo de 2026.

A escolha entre uma e outra dependerá do tipo de aplicativo que o desenvolvedor estiver construindo: aplicações que precisam de resposta imediata, como sugestões de texto enquanto o usuário digita, usarão o Fast; aplicações que precisam de raciocínio mais elaborado, como análise de documentos ou resposta a perguntas complexas, usarão o Full.

Comparativo: Gemini Nano 4 Fast vs. Full

CaracterísticaNano 4 FastNano 4 Full
Modelo baseGemma 4 E2BGemma 4 E4B
Parâmetros efetivos~2 bilhões~4 bilhões
PrioridadeVelocidade e baixa latênciaQualidade e raciocínio
Velocidade relativa3x mais rápido que o FullReferência de qualidade
Casos de uso ideaisSugestões em tempo real, respostas rápidas, detecção automáticaAnálise de documentos, raciocínio encadeado, tarefas complexas
Acelerador de hardwareTPU (Unidade de Processamento de Tensores)TPU (Unidade de Processamento de Tensores)

Fonte: Android Developers Blog — Google e 9to5Google.

O que é um TPU? TPU é a abreviação de Tensor Processing Unit, ou Unidade de Processamento de Tensores em português.

É um tipo de chip especializado desenvolvido pelo Google para realizar cálculos de inteligência artificial de forma muito mais rápida e eficiente do que os processadores convencionais.

Nos smartphones modernos, chipsets da Qualcomm (Snapdragon), MediaTek e Google (Tensor) possuem unidades similares chamadas de NPU (Neural Processing Unit, Unidade de Processamento Neural).

O Gemini Nano 4 foi otimizado para aproveitar ao máximo esses aceleradores de hardware específicos para IA.

Leia Também: Biblioteca do ChatGPT: Como Funciona o Novo Armazenamento de Arquivos da OpenAI e para Quem Vale a Pena

O que o Gemini Nano 4 Consegue Fazer no Seu Celular

O Google detalhou quatro grandes categorias de melhorias no Gemini Nano 4 em relação à geração anterior, com exemplos práticos de como cada uma dessas capacidades pode ser aplicada em aplicativos do dia a dia.

O que o Gemini Nano 4 Consegue Fazer no Seu Celular
O que o Gemini Nano 4 Consegue Fazer no Seu Celular

Gemma 4: O Modelo de Código Aberto por Trás do Gemini Nano 4

O Gemma 4 é o modelo de código aberto que serve de base para o Gemini Nano 4. Disponível sob a licença Apache 2.0 pela primeira vez na família Gemma, ele pode ser usado, modificado e distribuído livremente, inclusive em projetos comerciais. Imagem: Google

O Gemini Nano 4 não nasce do nada: ele é a versão otimizada para Android do Gemma 4, o novo modelo de código aberto lançado pelo Google no mesmo dia. Entender o Gemma 4 ajuda a compreender melhor o que o Nano 4 é capaz de fazer e por que o Google está apostando nessa direção.

O Gemma 4 está disponível em quatro versões de tamanhos diferentes, cada uma voltada para um tipo de hardware:

Gemma 4: O Modelo de Código Aberto por Trás do Gemini Nano 4

Fonte: Google Blog — Gemma 4: Byte for byte, the most capable open models.

A sigla MoE significa Mixture of Experts, ou Mistura de Especialistas em português. É uma arquitetura de IA em que o modelo tem 26 bilhões de parâmetros no total, mas ativa apenas uma fração deles em cada operação — cerca de 3,8 bilhões.

O efeito prático é que o modelo consegue qualidade próxima de um modelo de 26B, mas com o custo computacional de um modelo muito menor, o que o torna mais rápido e mais eficiente em consumo de energia.

A Grande Mudança: Licença Apache 2.0

Talvez a mudança mais significativa no Gemma 4 em relação às gerações anteriores não seja técnica, mas legal. Pela primeira vez, a família Gemma é lançada sob a licença Apache 2.0, que é uma das licenças de código aberto mais permissivas e amplamente utilizadas no setor de tecnologia.

O que é a licença Apache 2.0? A Apache 2.0 é uma licença de software de código aberto que permite que qualquer pessoa use, copie, modifique e distribua o código licenciado, inclusive em produtos comerciais, sem precisar pagar royalties nem pedir permissão. Basta dar os créditos adequados ao projeto original.

Nas gerações anteriores da família Gemma, o Google utilizava uma licença própria mais restritiva, que limitava alguns tipos de uso comercial.

A mudança para a Apache 2.0 significa que qualquer desenvolvedor, empresa ou pesquisador pode agora usar o Gemma 4 livremente em qualquer contexto, sem barreiras legais adicionais.

Para desenvolvedores e empresas, essa mudança tem implicações práticas relevantes: é possível construir produtos comerciais baseados no Gemma 4 sem negociações ou preocupações jurídicas específicas. Startups, pesquisadores e grandes corporações ficam todas sujeitas às mesmas condições simples.

“Construir o futuro da IA requer uma abordagem colaborativa, e acreditamos em capacitar o ecossistema de desenvolvedores sem barreiras restritivas.”Google, no anúncio oficial do Gemma 4, Google Blog, abril de 2026.

Privacidade e Eficiência: As Duas Razões Principais para IA no Dispositivo

O processamento local significa que os dados do usuário nunca precisam sair do celular para que a IA funcione. Isso representa um ganho concreto de privacidade em comparação com modelos que dependem de servidores na nuvem.

O Gemini Nano 4 processa tudo localmente: texto, imagens e áudio são analisados dentro do próprio chip do smartphone, sem que nenhuma informação precise ser transmitida pela internet. Isso tem duas consequências diretas que afetam a experiência do usuário.

A primeira é de velocidade. Quando um modelo de IA precisa consultar um servidor remoto, existe uma latência, ou seja, um tempo de espera relacionado ao envio da requisição e ao retorno da resposta.

Em conexões lentas ou instáveis, esse tempo pode ser frustrante. Com o processamento local, a resposta vem do próprio chip, sem esse atraso. O Google descreve isso como “latência quase zero” nas versões E2B e E4B do Gemma 4.

A segunda consequência é de privacidade. Quando você tira uma foto de um documento pessoal e pede a um assistente de IA em nuvem que o leia, essa imagem é enviada para os servidores do serviço.

Com o Gemini Nano 4, a foto nunca sai do celular. O modelo faz toda a análise localmente, processa o resultado e devolve a resposta sem que nenhum dado seja transmitido externamente.

Como o AICore protege sua privacidade? O AICore, sistema que gerencia o Gemini Nano no Android, foi projetado seguindo os princípios do Private Compute Core, uma iniciativa do Android para proteger dados sensíveis.

O AICore não armazena nenhum registro das entradas ou saídas das inferências após o processamento. Cada requisição é isolada. Desenvolvedores que constroem aplicativos usando o Gemini Nano via ML Kit GenAI APIs nunca têm acesso direto aos dados do modelo ou ao histórico de inferências de outros aplicativos.

O que Muda para Desenvolvedores Android

O Google abriu o AICore Developer Preview para que desenvolvedores de aplicativos Android possam começar a testar e construir funcionalidades com o Gemma 4 antes do lançamento nos celulares ao consumidor.

A proposta é direta: qualquer código escrito hoje para o Gemma 4 funcionará automaticamente nos dispositivos que vierem com o Gemini Nano 4, sem necessidade de adaptação.

Por enquanto, o preview suporta as funcionalidades básicas de geração de texto via a Prompt API, a interface de programação que permite enviar solicitações ao modelo local.

Ao longo do período de prévia, o Google planeja adicionar suporte para chamadas de ferramentas (tool calling), saída estruturada em formato JSON, prompts de sistema e modo de raciocínio (thinking mode) — funcionalidades que permitem aplicações mais sofisticadas.

Para entender os termos técnicos. O que é tool calling? É a capacidade de um modelo de IA chamar funções externas durante uma resposta.

Por exemplo, um modelo poderia consultar uma API de clima, calcular um valor ou buscar informações em um banco de dados local enquanto formula sua resposta. 

O que é saída JSON estruturada? JSON (JavaScript Object Notation) é um formato padrão para estruturar dados de forma que tanto humanos quanto sistemas consigam ler facilmente.

Quando um modelo retorna JSON estruturado, fica muito mais simples processar a resposta em um aplicativo sem precisar interpretar o texto livre.

Os dispositivos sem aceleradores de hardware específicos para IA (NPUs da Qualcomm, MediaTek ou Google) podem rodar os modelos via CPU, mas o Google reconhece que o desempenho nesses casos não será representativo do que os usuários finais experienciarão em celulares compatíveis.

A lista definitiva de dispositivos suportados ainda não foi publicada, mas a empresa confirmou que o foco inicial são os próximos flagships Android ao longo de 2026.

Para o Google I/O, esperado para o próximo mês, analistas e veículos especializados antecipam que a empresa deverá anunciar os primeiros dispositivos específicos que suportarão o Gemini Nano 4, transformando a prévia para desenvolvedores em um roteiro concreto de lançamento para o mercado consumidor.

O Gemini Nano 4 e a Inteligência Artificial no Android

Desde que o Gemini Nano estreou no Pixel 8 Pro em dezembro de 2023, o modelo embarcado já chegou a mais de 140 milhões de dispositivos Android, segundo dados divulgados pelo próprio Google.

O Gemini Nano 3, que hoje roda no Pixel 10 e no Samsung Galaxy S26, representou uma geração anterior dessa evolução.

O Nano 4 é o próximo passo em uma trajetória que está cada vez mais clara: o Google quer que a IA útil seja uma camada do sistema operacional Android, não apenas um aplicativo separado.

A combinação de ganhos de desempenho (4 vezes mais rápido), eficiência energética (60% menos bateria), capacidade multimodal (texto, imagem e áudio), janela de contexto ampla (128.000 tokens) e suporte a mais de 140 idiomas posiciona o Gemini Nano 4 como o modelo embarcado mais capaz que a empresa já desenvolveu para smartphones.

O que ainda falta é o mais aguardado: saber em quais celulares esse modelo chegará primeiro, e quando exatamente.

O Google foi deliberadamente vago nesse ponto, limitando-se a dizer “flagships Android ao longo de 2026”. A resposta para essa pergunta provavelmente virá no Google I/O, e certamente mudará a conversa sobre o que um smartphone premium Android oferece como diferencial em relação à concorrência.

Foto de Rodrigo dos Anjos

Rodrigo dos Anjos

Rodrigo é redator do ClicaTech e formado em Ciências da Computação com Especialização em Segurança da Informação. Amante declarado da tecnologia, dedica-se não apenas a acompanhar as tendências do setor, mas também a compreender, aplicar, proteger e explorar soluções que unam inovação, segurança e eficiência.

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Conteúdo elaborado e revisado pela redação do ClicaTech.  Pode conter edição e imagens construídas com auxílio de Inteligência Artificial.