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O Quarto Halving do Bitcoin: O Dia em que a Oferta e a Demanda Colidiram Como Nunca Antes

Em abril de 2024, o Bitcoin passou pelo seu quarto halving em circunstâncias sem precedente na história da criptomoeda: pela primeira vez, um choque de oferta se encontrou com uma onda de demanda institucional alimentada pelos ETFs à vista recém-aprovados. Dois anos depois, é possível avaliar o que essa colisão produziu, e por que o ciclo de 2024 foi fundamentalmente diferente de todos os anteriores.

(Imagem: Kanchanara/Unsplash)
(Imagem: Kanchanara/Unsplash)

Existem poucos eventos no mercado financeiro que são tão previsíveis quanto capazes de gerar discussões acaloradas sobre o futuro a cada vez que se aproximam. O Halving do Bitcoin é um deles.

Programado no código imutável da criptomoeda há mais de uma década, o evento ocorre de quatro em quatro anos, reduz à metade a recompensa dos mineradores, comprime a emissão de novos bitcoins e, historicamente, antecede os maiores ciclos de alta do ativo.

Quarto Halving do Bitcoin, ocorrido em 20 de abril de 2024, foi aguardado com expectativa particular, porque pela primeira vez na história da criptomoeda ele chegou acompanhado de um fator completamente inédito: uma demanda institucional massiva, organizada e regulamentada por meio dos ETFs de Bitcoin à vista aprovados nos Estados Unidos três meses antes.

A colisão entre esses dois fenômenos, um choque de oferta e uma onda de demanda sem precedentes, prometia reescrever o script dos ciclos anteriores.

Dois anos depois, com o Bitcoin sendo negociado em torno de US$ 75.000 em abril de 2026, é possível olhar para trás e avaliar o que de fato aconteceu, o que os analistas erraram, o que acertaram, e o que esse ciclo revela sobre o amadurecimento de um mercado que deixou de ser nicho para se tornar parte da arquitetura financeira global.

1º Halving / Nov 2012

50 BTC → 25 BTC
por bloco
Preço antes:
US$ 12
Valorização (1 ano):
+7.000%
mercado ainda jovem
2º Halving / Jul 2016

25 BTC → 12,5 BTC
por bloco
Preço antes:
US$ 650
Valorização (1 ano):
+291%
pico em dez/2017
3º Halving / Mai 2020

12,5 BTC → 6,25 BTC
por bloco
Preço antes:
US$ 8.700
Valorização (1 ano):
+541%
pico em abr/2021
4º Halving / Abr 2024

6,25 BTC → 3,125 BTC
por bloco
Preço antes:
US$ 64.940
Valorização (1 ano):
+31%
máx. histórica: US$ 126k
ETFs + Trump anteciparam o ciclo

Leia Também: Criptomoedas em Queda Livre: Bitcoin Perde 40% e Mercado Vê Bilhões Evaporarem

O Que é o Halving

Quarto Halving do Bitcoin
O quarto halving do Bitcoin está previsto para abril de 2024, mas o cenário macroeconômico é muito diferente dos eventos anteriores. (Imagem: Reprodução/businessinsider)

Para entender a singularidade do evento de 2024, é necessário partir da mecânica básica.

O Bitcoin foi projetado por seu criador, conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, com um fornecimento máximo de 21 milhões de unidades. Novos bitcoins entram em circulação apenas por meio da mineração, que é o processo de validação de transações na rede pelo qual computadores especializados competem para resolver problemas matemáticos complexos. O minerador que resolve o problema recebe um prêmio em bitcoin, chamado de recompensa por bloco.

No início, em 2009, essa recompensa era de 50 bitcoins por bloco. A cada 210.000 blocos minerados, aproximadamente quatro anos, o código do Bitcoin determina automaticamente que essa recompensa seja cortada ao meio. Esse corte é o halving.

Depois do primeiro halving, em novembro de 2012, a recompensa passou para 25 bitcoins. Depois do segundo, em julho de 2016, foi para 12,5. Depois do terceiro, em maio de 2020, chegou a 6,25. Com o quarto halving, em 20 de abril de 2024, a recompensa caiu para 3,125 bitcoins por bloco.

A lógica econômica por trás do impacto do halving é intuitiva: se a demanda por um ativo permanece estável ou cresce enquanto a oferta nova é cortada à metade, o preço deveria subir. Com o tempo, essa lógica se confirmou empiricamente nos três eventos anteriores, embora com intensidades bem diferentes.

O Histórico dos Três Primeiros Halvings

Após o primeiro halving, em 2012, o Bitcoin valorizou impressionantes 7.000%; em 2016, os ganhos foram de 291%; em 2020, a alta foi de 541%. Fonte: Cointelegraph

Cada ciclo seguiu uma estrutura parecida: uma fase de acumulação antes do halving, a redução da oferta, e então, com defasagem de 12 a 18 meses, o pico de valorização.

Os halvings aconteceram em novembro de 2012, julho de 2016, maio de 2020 e abril de 2024. Depois do halving, historicamente, começa a pernada parabólica que leva ao topo.

Essa máxima costuma aparecer entre 12 e 18 meses depois do corte. Foi assim em dezembro de 2013, em dezembro de 2017 e em abril de 2021.

O padrão era suficientemente consistente para que investidores e traders planejassem estratégias inteiras em torno dele.

Comprar antes do halving, aguardar o pico de 12 a 18 meses depois, e realizar lucros. Simples no papel, menos na prática, mas era um roteiro que o mercado havia seguido com variações por mais de uma década.

O halving de 2024 chegou com as expectativas calibradas por essa história. Mas havia um elemento novo que mudaria a equação de maneiras que poucos conseguiram prever com precisão.

O Choque de Demanda: 11 ETFs Aprovados em Janeiro de 2024

Quarto Halving do Bitcoin
(Imagem: reprodução/tradingview)
O Quarto Halving do Bitcoin: O Dia em que a Oferta e a Demanda Colidiram Como Nunca Antes
(Imagem: reprodução/tradingview)

Em 10 de janeiro de 2024, três meses antes do halving, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, aprovava 11 ETFs de Bitcoin à vista. Foi uma decisão histórica que a indústria havia perseguido por mais de uma década, e que gestoras como BlackRock, Fidelity, ARK Invest e Grayscale haviam solicitado repetidamente.

Um ETF, do inglês “Exchange Traded Fund” ou fundo negociado em bolsa, é um instrumento financeiro que permite que investidores tenham exposição a um ativo sem precisar possuí-lo diretamente.

No caso dos ETFs de Bitcoin à vista, os fundos compram e mantêm bitcoins reais enquanto os investidores compram cotas do fundo na bolsa, da mesma forma que comprariam ações de uma empresa.

Isso removeu as barreiras que impediam fundos de pensão, seguradoras, family offices e outros grandes investidores de entrar no mercado cripto: não havia mais necessidade de gerenciar carteiras digitais, chaves privadas ou exchanges de criptomoedas.

Entre janeiro e março de 2024, os ETFs absorveram mais de US$ 12 bilhões, gerando um choque de demanda pouco antes do choque de oferta do halving. Como resultado, o preço do BTC subiu ao longo do ano, de US$ 42.000 no início de 2024 até cerca de US$ 93 mil no último dia do ano, segundo o InvestTalk.

O ETF de Bitcoin da BlackRock atraiu a maior quantidade de entradas entre os 10 ETFs, com suas participações aumentando mais de 10.000%, de apenas 2.621 bitcoins na estreia para 273.140 bitcoins em 18 de abril.

Esse dado é revelador: em menos de quatro meses após a aprovação, o maior gestor de ativos do mundo havia acumulado mais de 270.000 bitcoins em seu ETF. Para ter uma dimensão, isso representa mais de 1% de todo o Bitcoin que jamais existirá.

O Momento da Colisão: Oferta e Demanda no Mesmo Ponto

O que tornou o cenário de 2024 estruturalmente diferente de todos os anteriores foi a simultaneidade entre os dois fenômenos.

Nos ciclos de 2012, 2016 e 2020, o halving era o catalisador principal. A demanda existia, crescia gradualmente, mas não havia um evento exógeno que a acelerasse drasticamente nos meses imediatamente anteriores ao corte de oferta. Em 2024, os ETFs injetaram bilhões na demanda por bitcoins justamente no mesmo período em que a oferta nova seria reduzida à metade.

A consequência foi que o Bitcoin atingiu uma nova máxima histórica antes do halving, algo que nunca havia acontecido nos ciclos anteriores. Em março de 2024, o preço rompeu os US$ 73.000, superando o pico de novembro de 2021. Historicamente, atingir o topo antes do halving contrariava completamente o script: o topo sempre vinha depois, não antes.

Havia quem interpretasse isso como um sinal de que o mercado havia antecipado todo o impacto do halving e que, portanto, pouca valorização restava para os meses seguintes. Havia quem acreditasse que os ETFs simplesmente potencializariam o ciclo normal, levando o Bitcoin a patamares nunca imaginados.

O Que Aconteceu Depois: Um Ciclo Diferente

Passado um ano desde que as recompensas por bloco foram reduzidas de 6,25 BTC para 3,125 BTC, o Bitcoin valorizou menos de 40%.

A valorização no período ficou limitada a 31,1%. Excluindo o ciclo de 2012, cuja valorização não oferece um parâmetro consistente, a valorização média do Bitcoin após os halvings de 2016 e 2020 foi de 416%, de acordo com o Cointelegraph.

Em termos de valorização um ano após o halving, o ciclo de 2024 foi drasticamente inferior ao padrão histórico. Mas esse número isolado conta apenas parte da história.

No ciclo atual, o bitcoin atingiu sua máxima histórica de US$ 126 mil em outubro, 18 meses depois do halving de abril de 2024. Até aí, tudo dentro do script.

A máxima histórica de US$ 126.173 foi atingida em outubro de 2025, exatamente na janela de 12 a 18 meses que o padrão histórico previa. O que mudou foi a trajetória: em vez de uma alta gradual a partir do halving, o Bitcoin já havia subido antes do evento, corrigiu, se consolidou, e então fez o pico histórico. Desde então, recuou para a faixa de US$ 70.000 a US$ 75.000 em abril de 2026.

Isso não significa que o halving perdeu relevância, mas sugere que o mercado está amadurecendo. A presença crescente de investidores institucionais, o volume dos ETFs e a regulação mais clara estão suavizando as oscilações extremas que marcaram os ciclos anteriores.

Por Que os Retornos São Menores e o Que Isso Revela

A queda nos retornos pós-halving, de mais de 400% nos ciclos anteriores para 31% no primeiro ano após o quarto evento, não é necessariamente uma má notícia. É um sinal de maturidade do mercado.

Mercados emergentes e ativos com baixa liquidez tendem a ter oscilações extremas. À medida que mais capital institucional entra, a liquidez aumenta e os movimentos de preço ficam proporcionalmente menores. Um ativo que sai de US$ 12 para US$ 1.100 é um ativo de nicho sendo descoberto.

Um ativo que sobe de US$ 65.000 para US$ 126.000 é um ativo com trilhões de dólares em capitalização de mercado respondendo a dinâmicas macroeconômicas complexas.

O Bitcoin passou a ser negociado em torno de US$ 75.000 em abril de 2026. O comportamento atual reflete a influência de fatores macroeconômicos e geopolíticos globais, enquanto os investidores continuam monitorando os fluxos para ETFs de Bitcoin, a chegada de um governo americano mais favorável às criptomoedas e o interesse institucional crescente.

O elemental que acelerou o pico de outubro de 2025 e está influenciando o comportamento do mercado em 2026 é justamente essa combinação: a eleição de um governo americano com postura favorável ao setor cripto em novembro de 2024, promessas de criação de uma reserva estratégica de Bitcoin nos Estados Unidos, e a chegada constante de capital institucional pelos canais dos ETFs.

A Convergência que Redefiniu o Mercado

A CoinShares informou que o Bitcoin recebeu US$ 871 milhões em entradas semanais em meados de abril de 2026, levando o acumulado do ano para perto de US$ 2 bilhões. A semana marcou uma das entradas mais fortes desde novembro de 2024, sinalizando retomada do interesse institucional.

O fluxo continua. Os ETFs, que eram uma novidade em janeiro de 2024, tornaram-se uma parte estrutural do mercado. Fundos de pensão, seguradoras e gestoras de patrimônio que antes observavam o Bitcoin de longe agora têm posições formais na classe de ativos. Isso muda a natureza da demanda de especulativa para estratégica.

Absorção Institucional: ETFs estão agora consumindo mais moedas diariamente do que a mineração produz, criando uma pressão de compra constante que o mercado de varejo sozinho nunca seria capaz de sustentar de forma contínua.

Isso é a expressão prática do que os analistas descreviam antes do halving de 2024 como um choque de oferta colidindo com uma onda de demanda.

O halving reduziu a produção diária de novos bitcoins de 900 para 450. Os ETFs, nos dias de maior demanda, absorvem muito mais do que isso. A aritmética é simples: quando a saída supera a entrada, o preço tende a se equilibrar em patamares mais altos no longo prazo.

O Que o Quarto Halving Ensina sobre o Futuro do Bitcoin

O ciclo de 2024 oferece algumas lições importantes para quem acompanha o mercado de criptomoedas.

A primeira é que os padrões históricos do Bitcoin são orientações, não certezas. O mercado de 2024 quebrou o paradigma de atingir novos máximos apenas depois do halving. A antecipação pelos ETFs mudou a sequência dos eventos, embora a estrutura temporal geral (pico entre 12 e 18 meses após o halving) tenha se mantido.

A segunda é que a institucionalização do Bitcoin reduz os retornos extremos mas também reduz as correções mais violentas. Mercados com mais participantes institucionais tendem a ser mais eficientes na precificação e menos propensos a movimentos de pânico total. A volatilidade continua, mas a estrutura de suporte de preço mudou.

A terceira lição é sobre o papel do contexto macroeconômico. Ao contrário dos halvings de 2012 e 2016, que ocorreram em mercados relativamente isolados das dinâmicas tradicionais, o halving de 2024 aconteceu em um Bitcoin que já estava integrado aos portfólios institucionais.

Isso significa que cortes de juros, eleições e decisões geopolíticas passaram a importar tanto quanto a emissão de blocos.

O quinto halving, previsto para acontecer em aproximadamente 2028, chegará com a recompensa caindo de 3,125 para 1,5625 bitcoins por bloco. Nessa altura, a pergunta não será mais “se o halving move o mercado”, mas “em quanto tempo o mercado vai se equilibrar num patamar ainda mais alto de capitalização institucional”.

Foto de Rodrigo dos Anjos

Rodrigo dos Anjos

Rodrigo é redator do ClicaTech e formado em Ciências da Computação com Especialização em Segurança da Informação. Amante declarado da tecnologia, dedica-se não apenas a acompanhar as tendências do setor, mas também a compreender, aplicar, proteger e explorar soluções que unam inovação, segurança e eficiência.

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