A CES 2026 encerrou o seu evento em Las Vegas e trouxe uma enxurrada de lançamentos que podem fazer você repensar aquela compra do MacBook Pro M5. Estamos falando de máquinas equipadas com os novíssimos processadores Intel Panther Lake, telas OLED deslumbrantes, autonomias que chegam a 30 horas e preços que começam a apertar o cerco da Apple.
Depois de acompanhar tantos anúncios empolgantes, uma pergunta naturalmente surge em relação ao MacBook Pro M5: Vale a Pena Investir na Apple após os Lançamentos da CES? Para responder a essa pergunta adequadamente, precisamos olhar para os detalhes do MacBook Pro.
Lançado em outubro de 2025, com preço inicial de R$ 19.999 no Brasil, o MacBook Pro M5 chegou prometendo ser o próximo grande salto em inteligência artificial para o Mac. Com chip de 3 nanômetros de segunda geração, bateria de até 24 horas e SSD duas vezes mais rápido que o M4, a Apple parecia ter criado o notebook profissional definitivo.
Mas aqui estão as questões críticas que todo potencial comprador precisa responder: essas melhorias justificam um upgrade para quem já possui o M4? Ou são avanços incrementais que apenas consolidam a posição da Apple sem revolucionar a experiência? Mas será que essa liderança se mantém diante dos novos concorrentes?
O chip M5 traz melhorias significativas especialmente em tarefas relacionadas a IA, com desempenho até 3,5 vezes superior ao M4 em fluxos de trabalho que envolvem inteligência artificial. A geração de gráficos também recebeu um impulso considerável, ficando até 1,6 vez mais rápida que a geração anterior.
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Essas melhorias acontecem graças aos avanços na unidade central de processamento e uma rede neural com maior largura de banda de memória. O Neural Engine, como a Apple chama sua NPU, acelera significativamente a abertura de aplicativos e a execução de modelos de linguagem de grande escala diretamente no aparelho, também sem depender da nuvem.
Neste artigo completo, vamos destrinchar as especificações, comparar preços, analisar desempenho real e descobrir, com a ajuda de uma tabela comparativa, se o MacBook Pro M5 continua sendo a melhor escolha em 2026 para os profissionais criativos, desenvolvedores e usuários exigentes. Prepare-se para uma análise detalhada que pode influenciar a sua decisão de compra.
Vamos comparar especificação por especificação, avaliando quem realmente se beneficia dessas melhorias e se o investimento de R$ 20 mil em um MacBook faz sentido.
Os Destaques da CES 2026: Quem são os novos concorrentes?
A CES 2026 foi dominada por uma palavra: Panther Lake. O novo processador Intel Core Ultra Series 3, fabricado no processo 18A da própria Intel em solo americano, promete revolucionar o mercado de notebooks profissionais e de criação de conteúdo.
Vamos conhecer os principais concorrentes que emergiram da feira e que colocam o MacBook Pro M5 em perigo.
Dell XPS 14 e XPS 16: O Retorno

A Dell fez algo raro na indústria: admitiu um erro e corrigiu rapidamente. Após abandonar a icônica marca XPS em 2025 em favor de nomes confusos como Dell Premium, a empresa voltou atrás e relançou a linha XPS na CES 2026 com mudanças importantes.
Os novos Dell XPS 14 e XPS 16 chegam equipados com processadores Intel Core Ultra Series 3 Panther Lake, disponíveis em quatro configurações: Core Ultra 5 325, Core Ultra 7 355, Core Ultra X7 358H e o topo de linha Core Ultra X9 388H. Este último oferece até 16 núcleos de CPU operando a até 5,1 gigahertz, com 18 MB de cache e 12 núcleos de GPU baseados na arquitetura Xe3.
Design e Construção
A Dell manteve sua filosofia de design premium com chassi em alumínio usinado por CNC e proteção Gorilla Glass 3. O grande destaque é a redução de peso e espessura: o XPS 14 agora pesa apenas 1,36 quilogramas com tela OLED (comparado aos 1,6 quilogramas do MacBook Pro de 14 polegadas) e mede apenas 14,6 milímetros de espessura.
A empresa também corrigiu dois dos maiores problemas da geração anterior: o retorno da fileira de teclas de função físicas (eliminando a controversa barra sensível ao toque) e a adição de bordas visíveis no touchpad, facilitando a identificação da área de toque.
Tela e Experiência Visual
Os novos XPS oferecem duas opções de tela: LCD de 1920 x 1200 pixels com taxa de atualização variável de 1 a 120 hertz (otimizada para economia de bateria) ou OLED com resolução de 2880 x 1800 pixels no modelo de 14 polegadas e 3200 x 2000 pixels no de 16 polegadas. A tecnologia OLED utiliza painéis tandem, oferecendo maior brilho e pretos mais profundos, com suporte a taxas de até 120 hertz.
Desempenho e Autonomia
A Dell promete até 27 horas de autonomia com a configuração LCD e uso básico, chegando a mais de 40 horas em reprodução local de vídeo. O sistema térmico foi completamente redesenhado, com ventiladores 61% maiores que a geração anterior, permitindo melhor fluxo de ar e desempenho mais consistente sob carga.
Os modelos operam a 19 watts no modo otimizado e 27 watts no modo performance para o XPS 14, enquanto o XPS 16 trabalha a 25 watts e 35 watts respectivamente. Ambos podem atingir 65 watts em modo turbo quando necessário.
Preço e Disponibilidade
O Dell XPS 14 começa em 2.049 dólares nos Estados Unidos, enquanto o XPS 16 parte de 2.199 dólares. Configurações de entrada mais acessíveis, abaixo dos 2.000 dólares, estarão disponíveis a partir de fevereiro de 2026. A Dell também planeja lançar uma versão XPS 13 ainda mais fina e leve (menos de 13 milímetros de espessura) no decorrer do ano.
Samsung Galaxy Book6: Três opções para diferentes Perfis

A Samsung apresentou na CES 2026 sua linha Galaxy Book6, dividida em três modelos distintos: Galaxy Book6 (padrão), Galaxy Book6 Pro e Galaxy Book6 Ultra. Todos equipados com os novos processadores Intel Core Ultra Series 3, mas com diferenças significativas em especificações e público-alvo.
Galaxy Book6 Ultra: O Topo da Linha
O modelo Ultra é o mais completo da família, disponível apenas na versão de 16 polegadas. Equipado com tela AMOLED 2X de 2880 x 1800 pixels com taxa de atualização adaptativa de 30 a 120 hertz, o Ultra oferece brilho certificado True Bright de 1.300 nits e cobertura completa do espaço de cores DCI-P3.
A grande vantagem do Ultra sobre os modelos Pro e padrão está nas opções de GPU dedicada. Além dos gráficos integrados Intel Arc, é possível configurar o notebook com placas Nvidia GeForce RTX 5060 ou RTX 5070, ambas com 8 gigabytes de memória GDDR7. Isso torna o Galaxy Book6 Ultra uma opção interessante para criadores de conteúdo, editores de vídeo e gamers que precisam de poder gráfico extra.
A Samsung equipou o Ultra com bateria de 80,20 watts-hora, carregamento de 100 watts (ou 140 watts nas versões com GPU Nvidia), e promete até 30 horas de reprodução de vídeo. O sistema térmico foi completamente redesenhado, com câmara de vapor de superfície ampliada e sistema de ventilação com ângulo otimizado para dissipação de calor.
Galaxy Book6 Pro: Equilíbrio entre Poder e Portabilidade
O modelo Pro está disponível em versões de 14 e 16 polegadas, ambas com telas AMOLED 2X touchscreen idênticas à do Ultra. A diferença está na ausência de opções de GPU dedicada, confiando apenas nos gráficos integrados Intel Arc.
O Book6 Pro pesa apenas 1,24 quilogramas na versão de 14 polegadas, tornando-o extremamente portátil. A espessura de 11,6 milímetros no modelo menor e 11,9 milímetros no maior fazem dele um dos notebooks mais finos do mercado.
As baterias variam entre 67,18 watts-hora (14 polegadas) e 78,07 watts-hora (16 polegadas), com carregamento de 65 watts via USB-C. A Samsung promete autonomia semelhante ao Ultra, chegando a 30 horas em condições ideais.
Galaxy Book6 Padrão: A Opção Acessível
O modelo padrão é mais básico, com tela IPS LCD de 350 nits de brilho (disponível em 14 e 16 polegadas), processadores Intel Core Ultra de geração anterior e bateria menor de 61,20 watts-hora com carregamento de 45 watts.
Este modelo é voltado para estudantes, usuários corporativos e quem busca um notebook confiável para tarefas do dia a dia sem necessidade de recursos premium.
Preços e Lançamento
A Samsung ainda não divulgou preços oficiais no Brasil, mas nos Estados Unidos espera-se que o Galaxy Book6 Ultra comece entre 2.000 e 2.500 dólares, o Pro entre 1.400 e 1.900 dólares, e o modelo padrão entre 900 e 1.300 dólares. O lançamento está previsto para o final de janeiro de 2026 em mercados selecionados.
Lenovo ThinkPad X1 Carbon Gen 14 Aura Edition: O Profissional Ultraportátil

A Lenovo trouxe para a CES 2026 uma atualização significativa de sua linha corporativa ThinkPad, com destaque para o ThinkPad X1 Carbon Gen 14 Aura Edition. Este notebook impressiona ao pesar menos de 1 quilograma, tornando-se um dos mais leves do mercado sem sacrificar desempenho.
Inovação no Design: Space Frame
A grande novidade é o design Space Frame, uma inovação de engenharia que reestrutura o interior do notebook, permitindo posicionar componentes em ambos os lados da placa-mãe. Isso otimiza o espaço interno, melhora o resfriamento e facilita reparos, com portas USB, bateria, teclado, alto-falantes e ventiladores substituíveis.
Além de contribuir para o resfriamento mais eficiente, o Space Frame permitiu à Lenovo adicionar um touchpad háptico maior, melhorando a experiência de uso.
Especificações e Desempenho
O ThinkPad X1 Carbon Gen 14 vem equipado com processadores Intel Core Ultra X7 Series 3, com opção de até 64 gigabytes de memória LPDDR5X e gráficos integrados Intel Arc com 12 núcleos Xe. A tela pode ser escolhida entre um painel IPS WUXGA de 14 polegadas ou OLED de 2,8K.
A Lenovo também destaca as credenciais ambientais do notebook, com uso extensivo de componentes reciclados na tampa, teclado, estrutura da bateria e embalagem.
Preço e Disponibilidade
O ThinkPad X1 Carbon Gen 14 Aura Edition chegará ao mercado no primeiro trimestre de 2026, com preço inicial estimado em 1.999 dólares nos Estados Unidos.
Outros Destaques da CES 2026
A feira trouxe ainda outros lançamentos relevantes que merecem menção:
Asus ROG Zephyrus Duo: Notebook gamer revolucionário com duas telas OLED de 16 polegadas, suporte a GPU Nvidia RTX 5090 e design voltado para criadores que precisam de múltiplas telas portáteis.

MSI Stealth 16 AI+: Com apenas 16,6 milímetros de espessura e menos de 2 quilogramas, combina portabilidade com placas RTX série 50 e processadores Intel Core Ultra 200HX.

Lenovo Legion Pro Rollable: Conceito revolucionário com tela OLED flexível que se expande de 16 para 21,5 ou até 23,8 polegadas, mudando a proporção de aspecto dinamicamente.

Asus ExpertBook Ultra: Ultraportátil que pesa menos de 1 quilograma, com tela OLED 3K tandem de 14 polegadas e revestimento anti-reflexo extremamente eficaz.

Detalhes e comparações: MacBook Pro M5 VS destaques da CES 2026

Antes de mergulharmos nas comparações com os lançamentos da CES 2026, precisamos entender o que a Apple trouxe com o MacBook Pro M5 e como ele se compara com seu antecessor, o M4.
O Que Mudou do M4 para o M5
O MacBook Pro M5 de 14 polegadas desembarca no Brasil por R$ 19.999 na configuração de entrada, com vendas iniciando em 22 de outubro. Embora o preço seja o mesmo do modelo anterior com M4, os ganhos internos são substanciais: desempenho em tarefas de inteligência artificial até 3,5 vezes superior, GPU 60% mais rápida, SSD com velocidade duplicada e bateria prometendo até 24 horas de autonomia.
A Apple manteve o mesmo design unibody de alumínio da geração anterior, com versões de 14 e 16 polegadas nas mesmas cores: prateado, cinza-espacial e preto-espacial. Externamente, tudo permanece igual, mas é por dentro que as mudanças realmente importam.
O chip M5 foi fabricado em um processo de 3 nanômetros de segunda geração, mais maduro e eficiente que o M4. Isso resultou em ganhos de até 20% em desempenho multithread, segundo dados da Apple. A GPU, embora mantenha 10 núcleos, agora incorpora o Neural Accelerators em cada núcleo gráfico, entregando desempenho até 1,6 vez mais rápido em aplicativos profissionais e até 3,5 vezes melhor em tarefas de inteligência artificial.
A largura de banda da memória também deu um salto significativo, passando de 120 GB por segundo para 153 GB por segundo. Isso representa quase 30% a mais de velocidade no fluxo de dados, algo crucial para quem trabalha com arquivos grandes de vídeo, simulações complexas ou modelos locais de inteligência artificial.
O Grande Diferencial: SSD e Armazenamento
Um dos avanços mais expressivos do M5 está no armazenamento. O novo controlador de SSD entrega velocidades de leitura e gravação até duas vezes superiores ao M4. Na prática, isso significa importar projetos RAW, exportar vídeos 8K e executar máquinas virtuais com muito mais agilidade.
Além disso, a Apple finalmente oferece a opção de 4 TB para o modelo de 14 polegadas, algo que antes ficava restrito apenas às versões maiores. As opções agora incluem 512 GB, 1 TB, 2 TB e 4 TB, embora os preços ainda sejam salgados.
Bateria e Eficiência Energética
Mesmo mantendo a mesma capacidade física de bateria do M4 (70 watts-hora no modelo de 14 polegadas e 100 watts-hora no de 16 polegadas), o MacBook Pro M5 entrega autonomia superior graças ao processo de fabricação refinado. A Apple promete até 22 horas de reprodução de vídeo e 15 horas de navegação contínua via Wi-Fi, cerca de uma a duas horas a mais que o modelo anterior.
O sistema de ventilação otimizado, com câmaras de vapor e dissipadores mais densos, ajuda o chip a sustentar frequências mais altas por mais tempo sem que o consumo energético dispare. Isso é especialmente relevante em renderizações longas e compilações pesadas.
Design Idêntico
A Apple adotou abordagem conservadora no design do MacBook Pro M5, mantendo absolutamente tudo igual ao modelo M4 externamente.
Dimensões e Peso Inalterados
O modelo de 14 polegadas mantém:
- Espessura: 1,55 cm
- Largura: 31,26 cm
- Profundidade: 22,12 cm
- Peso: 1,55 kg
Essas medidas permanecem entre as melhores da indústria para laptop profissional com essa potência. O MacBook Pro de 14″ continua sendo surpreendentemente portátil considerando o hardware interno.
Para comparação, muitos notebooks Windows com especificações similares pesam 1,8 a 2,2 kg e têm espessura acima de 2 cm. A engenharia de miniaturização da Apple permanece classe líder.
Acabamentos Clássicos
As opções de cor continuam sendo:
- Prateado (Space Silver)
- Preto-espacial (Space Black)
O acabamento anodizado fosco permanece, reduzindo marcas de dedos e conferindo uma aparência premium discreta.
Estrutura Unibody de Alumínio
O chassi unibody usinado em alumínio de peça única garante rigidez estrutural excepcional. Não há flexão ou torção mesmo sob pressão considerável, protegendo componentes internos delicados.
Por que não Mudou?
Agora vamos ao que realmente interessa: como esses notebooks se comparam diretamente em especificações, desempenho e experiência de uso.
Processador e Desempenho de CPU

O chip M5 da Apple mantém 10 núcleos de CPU (6 de desempenho e 4 de eficiência) e opera dentro de uma arquitetura integrada que combina CPU, GPU e Neural Engine. A Apple afirma que o M5 oferece até 20% mais desempenho multithread em relação ao M4 e possui o núcleo de alta performance mais rápido do mundo em single-thread.
Os processadores Intel Core Ultra Series 3 Panther Lake trazem configurações variadas. O topo de linha Core Ultra X9 388H oferece até 16 núcleos (uma mistura de núcleos de desempenho e eficiência) operando a até 5,1 gigahertz. A Intel promete até 60% mais desempenho de CPU em comparação com a geração anterior e até 77% melhor desempenho em jogos.
Em testes sintéticos de compilação de código no Xcode, a Apple mostra que o MacBook Pro M5 é até 1,2 vez mais rápido que o M4 e até 2,1 vezes mais rápido que o M1. Comparado com modelos Intel, o ganho pode chegar a 5,5 vezes em relação a processadores da geração anterior.
No entanto, a comparação direta entre chips Apple e Intel é complexa porque envolvem arquiteturas fundamentalmente diferentes. O M5 foi projetado para eficiência e integração, enquanto o Panther Lake busca desempenho bruto e versatilidade.
GPU e Desempenho Gráfico
Aqui é onde as diferenças começam a ficar mais evidentes. O MacBook Pro M5 mantém 10 núcleos de GPU, mas com a adição da Neural Accelerators em cada núcleo, oferecendo desempenho gráfico até 1,6 vez mais rápido que o M4 em aplicativos profissionais.
Em jogos e aplicativos com traçado de raios (ray tracing), a Apple afirma que o M5 entrega taxas de quadros até 1,6 vez maiores que o M4 e até 6,8 vezes mais rápidas que o M1. Em renderização 3D no Blender, o ganho é de até 1,7 vez em relação ao M4.

Os notebooks com Intel Panther Lake oferecem gráficos integrados Intel Arc com a arquitetura Xe3, disponível em configurações de até 12 núcleos. A Intel promete um desempenho até 70% superior à geração anterior em jogos com suporte a tecnologias como XeSS 3 (super amostragem) e XeLL (baixa latência).
No entanto, a grande vantagem dos concorrentes está na possibilidade de adicionar GPUs dedicadas. O Samsung Galaxy Book6 Ultra, por exemplo, pode ser equipado com placas Nvidia RTX 5060 ou RTX 5070, oferecendo poder gráfico muito superior para tarefas de renderização 3D, edição de vídeo profissional e jogos exigentes.
O MacBook Pro M5, por outro lado, não oferece opção de GPU dedicada, confiando apenas nos gráficos integrados do chip. Para muitos profissionais de vídeo e 3D, isso pode ser uma limitação significativa.
Inteligência Artificial e Neural Engine
A inteligência artificial é o grande campo de batalha desta geração. O chip M5 traz um Neural Engine de 16 núcleos otimizado, capaz de processar até 50 trilhões de operações por segundo (TOPS). Com os Neural Accelerators na GPU, o desempenho em tarefas de IA é até 3,5 vezes melhor que o M4, segundo a Apple.
Isso permite executar modelos de linguagem grandes (LLMs) localmente, gerar imagens com difusão estável, fazer transcrições em tempo real e aproveitar todos os recursos da Apple Intelligence nativamente no macOS Tahoe, o sucessor do Sequoia.
Os processadores Intel Core Ultra Series 3 também vêm equipados com NPU (Neural Processing Unit) dedicada, oferecendo até 50 TOPS de desempenho em IA. A Intel afirma que isso permite executar tarefas como limpeza de imagem, tradução instantânea e busca inteligente diretamente no dispositivo, sem depender da nuvem.
Na prática, ambas as plataformas são extremamente capazes em processamento de IA local. A diferença está no ecossistema: a Apple Intelligence é profundamente integrada ao macOS e aos aplicativos nativos da Apple, enquanto a solução Intel funciona melhor com o Copilot+ do Windows 11 e aplicativos de terceiros otimizados.
Memória e Armazenamento
O MacBook Pro M5 utiliza memória unificada, compartilhada entre CPU, GPU e Neural Engine. As configurações vão de 16GB (padrão) até 48GB, com largura de banda de 153GB por segundo. Esse design integrado reduz a latência e melhora a eficiência, mas não permite upgrades futuros.
Os notebooks Windows oferecem memória LPDDR5X soldada (não atualizável), mas com opções de até 64GB no Dell XPS e Samsung Galaxy Book6 Ultra. A memória não é compartilhada como no M5, o que pode significar menor eficiência em alguns cenários, mas maior flexibilidade em outros.
Em armazenamento, o MacBook Pro M5 agora oferece até 4TB, com velocidades de SSD até duas vezes superiores ao M4. Os concorrentes também oferecem até 4TB em alguns modelos, com velocidades PCIe 5.0 que chegam a 7.000 MB por segundo nos modelos topo de linha.
Tela: Display Liquid Retina XDR vs OLED Tandem vs LCD
A tela é um dos pontos fortes do MacBook Pro. O display Liquid Retina XDR mini-LED oferece 14,2 polegadas com resolução de 3024 x 1964 pixels, brilho sustentado de 1.200 nits e pico de 1.800 nits em conteúdo HDR. A taxa de atualização ProMotion de 120 hertz, cobertura de cores P3 e contraste de 1.000.000:1 fazem dele uma das melhores telas do mercado.
Os Dell XPS 14 e 16 oferecem opções de LCD de 1920 x 1200 pixels com taxa variável de 1 a 120 hertz (excelente para economia de bateria) ou OLED tandem com resoluções de 2880 x 1800 e 3200 x 2000 pixels. A tecnologia OLED tandem utiliza dois painéis empilhados para um maior brilho e longevidade.
O Samsung Galaxy Book6 Pro e Ultra trazem painéis AMOLED 2X de 2880 x 1800 pixels, com brilho certificado de 1.300 nits e pretos verdadeiros de 0,0005 nits. A proteção Gorilla Glass com DXC reduz reflexos em até 75%, sendo ideal para trabalhar em ambientes externos.
Cada tecnologia tem suas vantagens. O mini-LED do MacBook oferece controle preciso de zonas locais de escurecimento e longevidade comprovada. O OLED entrega pretos perfeitos e resposta instantânea, mas pode apresentar burn-in ao longo do tempo. O LCD economiza bateria, mas não alcança o mesmo contraste.
Bateria e Autonomia Real
A Apple promete até 24 horas de reprodução de vídeo no MacBook Pro M5, com 22 horas de uso geral. O carregamento rápido via MagSafe 3 permite atingir 50% em 30 minutos com adaptador de 96 watts ou superior.
A Dell afirma que o XPS 14 e XPS 16 podem alcançar até 27 horas de autonomia geral e mais de 40 horas em reprodução local de vídeo, especialmente nas configurações com tela LCD. O carregamento é via USB-C, com adaptadores de 100 watts.
A Samsung promete até 30 horas de bateria no Galaxy Book6 Ultra e Pro, com carregamento de 100 watts no Ultra (140 watts com GPU Nvidia) e 65 watts no Pro.
Na prática, esses números são alcançados apenas em condições ideais e controladas. O uso real tende a ser 30% a 50% menor, dependendo da carga de trabalho. Ainda assim, todos os modelos oferecem autonomia suficiente para um dia completo de trabalho sem tomada.
Conectividade e Portas
O MacBook Pro M5 oferece três portas Thunderbolt 4 (USB-C), HDMI 2.1, leitor de cartão SDXC, conector MagSafe 3 e entrada P2 para fones de ouvido. Também inclui Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.4.
O Dell XPS eliminou completamente as portas USB-A tradicionais, oferecendo apenas três portas USB-C Thunderbolt 4, além de Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.0. A ausência de HDMI e de leitor de cartões exige o uso de adaptadores.
O Samsung Galaxy Book6 mantém configuração semelhante, com foco em USB-C e tecnologias sem fio de última geração. O modelo Ultra com GPU Nvidia inclui portas adicionais para acomodar a maior demanda de energia.
Comparações Técnicas:
| Categoria | MacBook Pro 14” M5 | MacBook Pro 16” M5 | Dell XPS 14 | Dell XPS 16 | Samsung Galaxy Book6 Ultra 16” | Lenovo ThinkPad X1 Carbon Gen 14 Aura |
|---|---|---|---|---|---|---|
| PROCESSADOR | Apple M5 (3nm) | Apple M5 (3nm) | Intel Core Ultra Series 3 (Panther Lake) | Intel Core Ultra Series 3 | Intel Core Ultra Series 3 | Intel Core Ultra X7 Series 3 |
| 10 núcleos (4P + 6E) | 10 núcleos (4P + 6E) | Até 16 núcleos (P+E+LP-E) | Até 16 núcleos | Até Core Ultra 9 | X-series ultrabook | |
| 4,6 GHz máx | 4,6 GHz máx | Até 5,1 GHz | Até 5,1 GHz | Até 5,1 GHz | Não especificado | |
| GPU | Apple GPU 10-core | Apple GPU 10-core | Intel Arc Xe3 (12 Xe) | Intel Arc Xe3 | Intel Arc Xe3 + RTX 5060/5070 (opcional) | Intel Arc Xe3 |
| Ray Tracing 3ª gen | Ray Tracing 3ª gen | Ray Tracing + XeSS 3 | Ray Tracing + XeSS 3 | RTX: DLSS 4 + RT 4ª gen | Ray Tracing | |
| IA / NPU | 50 TOPS | 50 TOPS | 50 TOPS | 50 TOPS | 50 TOPS + CUDA/Tensor (RTX) | ~50 TOPS (estimado) |
| Neural Engine 16c | Neural Engine 16c | Intel NPU | Intel NPU | Intel NPU + Nvidia AI | Intel NPU | |
| MEMÓRIA | LPDDR5X unificada | LPDDR5X unificada | LPDDR5X | LPDDR5X | LPDDR5X | LPDDR5X |
| 16–32 GB | 16–32 GB | Até 64 GB | Até 64 GB | Até ~64 GB | Até 64 GB | |
| 153 GB/s | 153 GB/s | 5600–7200 MHz | 5600–7200 MHz | Não especificado | Não especificado | |
| ARMAZENAMENTO | SSD NVMe PCIe | SSD NVMe PCIe | PCIe 5.0 (2 slots) | PCIe 5.0 | NVMe (até 4 TB) | NVMe |
| Até 4 TB | Até 4 TB | Até 4 TB | Até 4 TB | Até 2–4 TB | Até 2 TB | |
| TELA | 14,2” mini-LED XDR | 16,2” mini-LED XDR | 14” LCD ou OLED Tandem | 16” LCD ou OLED Tandem | 16” AMOLED 2X | 14” IPS ou OLED |
| 3024×1964 | 3456×2234 | Até 3K OLED | Até 3.2K OLED | 2880×1800 OLED | 1920×1200 ou 2.8K OLED | |
| 1.800 nits HDR | 1.800 nits HDR | ~500 nits (OLED) | ~500 nits | 1.300 nits | Não especificado | |
| 120 Hz ProMotion | 120 Hz ProMotion | 1–120 Hz | 1–120 Hz | 30–120 Hz | 120 Hz | |
| BATERIA | 72,4 Wh | 100 Wh | — | — | 80,2 Wh | — |
| Até 24 h vídeo | Até 24 h vídeo | Até 40 h (LCD) | Similar ao 14” | Até 30 h vídeo | ~24 h | |
| PESO | 1,55 kg | 2,15 kg | 1,36 kg | Maior que 14” | ~2,2–2,5 kg | ~0,99 kg |
| ESPESSURA | 15,5 mm | 16,8 mm aprox | 14,6 mm | Similar | ~18–22 mm | ~11 mm |
| PORTAS | TB4, HDMI 2.1, SDXC | TB4, HDMI 2.1, SDXC | 3× TB4 | 3× TB4 | TB4, HDMI 2.1 | TB4, USB-A, HDMI |
| WIRELESS | Wi-Fi 6E / BT 5.4 | Wi-Fi 6E / BT 5.4 | Wi-Fi 7 / BT 6.0 | Wi-Fi 7 / BT 6.0 | Wi-Fi 7 | Wi-Fi 7 |
| SISTEMA | macOS Tahoe | macOS Tahoe | Windows 11 + Copilot+ | Windows 11 | Windows 11 | Windows 11 |
| PREÇO BASE (EUA) | US$ 1.599 | ~US$ 1.999 | US$ 2.049 | US$ 2.199 | US$ 2.000–2.500 | US$ 1.999 |
| FOCO | Criadores / Pro | Criadores / Pro | Mobilidade + IA | Tela grande | GPU dedicada + OLED | Ultrabook extremo |
Desempenho em Cenários Reais: Quem se sai melhor?
Números de benchmark são importantes, mas o desempenho em situações do dia a dia é o que realmente importa. Vamos analisar como esses notebooks se comportam em diferentes fluxos de trabalho.
Edição de Vídeo e Pós-Produção
Para editores de vídeo, o MacBook Pro M5 continua sendo uma escolha sólida. O Media Engine dedicado acelera a codificação e a decodificação dos formatos como HEVC, ProRes e ProRes RAW. Com o Final Cut Pro, o M5 consegue editar múltiplas camadas de vídeo 8K com efeitos e correção de cor sem engasgos.
A Apple mostra que a otimização de vídeo com IA no Topaz Video AI é até 1,8 vez mais rápida no M5 em comparação com o M4. Exportações de projetos complexos também são significativamente mais ágeis.
Os notebooks Windows com Panther Lake e GPUs dedicadas como o Samsung Galaxy Book6 Ultra oferecem vantagens em softwares como Adobe Premiere Pro e DaVinci Resolve, especialmente em tarefas que se beneficiam de CUDA cores da Nvidia. A RTX 5070, por exemplo, acelera a renderização de efeitos e exportação com codificação por hardware.
No entanto, o ecossistema da Apple é mais polido. O Final Cut Pro e o Motion foram otimizados especificamente para o chip M, oferecendo melhor integração e previsibilidade de desempenho.
Modelagem 3D e Renderização
Em renderização 3D no Blender, o MacBook Pro M5 mostra ganhos de até 1,7 vez em relação ao M4. Para projetos com traçado de raios, o desempenho é até 6,8 vezes superior ao M1.
Porém, quando comparado a notebooks com GPUs dedicadas como RTX 5060 ou 5070, o M5 fica em desvantagem. Aplicativos como Blender Cycles, V-Ray e Octane Render se beneficiam enormemente de CUDA e OptiX, tecnologias proprietárias da Nvidia que aceleram renderização por um fator de 3 a 5 vezes em comparação com gráficos integrados.
Para arquitetos, designers de produto e artistas 3D que trabalham com cenas complexas, um notebook Windows com GPU dedicada pode ser a melhor escolha, mesmo que sacrifique um pouco de portabilidade e autonomia de bateria.
Desenvolvimento de Software e Machine Learning
Desenvolvedores que trabalham com compilação de código, execução de contêineres Docker e máquinas virtuais apreciarão o MacBook Pro M5. A compilação no Xcode é até 1,2 vez mais rápida que no M4, e a execução de simuladores iOS é extremamente fluida.
Para cientistas de dados e engenheiros de machine learning, a situação é mais complexa. O M5 pode executar modelos de IA localmente com excelente eficiência graças ao Neural Engine, mas muitos frameworks e bibliotecas ainda são otimizados primeiro para GPUs Nvidia com suporte a CUDA.
Notebooks Windows com RTX série 50 oferecem acesso direto a todo o ecossistema CUDA, PyTorch e TensorFlow sem camadas de abstração, o que pode acelerar o treinamento e a inferência de modelos complexos.
Criação de Conteúdo e Design Gráfico
Para designers gráficos e ilustradores digitais, o MacBook Pro M5 é difícil de bater. A combinação de tela mini-LED com a calibração de cores precisa, stylus compatível e integração profunda com aplicativos como Adobe Creative Suite torna a experiência extremamente fluida.
Os notebooks Windows com telas OLED também oferecem cores vibrantes e pretos profundos, mas a tecnologia mini-LED do MacBook evita problemas como burn-in e degradação ao longo do tempo, além de oferecer brilho sustentado superior para trabalhar em ambientes muito iluminados.
Produtividade Corporativa e Multitarefa
Para usuários corporativos que trabalham com planilhas, apresentações, navegação web e videoconferências, qualquer um desses notebooks oferecerá desempenho mais do que suficiente.
A diferença está no ecossistema. Se você já está investido no mundo Apple com iPhone, iPad e Apple Watch, a integração com Continuidade, Handoff e AirDrop torna o MacBook Pro M5 uma escolha natural. Se sua empresa usa infraestrutura Windows e aplicativos corporativos baseados em Microsoft 365, os notebooks Dell ou Samsung farão mais sentido.
Sistema Operacional: macOS Tahoe vs Windows 11 com Copilot+
O sistema operacional é tão importante quanto o hardware. Vamos comparar as experiências oferecidas pelo macOS Tahoe (sucessor do Sequoia) e pelo Windows 11 com recursos Copilot+.
macOS Tahoe e Apple Intelligence 2.0
O macOS Tahoe foi projetado especificamente para aproveitar os chips com arquitetura de 3 nanômetros e recursos avançados de inteligência artificial. A Apple Intelligence 2.0 executa modelos de IA generativa completamente no dispositivo, sem depender da nuvem.
Recursos incluem resumo automático de emails e documentos, transcrição de áudios em tempo real, edição de fotos com comandos em linguagem natural e assistência contextual integrada aos aplicativos nativos. O sistema aprende com seus hábitos de uso para oferecer sugestões relevantes sem comprometer privacidade.
A integração profunda com o ecossistema Apple é outro diferencial. Recursos como Continuidade permitem começar uma tarefa no iPhone e continuar no Mac sem esforço. O Handoff neural, otimizado para o M5, reduz latência na troca entre dispositivos.
O novo design Liquid Glass oferece Central de Controle moderna, barra de menus transparente e maior personalização visual. Atualizações importantes no Spotlight facilitam descoberta de aplicativos e arquivos, permitindo até executar ações como enviar emails diretamente da barra de busca.
Windows 11 e Copilot+
O Windows 11 com recursos Copilot+ traz inteligência artificial integrada ao sistema operacional, mas com abordagem diferente da Apple. Grande parte do processamento ainda depende da nuvem, embora as NPUs dos processadores Panther Lake permitam executar algumas tarefas localmente.
O Copilot+ oferece assistência em tempo real para tarefas como redigir emails, criar apresentações, editar imagens e resumir documentos. A integração com Microsoft 365 é profunda, facilitando fluxos de trabalho corporativos.
Recursos como Windows Studio Effects melhoram qualidade de vídeo em chamadas com desfoque de fundo aprimorado, enquasmento automático e iluminação artificial. O Recall permite buscar qualquer coisa que você viu na tela usando descrições em linguagem natural, embora tenha gerado controvérsias de privacidade.
A grande vantagem do Windows 11 é compatibilidade. Milhares de aplicativos corporativos, jogos e ferramentas especializadas funcionam nativamente no Windows, enquanto o macOS ainda enfrenta limitações em alguns nichos.
Privacidade e Segurança
A Apple posiciona privacidade como diferencial competitivo. Todo processamento de Apple Intelligence ocorre no dispositivo, com dados protegidos por criptografia de ponta a ponta. A empresa afirma que não coleta, armazena ou compartilha informações pessoais processadas pela IA.
A Microsoft adota abordagem mais híbrida, processando algumas tarefas localmente e outras na nuvem. Isso oferece maior flexibilidade e acesso a modelos mais poderosos, mas levanta questões sobre privacidade e segurança de dados.
Para profissionais que trabalham com informações sensíveis (médicos, advogados, jornalistas), a abordagem on-device da Apple pode ser decisiva.
Ecossistema e Integração: Apple vs Windows
O ecossistema ao redor do dispositivo influencia profundamente a experiência de uso e deve ser considerado na decisão de compra.
Universo Apple
Se você já possui iPhone, iPad, Apple Watch ou AirPods, o MacBook Pro M5 oferece integração que nenhum concorrente consegue replicar. Recursos como:
- Universal Control: Use um único teclado e mouse para controlar o Mac e o iPad simultaneamente, arrastando arquivos entre os dispositivos como se fossem um só.
- AirDrop: Compartilhe arquivos instantaneamente entre dispositivos Apple sem configuração ou aplicativos de terceiros.
- Continuidade de Câmera: Use o iPhone como webcam de altíssima qualidade para chamadas no Mac, com enquadramento automático e modo Palco Central.
- Handoff: Comece uma tarefa em um dispositivo e continue em outro sem esforço, com sincronização instantânea.
- Mensagens e FaceTime: Acesse suas conversas do iMessage e faça chamadas FaceTime diretamente do Mac.
- Clipboard Universal: Copie texto, imagens ou arquivos em um dispositivo Apple e cole em outro automaticamente.
Essa integração cria uma experiência fluida que economiza tempo e economiza o tempo no dia a dia. Para quem vive no ecossistema Apple, sair dele pode ser difícil.
Ecossistema Windows: Flexibilidade e Compatibilidade
O Windows oferece vantagens diferentes. A compatibilidade com milhares de periféricos, desde monitores até impressoras, scanners e dispositivos especializados, é praticamente universal. Não há preocupação se determinado hardware funcionará ou não.
A integração com serviços Microsoft 365, OneDrive, Teams e SharePoint é profunda, facilitando a colaboração em ambientes corporativos. A maioria das empresas usa infraestrutura Windows, tornando a integração com sistemas internos mais simples.
Para gamers, o Windows é praticamente obrigatório. A maioria dos jogos AAA é lançada exclusivamente para Windows, e tecnologias como DirectX 12 Ultimate, Ray Tracing e DLSS funcionam melhor no ecossistema da Microsoft.
A plataforma também oferece maior flexibilidade na escolha de hardware. Não gostou do Dell XPS? Experimente Lenovo, HP, Asus ou Samsung. Todos rodam o mesmo sistema operacional, permitindo trocar de marca sem reaprender os fluxos de trabalho.
Qual Ecossistema escolher?
A decisão depende de onde você já está investindo. Se você possui vários dispositivos Apple e aprecia a integração, o MacBook Pro M5 reforça essa experiência. Se trabalha em ambiente corporativo Windows ou precisa de software específico que não existe para macOS, os notebooks com Panther Lake fazem mais sentido.
Para quem está começando do zero ou planeja migrar de ecossistema, considere não apenas o custo do notebook, mas também de periféricos, aplicativos e possível reaprendizado dos fluxos de trabalho.
Sustentabilidade e Impacto Ambiental
Em 2026, a sustentabilidade não é mais opcional. Consumidores conscientes querem saber o impacto ambiental de seus dispositivos.
Apple e a Meta de Carbono Neutro
A Apple tem o plano Apple 2030, compromisso ambicioso de alcançar neutralidade de carbono em toda operação até o final desta década. O MacBook Pro M5 é fabricado com 45% de conteúdo reciclado, incluindo 100% de alumínio reciclado na estrutura, 100% de metais de terras raras reciclados em ímãs e 100% de cobalto reciclado na bateria.
A produção utiliza 55% de eletricidade renovável, principalmente energia eólica e solar, em toda cadeia de fornecimento. A embalagem é 100% composta de fibras que podem ser recicladas facilmente, sem o uso de plástico.
A Apple também oferece um programa Trade In, permitindo trocar dispositivos antigos por crédito na compra de novos, garantindo descarte responsável e reutilização de componentes. A empresa projeta seus dispositivos para durarem, com suporte de software líder da indústria e uma eficiência energética rigorosa.
Dell e Sustentabilidade
A Dell também investe pesado em sustentabilidade. A linha XPS utiliza embalagens 100% recicláveis, com uso de bambu e fibras moldadas em vez de plástico. A empresa se comprometeu a usar 50% de materiais reciclados em todos os produtos até 2030.
O design modular da nova geração XPS facilita reparos, prolongando a vida útil dos dispositivos. A Dell oferece programa de reciclagem global, aceitando dispositivos de qualquer marca para um descarte responsável.
Samsung e Responsabilidade Ambiental
A Samsung incorpora plásticos reciclados de oceanos e resíduos eletrônicos em seus produtos. A linha Galaxy Book6 utiliza alumínio reciclado e embalagens sem plástico, com metas agressivas de redução de emissões.
A empresa também investe em programas de coleta e reciclagem, operando centros de processamento de resíduos eletrônicos em diversos países.
Veredito de Sustentabilidade
Todas as marcas demonstram comprometimento real com sustentabilidade, mas a Apple lidera em transparência e metas quantificáveis. A combinação de longevidade (suporte de software por seis a oito anos), materiais reciclados e programa Trade In robusto torna o MacBook Pro M5 a escolha mais sustentável para consumidores conscientes.
Preço e Custo-Benefício: Onde investir o seu Dinheiro?
Vamos agora ao aspecto que pode definir sua decisão: o preço. Como esses notebooks se comparam em termos de valor pelo que oferecem?
MacBook Pro M5: Investimento Premium
No Brasil, o MacBook Pro M5 de 14 polegadas começa em 20.000 reais na configuração base com 16GB de memória e 512GB de SSD. A versão com 32GB de memória e 4TB de armazenamento pode chegar a 39.200 reais.
Comparado com o preço de lançamento do M4, a Apple manteve os valores inalterados, o que na prática representa um melhor custo-benefício considerando as melhorias internas. Para estudantes e professores, há um desconto educacional de cerca de 1.200 reais, reduzindo o preço inicial para 18.799 reais. Para falar a verdade, não é um desconto que causa tanto impacto assim na realidade da maioria dos Brasileiros.
Dell XPS: Premium com Flexibilidade
Nos Estados Unidos, o Dell XPS 14 começa em 2.049 dólares, enquanto o XPS 16 parte de 2.199 dólares. Convertendo pela cotação atual e adicionando os impostos brasileiros, podemos esperar que os modelos cheguem ao Brasil entre 14.000 e 16.000 reais na configuração base.
Configurações intermediárias, com processador Core Ultra 7 355, 32GB de memória e 1TB de SSD, devem ficar entre 18.000 e 22.000 reais, valores diretamente competitivos com o MacBook Pro M5.
A Dell também prometeu versões de entrada abaixo dos 2.000 dólares para fevereiro de 2026, o que pode trazer opções mais acessíveis entre 11.000 e 13.000 reais no Brasil.
Samsung Galaxy Book6: Três Faixas de Preço
O Samsung Galaxy Book6 padrão deve chegar ao Brasil entre 6.000 e 9.000 reais, posicionando-se como uma opção acessível para estudantes e usuários corporativos básicos.
O Galaxy Book6 Pro, com tela AMOLED e processadores Panther Lake mais potentes, deve ficar entre 10.000 e 14.000 reais nas versões de 14 e 16 polegadas.
O Galaxy Book6 Ultra, topo de linha com opção de GPU dedicada Nvidia RTX 5060 ou 5070, provavelmente chegará entre 15.000 e 25.000 reais, dependendo da configuração. A versão com RTX 5070, 32GB de memória e 2 TB pode ultrapassar dos 28.000 reais.
Análise de Custo-Benefício
Considerando apenas o preço inicial, os notebooks Windows oferecem mais opções de entrada e configurações intermediárias que podem ser mais acessíveis que o MacBook Pro M5.
No entanto, o custo-benefício envolve outros fatores além do preço de compra. O MacBook Pro historicamente mantém melhor valor de revenda. Um MacBook Pro de três anos pode ser vendido por 60% a 70% do valor original, enquanto notebooks Windows depreciam mais rapidamente, mantendo cerca de 40% a 50% do valor após o mesmo período.
A longevidade de suporte também é importante. A Apple oferece atualizações de macOS por seis a oito anos após o lançamento, enquanto notebooks Windows recebem suporte do fabricante por três a cinco anos em média.
Para quem planeja manter o notebook por cinco anos ou mais, o MacBook Pro M5 pode ter um custo total de propriedade menor, especialmente considerando o valor de revenda.
Afinal, vale a pena investir no MacBook Pro M5 em 2026?
Depois de analisar as especificações, desempenho, preço e ecossistema, chegamos à pergunta que iniciou este artigo: Vale a pena investir no MacBook Pro M5 após os lançamentos da CES 2026?
A resposta, como sempre, depende do seu perfil e das necessidades.
Para quem o MacBook Pro M5 é a Melhor Escolha?
O MacBook Pro M5 continua sendo excelente opção para:
- Criadores de conteúdo no ecossistema Apple: Se você edita vídeos no Final Cut Pro, trabalha com Motion Graphics ou usa apps otimizados para chip M, o MacBook Pro M5 oferece experiência fluida e previsível que concorrentes não conseguem replicar.
- Profissionais que valorizam autonomia e portabilidade: As 22 a 24 horas de bateria real, combinadas com peso de 1,6 quilograma e desempenho consistente fora da tomada, tornam o MacBook ideal para trabalhar em movimento.
- Usuários investidos no ecossistema Apple: Se você possui iPhone, iPad e outros dispositivos Apple, a integração via Continuidade, Handoff e AirDrop justifica o investimento.
- Quem busca longevidade: O suporte de software da Apple (seis a oito anos) e melhor valor de revenda tornam o custo total de propriedade competitivo, mesmo com preço inicial elevado.
- Profissionais que trabalham com dados sensíveis: A abordagem on-device da Apple Intelligence garante privacidade superior para médicos, advogados e jornalistas.
Quando os Concorrentes Fazem Mais Sentido?
Por outro lado, os notebooks apresentados na CES 2026 são melhores para:
- Profissionais 3D e VFX que precisam de GPU dedicada: Se você trabalha com renderização pesada, simulações complexas ou efeitos visuais em softwares como Blender, V-Ray ou After Effects, um Samsung Galaxy Book6 Ultra com RTX 5070 oferecerá desempenho muito superior.
- Gamers e entusiastas: Embora o MacBook Pro M5 rode alguns jogos AAA razoavelmente bem, ele não foi projetado para isso. Notebooks Windows com RTX série 50 entregam uma experiência gaming muito superior.
- Usuários corporativos em ambientes Windows: Se sua empresa usa infraestrutura Microsoft, Active Directory e aplicativos exclusivos para Windows, notebooks Dell XPS ou Lenovo ThinkPad eliminam camadas de compatibilidade e integração.
- Quem busca melhor custo inicial: Os notebooks Windows oferecem mais opções em diferentes faixas de preço, permitindo começar com investimento menor e fazer upgrades graduais.
- Desenvolvedores focados em machine learning: Se você trabalha com frameworks que dependem de CUDA e precisa treinar modelos complexos localmente, GPUs Nvidia ainda levam vantagem.
O Veredito Final
O MacBook Pro M5 não perdeu a relevância após a CES 2026. Ele continua sendo um notebook profissional excepcional que equilibra desempenho, eficiência e experiência de uso de forma exemplar.
Os lançamentos da CES 2026 trouxeram concorrentes fortes que desafiam a liderança da Apple em áreas específicas. Os Dell XPS impressionam com design refinado e Wi-Fi 7. O Samsung Galaxy Book6 Ultra oferece GPU dedicada e tela AMOLED espetacular. O Lenovo ThinkPad X1 Carbon pesa menos de 1 quilograma sem sacrificar o desempenho.
No entanto, nenhum deles oferece a combinação completa de chip otimizado, integração de ecossistema, longevidade de suporte e experiência polida que o MacBook Pro M5 entrega. A Apple continua liderando em criar produtos que funcionam excepcionalmente bem como parte de um sistema maior.
Para quem já está no ecossistema Apple ou valoriza as qualidades específicas do macOS, o MacBook Pro M5 continua valendo cada centavo dos 20.000 reais, é claro que você ter bala na agulha para pagar essa quantia. Caso contrário, para quem não está disposto a pagar por um MacBook, e busca flexibilidade, compatibilidade ou desempenho bruto em tarefas específicas, os lançamentos da CES 2026 oferecem alternativas convincentes que merecem consideração.
