Se você acompanha o mundo da tecnologia, sabe que o Google I/O é um dos eventos mais importantes do calendário anual. É quando o Google revela suas cartas, mostra no que está trabalhando e dá um vislumbre do futuro da tecnologia. E agora sabemos exatamente quando isso vai acontecer em 2026.
O Google confirmou oficialmente que o I/O 2026 acontecerá nos dias 19 e 20 de maio, no tradicional Shoreline Amphitheatre em Mountain View, Califórnia. A keynote de abertura está programada para começar às 10h no horário do Pacífico, o que corresponde às 14h no horário de Brasília.

E a boa notícia é que você não precisa estar na Califórnia para acompanhar: o Google vai transmitir ao vivo todas as palestras principais, demonstrações e sessões para desenvolvedores.
Este é o primeiro I/O verdadeiramente presencial desde antes da pandemia que mantém o formato de dois dias completos de evento. Embora o Google tenha voltado com eventos presenciais em anos recentes, a expansão para dois dias completos sinaliza que a empresa tem muito conteúdo para compartilhar. E considerando a velocidade alucinante com que a inteligência artificial tem evoluído, não é surpresa que precisem de tempo extra.
O foco central do evento está claramente definido: inteligência artificial. Mais especificamente, o Gemini, a família de modelos de IA do Google que compete diretamente com o GPT da OpenAI e o Claude da Anthropic. Mas não se engane pensando que será apenas sobre IA. Também terão atualizações significativas para Android, Chrome, Cloud e todo o ecossistema de produtos Google.
Para desenvolvedores e entusiastas de tecnologia, este é o evento do ano. É quando vemos não apenas produtos finalizados, mas também tecnologias experimentais, APIs que vão moldar o desenvolvimento de aplicativos nos próximos meses, e direções estratégicas que influenciam toda a indústria. Vamos mergulhar no que podemos esperar desses dois dias intensos de anúncios e demonstrações.
Gemini no Centro do Palco
Se tem algo absolutamente certo sobre o Google I/O 2026, é que o Gemini será a estrela principal. O Google deixou isso explícito no anúncio oficial, mencionando que haverá apresentações sobre os mais recentes avanços em IA através de produtos de toda a empresa, do Gemini ao Android e muito mais.
Mas vamos contextualizar o que isso realmente significa. O Gemini não é apenas um produto, é uma família inteira de modelos de inteligência artificial que o Google vem desenvolvendo e refinando agressivamente. Temos o Gemini Ultra, o modelo mais poderoso e capaz. O Gemini Pro, equilibrando capacidade e eficiência. E o Gemini Flash, otimizado para velocidade e tarefas mais simples.
No I/O do ano passado, o Google apresentou atualizações significativas para os modelos Gemini Pro e Flash. Também revelou o Imagen 4, a quarta geração do gerador de imagens da empresa, e o Veo 3, o gerador de vídeo com inteligência artificial que compete com ferramentas como Sora da OpenAI.
Para 2026, podemos esperar avanços ainda mais impressionantes. A guerra da IA entre Google, OpenAI, Anthropic e outras empresas está mais acirrada do que nunca. A cada mês são lançados versões de modelos mais poderosos, mais eficientes, capazes de tarefas cada vez mais complexas. O Google simplesmente não pode se dar ao luxo de ficar para trás.
Uma área particular de foco será a programação agentiva. O Google mencionou especificamente que haverá conteúdo sobre este tópico. Mas o que exatamente é programação agentiva? Em termos simples, são sistemas de IA que não apenas respondem a comandos, mas agem de forma autônoma para alcançar objetivos.
Pense assim: atualmente, você pede a uma IA para escrever um e-mail e ela escreve. Programação agentiva seria você dizer que precisa resolver um problema, e a IA decide por si mesma que precisa enviar e-mails, fazer pesquisas, agendar reuniões, tudo isso de forma autônoma para alcançar o objetivo que você definiu. É um salto enorme em capacidade e tem implicações profundas para a produtividade e automação.
Também devemos ver melhorias significativas em multimodalidade. Os modelos Gemini já são capazes de processar texto, imagens, áudio e vídeo. Mas integrar todas essas modalidades de forma fluida e natural ainda é um desafio. Vamos aguardar se veremos demonstrações de IA que consegue entender o contexto através de múltiplos tipos de entrada simultaneamente.
E claro, há a questão da integração profunda com produtos Google. O Gemini não existe no vácuo. Está sendo incorporado ao Gmail, Docs, Sheets, Pesquisas, Assistante, e praticamente todo produto que o Google oferece. O I/O será a oportunidade para mostrar como essa integração está evoluindo e que novas capacidades estão disponíveis.
Android 17 Cinnamon Bun

Se a Inteligência Artificial Gemini é a estrela principal, o Android é definitivamente o coadjuvante de destaque. E no Google I/O 2026, teremos nossa primeira visão oficial do Android 17, que tem o codinome de Cinnamon Bun.
Para quem não acompanha de perto, o Google tradicionalmente revela a próxima versão do Android no I/O em formato de developer preview ou beta. A versão estável final geralmente chega alguns meses depois, tipicamente em agosto ou setembro. Mas o I/O é onde os desenvolvedores e entusiastas têm o primeiro contato real com as novidades.
Então o que podemos esperar do Android 17 Cinnamon Bun? Embora o Google não tenha revelado detalhes específicos ainda, algumas tendências são praticamente certas baseadas na direção que o Android tem tomado nos últimos anos.
A Integração profunda com a IA será provavelmente o tema dominante. Espere recursos que usam modelos Gemini localmente no dispositivo para tarefas como resumir notificações, sugerir respostas contextuais, melhorar fotos em tempo real, e até ajudar você em tarefas complexas através de apps diferentes.
Já vimos alguns desses recursos em versões anteriores do Android, mas sempre houve a sensação de que eram recursos isolados em vez de uma experiência integrada. O Android 17 pode ser a versão onde tudo finalmente se junta de forma coerente, com IA permeando todo o sistema operacional de maneira natural e útil.
A Privacidade e a segurança continuam sendo prioridades. Cada versão recente do Android trouxe melhorias em como os apps acessam dados sensíveis, permissões mais granulares, e transparência sobre o que acontece com suas informações. Espere essa tendência continuar com controles ainda mais refinados.
A Personalização provavelmente terá avanços significativos. O Material You, o sistema de design do Google que adapta cores e estética do sistema baseado no seu papel de parede, tem evoluído. Pode haver novas formas de personalizar não apenas a aparência visual, mas o comportamento do sistema baseado em suas preferências e padrões de uso.
A Performance e a eficiência energética são alguns do recursos priorizados no sistema. Os Smartphones estão cada vez mais poderosos, mas os usuários ainda reclamam da bateria. Se o Google conseguir fazer o Gemini mais complexo rodando localmente sem devastar a duração da bateria, será uma conquista técnica impressionante.
E claro, há recursos e melhorias que simplesmente não podemos prever. O Google tradicionalmente guarda algumas surpresas para revelar no palco do I/O. São aqueles momentos onde a plateia aplaude e você pensa “nossa, nem sabia que precisava disso, mas agora quero imediatamente”.
Além do Core: Android XR, Wear OS, Android TV e Mais

O Android não é apenas o sistema operacional que roda no seu smartphone. O Google tem expandido muito para outras categorias de dispositivos, e o I/O 2026 será a vitrine para esses esforços.
O Android XR é particularmente interessante. XR significa realidade estendida, englobando tanto realidade virtual quanto aumentada. O Google tem um histórico complicado nessa área, com tentativas anteriores como Google Glass que não decolaram. Mas a empresa claramente não desistiu da visão da computação espacial.
Com a Apple tendo lançado o Vision Pro e estabelecido um novo padrão para headsets de realidade mista, e a Meta continuando sua aposta em VR através dos headsets Quest, o Google não pode ficar de fora dessa corrida. O Android XR é a resposta da empresa, e o I/O pode ser onde finalmente vemos para onde essa plataforma está indo.
Imagine usar a IA do Gemini em um ambiente de realidade aumentada ou virtual. Você poderia ter conversas naturais com assistentes virtuais que aparecem no seu campo de visão, manipular objetos 3D usando comandos de voz e gestos, ou ter informações contextuais sobre o mundo físico ao seu redor sobrepostas na sua visão. As possibilidades são fascinantes.
O Wear OS, o sistema operacional do Google para smartwatches, também deve receber atenção. Os Wearables são uma categoria crescente, com funcionalidades de saúde e fitness se tornando cada vez mais sofisticadas. A Integração da IA pode permitir análises mais inteligentes de dados de saúde, sugestões proativas baseadas em seus padrões, e interfaces de voz mais naturais para interagir com dispositivos pequenos onde toques na tela são limitados.

O Android TV e o Google TV, as plataformas para televisores e dispositivos de streaming, podem ver melhorias em recomendações baseadas em IA, controles de voz mais inteligentes, e talvez integração com o conteúdo gerado por IA. Imagine pedir à sua TV para criar um vídeo personalizado resumindo as notícias do dia no seu estilo preferido, ou gerar música ambiente baseada no seu humor.

E há o Google Workspace, o conjunto de ferramentas de produtividade que inclui Gmail, Docs, Sheets, Slides e mais. Essas ferramentas já têm alguma integração com IA, mas espere isso se aprofundar significativamente. Documentos que escrevem sozinhos baseados em notas rápidas, planilhas que analisam dados automaticamente e sugerem insights, apresentações que se formatam e ilustram com conteúdo gerado por IA.

Chrome e Cloud: Os Pilares Invisíveis mas Essenciais


Enquanto o Android e a Inteligência Artificial pegam os holofotes, não podemos esquecer dois pilares absolutamente essenciais do ecossistema Google: Chrome e Cloud.
Chrome é o navegador mais popular do mundo por uma margem enorme. Bilhões de pessoas usam o Chrome todos os dias, muitas vezes sem pensar muito sobre isso. Mas o navegador está constantemente evoluindo, e a integração com a IA é a próxima fronteira.
Já vimos alguns experimentos do Google nessa direção. Recursos como resumir páginas automaticamente, organizar abas de forma inteligente, e detectar conteúdo potencialmente enganoso. Mas essas são apenas raspagens da superfície do que é possível.
Imagine um Chrome onde você pode ter conversas naturais sobre o conteúdo de páginas web, pedir para o navegador encontrar e compilar informações de múltiplas fontes, ou até gerar resumos personalizados de notícias e artigos baseado nos seus interesses específicos. E tudo isso rodando localmente, sem enviar seu histórico de navegação para servidores externos.
A Privacidade é uma preocupação enorme para os usuários de navegadores. O Google tem andado em uma corda bamba tentando equilibrar recursos úteis baseados em dados com respeito à privacidade. A Inteligência Artificial local que roda no dispositivo pode ser parte da solução, oferecendo funcionalidades inteligentes sem necessariamente enviar tudo para a nuvem.
Do lado do Cloud, o Google Cloud Platform compete com a AWS da Amazon e a Azure da Microsoft pelo domínio da infraestrutura em nuvem. E a IA é um diferencial competitivo enorme nesse mercado.
Empresas estão desesperadas para incorporar IA em seus produtos e serviços, mas construir e treinar modelos próprios é extremamente caro e complexo. Plataformas de nuvem que oferecem acesso fácil a modelos de IA de ponta, ferramentas para personalizar esses modelos, e infraestrutura para rodá-los em escala têm enorme valor.
O Google tem vantagens significativas aqui. Seus próprios modelos Gemini são de classe mundial. Tem expertise profunda em aprendizado de máquina que poucas outras empresas têm. E tem infraestrutura de datacenter otimizada especificamente para cargas de trabalho de IA.
No I/O, espere anúncios sobre novos serviços de IA para empresas, ferramentas que facilitam a integração do Gemini em aplicações corporativas, e provavelmente reduções de preço ou novos modelos de precificação para tornar a IA mais acessível para os negócios de todos os tamanhos.
O Formato do Evento: Keynotes, Sessões e Fireside Chats
Vamos falar um pouco sobre como o Google I/O realmente funciona para quem nunca acompanhou um desses eventos.
O formato típico começa com uma keynote principal, geralmente apresentada pelo CEO da Google ou executivos seniores. É a grande apresentação no palco onde os anúncios mais importantes são feitos, demonstrações impressionantes acontecem, e a visão estratégica da empresa é comunicada. Essa keynote geralmente dura entre uma e duas horas.
Depois da keynote principal, há uma série de sessões mais técnicas e específicas ao longo dos dois dias. São palestras focadas em desenvolvedores sobre como usar novas APIs, melhores práticas para implementar certos recursos, estudos de caso de empresas que fizeram coisas interessantes com tecnologias Google, e por aí vai.
O Google também mencionou que trará de volta as populares sessões de Diálogos, formato de fireside chats com grandes pensadores e líderes inovadores discutindo como a IA está moldando o futuro. Essas conversas tendem a ser mais filosóficas e de alto nível, explorando não apenas o que é tecnicamente possível, mas o que deveria ser feito e que implicações sociais existem.
Há também demonstrações de produtos ao vivo, onde você pode ver tecnologias em ação de forma mais hands-on do que é possível em uma apresentação de palco. E áreas de networking onde desenvolvedores podem se conectar com engenheiros do Google e uns com os outros.
Para quem acompanha online, a experiência é obviamente diferente mas ainda valiosa. Você pode assistir às keynotes e sessões principais ao vivo, fazer perguntas através de plataformas de mídia social que algumas vezes são respondidas em tempo real, e acessar gravações de todas as sessões depois para assistir no seu próprio ritmo.
O Google também disponibilizou uma experiência interativa chamada “save the date” no site oficial do evento. Inclui minijogos e atividades criativas desenvolvidas com o modelo Gemini, permitindo que as pessoas explorem recursos baseados em inteligência artificial enquanto aguardam o início do I/O. É uma forma inteligente de gerar entusiasmo e demonstrar capacidades de IA ao mesmo tempo.
A Tradição do Local: Shoreline Amphitheatre
Desde 2016, o Google tem realizado o I/O no Shoreline Amphitheatre em Mountain View, Califórnia. Esse local tem significado especial porque fica literalmente ao lado do Googleplex, a sede da empresa.

É um anfiteatro ao ar livre com capacidade para milhares de pessoas. A atmosfera é casual mas energética, com clima de festival de tecnologia mais do que conferência corporativa formal. Há food trucks, áreas de demonstração espalhadas pelo gramado, e geralmente um clima ensolarado da Califórnia para completar a experiência.
O único período em que não houve evento presencial no Shoreline foi durante a pandemia. Em 2020, o I/O foi completamente cancelado. Em 2021, foi realizado online apenas. Desde então, o Google tem gradualmente retornado ao formato presencial completo, e 2026 marca a consolidação definitiva desse retorno com um evento de dois dias completos.
Vale mencionar que participar presencialmente do Google I/O não é tão simples quanto apenas comprar um ingresso. Geralmente há um processo de inscrição onde você explica por que quer participar, o que está desenvolvendo, e como o evento seria útil para você. O Google então seleciona participantes de um pool de inscritos.
Isso acontece porque o espaço é limitado e há demanda massiva de desenvolvedores ao redor do mundo querendo participar. A empresa tenta garantir que quem está presente realmente vai aproveitar e contribuir para o evento, não apenas tirar selfies e pegar brindes.
Mas a boa notícia, como mencionamos, é que você não precisa estar lá fisicamente para acompanhar. Toda transmissão online é gratuita, e as inscrições já estão abertas. Você só precisa ir ao site io.google e se cadastrar para receber atualizações.
O Que o I/O significa para a Indústria como um Todo
O Google I/O não acontece no vácuo. É um evento que tem repercussões para toda a indústria de tecnologia, não apenas para o ecossistema Google.
Quando o Google anuncia novos recursos e capacidades em IA, isso pressiona competidores como a Apple, a Microsoft, a Amazon e outros a responderem. A corrida da IA está mais acirrada do que nunca, e ninguém quer ficar para trás. Cada grande avanço de uma empresa aumenta a pressão sobre as outras para inovar mais rápido.
Para os desenvolvedores, o I/O define muito da agenda de trabalho para o resto do ano. Novas APIs significam novas possibilidades para apps. Mudanças no Android significam necessidade de atualizar apps existentes para aproveitar novos recursos ou manter a compatibilidade. Ferramentas e frameworks anunciados no I/O moldam como as aplicações são construídas nos próximos meses.
Para a mídia de tecnologia, o I/O é um dos grandes eventos do ano para a cobertura. Haverá análises extensivas de cada anúncio, comparações com competidores, especulações sobre a estratégia de longo prazo, e debates sobre que direção a indústria está tomando.
E para os consumidores regulares, mesmo que não assistam ao evento, os anúncios feitos lá eventualmente chegam aos produtos que usam todos os dias. Aquele novo recurso legal no seu Android em alguns meses? Provavelmente foi anunciado no I/O. Aquela melhoria no Gmail que faz seu trabalho mais fácil? Vem do I/O. A IA que de repente parece muito mais útil e natural? Começou com desenvolvimentos apresentados no I/O.
Como acompanhar da melhor forma?
Se você está interessado em acompanhar o Google I/O 2026, aqui vão algumas dicas práticas para extrair o máximo valor da experiência.
Primeiro, faça sua inscrição no site oficial io.google o quanto antes. Embora as transmissões sejam abertas a todos, se inscrever garante que você receba lembretes, atualizações sobre a programação conforme ela é liberada, e acesso a materiais complementares.
Segundo, organize seu tempo. A keynote principal no dia 19 de maio começa às 14h no horário de Brasília. Reserve pelo menos duas horas na sua agenda para assistir sem interrupções. É nesses primeiros momentos que os anúncios mais importantes acontecem.
Terceiro, se você é desenvolvedor ou trabalha com tecnologia, olhe a programação completa quando for liberada e identifique sessões técnicas específicas que são relevantes para seu trabalho. Não tente assistir tudo, você vai ficar sobrecarregado. Seja seletivo e focado nas áreas que realmente importam para você.
Quarto, siga hashtags relevantes nas redes sociais durante o evento. #GoogleIO é a óbvia, mas também pode haver tags específicas para produtos como #Android17 ou #GeminiAI. A conversa em tempo real na comunidade de tecnologia muitas vezes traz insights e reações que enriquecem a experiência.
Quinto, não se preocupe em assistir tudo ao vivo. O Google disponibiliza gravações de todas as sessões que ficam disponíveis indefinidamente. Se algo não deu para assistir ao vivo, você pode voltar depois no seu próprio tempo.
Sexto, se você tem um dispositivo Android, considere inscrever-se no programa beta do Android 17 depois do anúncio. É uma forma de ter acesso antecipado aos novos recursos e contribuir com feedback que ajuda a moldar a versão final. Mas faça isso em um dispositivo secundário, não no seu telefone principal, porque betas podem ser instáveis.
As Perguntas que queremos Respostas
Todo Google I/O deixa algumas perguntas sem resposta e gera especulações que só serão confirmadas ou desmentidas no evento. Para 2026, aqui estão algumas das grandes questões que a comunidade de tecnologia está esperando ver respondidas.
- O Google vai finalmente mostrar um hardware robusto para Android XR? Falar de software é uma coisa, mas sem dispositivos físicos, é difícil gerar entusiasmo real por uma nova plataforma.
- Como o Gemini se compara realmente com GPT-5 e o Claude em benchmarks práticos? As empresas de IA adoram fazer afirmações sobre superioridade de seus modelos, mas comparações independentes muitas vezes contam histórias diferentes.
- Que medidas concretas o Google está tomando para tornar a IA mais eficiente energeticamente? A pegada de carbono de treinar e rodar modelos grandes é enorme, e há pressão crescente por sustentabilidade.
- Haverá anúncios sobre novos dispositivos hardware além de software? Às vezes o Google usa o I/O para revelar novos Pixel phones, smart speakers, ou outros produtos físicos. Outras vezes é puramente software e serviços.
- Como o Google pretende lidar com questões éticas e de segurança em IA cada vez mais poderosa? É fácil se empolgar com capacidades, mas as preocupações legítimas sobre a desinformação, viés algorítmico e uso malicioso não vão embora.
- Que impacto real a integração de IA terá na duração de bateria de smartphones? Rodar modelos sofisticados localmente consome energia. Se isso devastar a bateria, muitos recursos legais simplesmente não serão usados.
O evento Google I/O 2026
Ao fim do dia, o Google I/O 2026 será um termômetro do estado da tecnologia e para onde estamos indo como sociedade cada vez mais digital e dependente de IA.
Os próximos anos vão definir como a IA é integrada em nossas vidas cotidianas. Vai ser algo que usamos conscientemente, ou vai se tornar tão transparente que nem percebemos? Vai empoderar pessoas ou criar novas formas de dependência e controle? Vai democratizar o acesso ao conhecimento e às capacidades ou aprofundar divisões digitais?
O Google, como uma das maiores empresas de tecnologia do mundo e líder em IA, tem uma responsabilidade enorme em moldar essas respostas. E o I/O é onde começamos a ver suas apostas e visões para o futuro.
Marque na sua agenda: 19 e 20 de maio de 2026. Dois dias que podem redefinir como pensamos sobre tecnologia, produtividade e o papel de máquinas inteligentes em nossas vidas.
As inscrições estão abertas. A transmissão é gratuita. E a tecnologia que será revelada pode mudar fundamentalmente como você trabalha, se comunica e interage com o mundo digital.
Nos vemos online no Shoreline Amphitheatre, mesmo que virtualmente, para testemunhar o próximo capítulo da revolução tecnológica.













