Processadores Apple M5 Pro e M5 Max: Nova Arquitetura de Chips Fusion e CPU de 18 Núcleos com Supernúcleos

Os Novos MacBook Pro de 14 e 16 Polegadas chegam com a Arquitetura Fusion, que une Dois Chips de 3 Nanômetros em um Único Processador, CPU de 18 Núcleos com Supernúcleos, GPU de até 40 Núcleos, SSD com Velocidade de 14,5 GB/s e Desempenho de IA até 8 vezes Maior que o M1.

(Imagem: Reprodução/Apple)
(Imagem: Reprodução/Apple)

Desde o lançamento do primeiro chip M1 em 2020, a Apple seguiu uma estratégia previsível de escalonamento do Apple Silicon: Para criar chips mais poderosos para a linha Pro e Max, a empresa ampliava um único die (a pastilha de silício onde os transistores são gravados) adicionando mais núcleos de CPU, GPU e aumentando a memória unificada. Funcionou muito bem por quatro gerações.

Com os Processadores Apple M5 Pro e M5 Max, anunciados na terça-feira, 3 de março, essa estratégia mudou. Em vez de ampliar um único chip, a Apple passou a combinar dois dies de 3 nanômetros de terceira geração em um único sistema em um chip, usando o que a empresa chama de arquitetura Fusion.

Os dois chips são unidos por interconexões de largura de banda ultra-alta e baixa latência, permitindo que o macOS trate como um único processador unificado.

Essa mudança é estrutural, não apenas incremental. Ela espelha a abordagem já usada nos chips Ultra para computadores de mesa Mac Pro e Mac Studio, mas é a primeira vez que essa arquitetura de dois chips em um único encapsulamento chega a um laptop.

No Brasil, o MacBook Pro de 14 polegadas com M5 Pro parte de R$ 26.999 (R$ 25.199 para educação), enquanto o modelo de 16 polegadas começa em R$ 33.999 (R$ 31.499 para educação).

As versões com M5 Max custam a partir de R$ 44.999 no modelo de 14 polegadas (R$ 41.199 para educação) e R$ 47.999 no de 16 polegadas (R$ 44.299 para educação). A pré-venda global teve início em 4 de março, com entregas a partir de 11 de março nos mercados onde o produto já está disponível.

O que é a Arquitetura Fusion

Processadores Apple M5 Pro e M5 Max
(Imagem: Reprodução/Apple)

Para entender o que a arquitetura Fusion representa, é preciso entender como os chips de computadores funcionam em termos básicos.

Um die é a pastilha de silício onde todos os transistores e circuitos de um processador são gravados. Cada die tem um tamanho máximo determinado pelas máquinas de fotolitografia que os fabricam. Quando você quer mais desempenho, pode gravar transistores menores (o que aumenta a densidade sem aumentar o tamanho), adicionar mais dies ao encapsulamento ou usar interconexões mais rápidas entre eles.

A Apple escolheu o terceiro caminho para o M5 Pro e o M5 Max. Os chips são construídos usando a nova arquitetura Fusion da Apple, que combina dois chips em um único sistema em um chip (SoC) que reúne uma CPU poderosa, GPU escalável, Media Engine, controlador de memória unificado, Neural Engine e recursos de Thunderbolt 5.

Ele une dois chips de 3 nanômetros de terceira geração com alta largura de banda e baixa latência por meio da tecnologia de encapsulamento avançada.

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A vantagem prática é que o macOS enxerga todo esse conjunto como um único processador coerente. Não há latência adicional perceptível ao sistema operacional, não há divisão de memória entre os dois chips, e os aplicativos não precisam de nenhuma modificação para se beneficiar da capacidade expandida.

A Apple absorveu toda a complexidade da arquitetura no nível do hardware, mantendo a experiência de software simples e unificada que é uma das marcas do Apple Silicon.

A CPU: 18 Núcleos com Supernúcleos de Nova Categoria

Os modelos M5 Pro e M5 Max apresentam uma nova arquitetura de CPU de 18 núcleos. Ela inclui seis núcleos de altíssimo desempenho, agora chamados de supernúcleos, que são os núcleos de CPU mais rápidos do mundo, segundo a Apple.

Além desses núcleos, há 12 núcleos de desempenho totalmente novos, otimizados para cargas de trabalho multithread com baixo consumo de energia.

A distinção entre supernúcleos e núcleos de desempenho é importante para entender o comportamento do processador.

Os supernúcleos são usados para tarefas que demandam o máximo de velocidade em um único encadeamento de processamento, como a compilação de código, a renderização sequencial de um frame de vídeo ou o carregamento de um aplicativo pesado.

Já os núcleos de desempenho são otimizados para eficiência energética em tarefas que podem ser executadas em paralelo, como processar múltiplas faixas de áudio ou rodar processos de fundo.

No geral, a CPU aumenta o desempenho em até 30% para cargas de trabalho profissionais em comparação com o M4 Pro e o M4 Max. Em relação ao M1 Pro e ao M1 Max, o ganho é de até 2,5 vezes no desempenho multithread.

A GPU: Até 40 Núcleos com Neural Accelerator em Cada Um

O salto na GPU é igualmente relevante para profissionais que trabalham com renderização 3D, efeitos visuais, simulações científicas e desenvolvimento de modelos de IA.

O M5 Pro suporta GPUs de até 20 núcleos, enquanto o M5 Max chega a 40 núcleos de GPU. A Apple afirma que cada núcleo da GPU inclui um Acelerador Neural, contribuindo para um desempenho computacional máximo da GPU para IA mais de quatro vezes superior ao do M4 Pro e do M4 Max.

A empresa também registra melhoria de até 35% no ray tracing no M5 Pro e até 30% no M5 Max em comparação com seus equivalentes M4.

O ray tracing (traçado de raios, em português) é uma técnica de renderização que calcula matematicamente como a luz se comporta em uma cena 3D, produzindo reflexos, sombras e transparências com realismo físico. É especialmente importante para animadores 3D, designers de produto e profissionais de efeitos visuais.

A aceleração por hardware do ray tracing no M5 Max torna a renderização de cenas complexas substancialmente mais rápida do que qualquer geração anterior do Apple Silicon.

Para tarefas de IA baseadas em GPU, o ganho é ainda maior. O desempenho em processamento de prompts de modelos de linguagem pode ser até quatro vezes superior em comparação com a geração anterior, enquanto tarefas de geração de imagens com IA podem ser até oito vezes mais rápidas em relação aos modelos com M1.

Isso posiciona o MacBook Pro com M5 Max como uma das estações de trabalho portáteis mais capazes do mundo para execução de modelos de linguagem de grande escala diretamente no dispositivo, sem depender de servidores em nuvem.

Memória Unificada: até 128 GB com 614 GB/s de Largura de Banda

A memória unificada é um dos aspectos mais decisivos dos chips Apple Silicon para usuários profissionais. Em vez de ter blocos de memória separados para a CPU e para a GPU, como nos computadores com processadores Intel e placas de vídeo dedicadas, o Apple Silicon usa um único pool de memória compartilhada por todos os componentes do chip.

Isso elimina a necessidade de copiar dados entre a CPU e a GPU, o que consome tempo e energia em arquiteturas tradicionais. Em tarefas como edição de vídeo em 8K, onde a CPU processa os metadados do arquivo enquanto a GPU renderiza os frames, essa arquitetura unificada faz uma diferença mensurável no desempenho.

O M5 Pro suporta até 64 GB de memória unificada com largura de banda de até 307 GB/s. O M5 Max aumenta esse limite para 128 GB de memória unificada e até 614 GB/s de largura de banda.

A largura de banda de 614 GB/s significa que o M5 Max pode mover 614 gigabytes de dados entre o processador e a memória a cada segundo.

Para comparação, a largura de banda do M4 Max era de 546 GB/s e a do M1 Max era de 400 GB/s. Esse aumento é diretamente relevante para quem trabalha com modelos de linguagem de grande escala, bancos de dados complexos ou cenas 3D com alta densidade de geometria e texturas.

O Neural Engine e a Segurança de Memória

Além da GPU com Aceleradores Neurais em cada núcleo, o M5 Pro e o M5 Max também trazem um Neural Engine dedicado de 16 núcleos com atualização importante. O Neural Engine foi atualizado com uma conexão de maior largura de banda à memória, separando as tarefas de aprendizado da máquina em nível de sistema da computação de IA baseada em GPU.

Essa separação é relevante porque as tarefas de IA de sistema, como as realizadas pelo Apple Intelligence em segundo plano, não competem mais pelos mesmos recursos da GPU que o usuário está usando para renderização 3D ou edição de vídeo. Os dois sistemas de processamento de IA operam de forma mais independente e paralela.

Uma novidade de segurança relevante é o Memory Integrity Enforcement (Imposição de Integridade de Memória). Trata-se de uma proteção de segurança de memória sempre ativa, uma funcionalidade inédita no setor para laptops, projetada para bloquear certos tipos de exploits sem comprometer o desempenho do dispositivo.

Um exploit de memória é um tipo de ataque cibernético que manipula como um programa lê ou escreve dados na memória do sistema para executar código malicioso.

O Memory Integrity Enforcement verifica continuamente a integridade das operações de memória para impedir esses ataques, sem o custo no desempenho que esse tipo de proteção geralmente impõe em arquiteturas de software.

O SSD mais Rápido da História nos MacBooks

A velocidade de leitura e gravação do SSD foi aumentada para taxas de até 14,5 GB/s, o que representa o dobro da velocidade da geração M4.

Para ter uma noção do que isso significa: um arquivo de vídeo RAW de 10 minutos gravado em câmeras profissionais de cinema pode ocupar entre 50 GB e 200 GB. Com o SSD do MacBook Pro M5, carregar ou exportar esse arquivo seria uma questão de poucos segundos, em vez dos minutos que levaria em um SSD convencional.

O armazenamento base do MacBook Pro com M5 Pro começa em 1 TB, e na versão M5 Max o ponto de partida é 2 TB. As configurações podem ir até 8 TB de armazenamento interno, o que torna o MacBook Pro uma estação de trabalho capaz de armazenar projetos completos de alta complexidade sem depender do armazenamento externo.

Thunderbolt 5: Implementação com Controlador Dedicado por Porta

Ambos os chips são compatíveis com Thunderbolt 5, com cada porta controlada por seu próprio controlador integrado para reduzir a disputa por largura de banda. Usuários profissionais que conectam vários monitores de alta resolução ou dispositivos de armazenamento externo de alta velocidade devem observar um desempenho mais consistente e sustentado.

O Thunderbolt 5 opera a velocidades de até 120 Gb/s, três vezes mais rápido que o Thunderbolt 4. Para quem conecta SSDs NVMe externos de alta performance, hubs de conectividade profissionais ou monitores 8K, essa velocidade extra é perceptível no dia a dia.

O detalhe do controlador dedicado por porta é especialmente relevante. Em implementações anteriores, múltiplas portas Thunderbolt compartilhavam um único controlador, o que criava gargalos quando o usuário conectava vários dispositivos de alta velocidade simultaneamente.

Com os controladores individuais por porta, cada dispositivo conectado tem acesso exclusivo à largura de banda máxima da sua porta.

O Media Engine: Codificação de Vídeo Atualizada

A Apple apresentou um Media Engine atualizado que inclui aceleração por hardware para H.264 e HEVC, além de suporte para decodificação AV1. Ele também conta com mecanismos de codificação e decodificação ProRes, oferecendo mais opções de aceleração por hardware para codecs de vídeo modernos.

O Media Engine é um bloco dedicado dentro do chip responsável exclusivamente por processar fluxos de vídeo com alta eficiência energética. Quando você exporta um vídeo no Final Cut Pro ou no DaVinci Resolve, o Media Engine assume a parte mais pesada do trabalho, liberando a CPU e a GPU para outras tarefas.

O suporte à decodificação AV1 é especialmente importante para quem edita conteúdo proveniente do YouTube, Netflix e outras plataformas que adotaram o AV1 como formato padrão. Em gerações anteriores, a decodificação AV1 dependia da CPU, o que consumia mais energia e gerava mais calor.

Bateria: até 24 Horas com Carga mais Rápida

A arquitetura Fusion, com foco absoluto em eficiência energética, permitiu à Apple manter a bateria com duração de até 24 horas no MacBook Pro de 16 polegadas, um número inédito para um laptop profissional de alto desempenho.

O modelo de 14 polegadas oferece até 22 horas de duração, segundo os dados da Apple. Esses números são calculados com condições controladas de uso, mas mesmo com ajuste para cenários reais, o MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max é capaz de durar uma jornada de trabalho inteira sem precisar de tomada, o que é notável para máquinas com esse nível de desempenho.

Design: Fidelidade ao que Funciona

O MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max mantém o design estabelecido pela geração anterior: chassi em alumínio com notch na tela (que abriga a câmera 1080p com Center Stage), sistema de som com seis alto-falantes, dois tweeters e subwoofer, e tela Liquid Retina XDR com ProMotion de 120 Hz em ambos os tamanhos.

O ventoinha de resfriamento ativo permanece, diferenciando o MacBook Pro do MacBook Air e permitindo que o notebook sustente cargas de trabalho intensas por períodos prolongados sem throttling, que é a redução automática de performance para controlar a temperatura.

Os modelos estão disponíveis nas cores Preto-Espacial e Prateado. A opção de tela com vidro nanotexturizado (que reduz reflexos em ambientes com muita luz), disponível como upgrade de R$ 1.800 no Brasil, também retorna em ambos os tamanhos e nas duas versões de chip.

Para Quem é o M5 Pro e para Quem é o M5 Max?

(Fonte: Divulgação/Apple)

A Apple posiciona o M5 Pro para fotógrafos, artistas, modeladores de dados, designers de som e estudantes de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Já o M5 Max é direcionado a animadores 3D, desenvolvedores de aplicativos e pesquisadores de Inteligência Artificial.

Com o M5 Max, os usuários podem explorar novas dimensões criativas graças à GPU de até 40 núcleos e à enorme largura de banda de memória unificada, que permite efeitos visuais avançados e simulações complexas com desempenho incrível. (Fonte: Divulgação/Apple)

Na prática, a distinção mais útil é a seguinte: Se você trabalha com vídeo até 4K, fotografia profissional, desenvolvimento de software, produção musical ou análise de dados, o M5 Pro oferece desempenho mais do que suficiente pelo menor preço de entrada.

Se você trabalha com vídeo em 8K ou RAW de câmeras de cinema, animação 3D complexa com dezenas de milhões de polígonos, treinamento ou inferência de modelos de IA de grande escala, ou qualquer tarefa que se beneficie de mais de 64 GB de RAM, o M5 Max é a escolha correta.

O MacBook Pro Mais Caro da História no Brasil

Na configuração máxima disponível no Brasil, com o chip M5 Max de 16 polegadas, vidro nanotexturizado, GPU de 40 núcleos, 128 GB de memória unificada e SSD de 8 TB, o MacBook Pro chega ao valor de R$ 90.400.

Esse número existe para contextualizar o topo do que é possível, e não como referência de compra para a maioria dos usuários.

Para um animador 3D freelancer ou um pesquisador de IA que substitui uma estação de trabalho desktop de alto custo por um laptop portátil de desempenho equivalente, esse valor pode ser justificável quando comparado com o custo de um sistema desktop dedicado com GPU profissional de alta performance.

Preços Completos no Brasil: Do Modelo Base ao Topo da Linha

O MacBook Pro M5 Pro de 14 polegadas parte de R$ 26.999. O MacBook Pro M5 Pro de 16 polegadas começa em R$ 33.999. O MacBook Pro M5 Max de 14 polegadas tem preço inicial de R$ 44.999. O MacBook Pro M5 Max de 16 polegadas parte de R$ 47.999. Na configuração máxima com 128 GB de RAM, 8 TB de SSD e tela nanotexturizada de 16 polegadas, o preço chega a R$ 90.400.

Para estudantes e profissionais da área de educação, os preços com desconto partem de R$ 25.199 para o M5 Pro de 14 polegadas, R$ 31.499 para o M5 Pro de 16 polegadas, R$ 41.199 para o M5 Max de 14 polegadas e R$ 44.299 para o M5 Max de 16 polegadas.

A Apple Brasil ainda não confirmou data de início das vendas no país, e os dispositivos aparecem no site nacional com a indicação “Confira em breve a disponibilidade”.

Foto de Rodrigo dos Anjos

Rodrigo dos Anjos

Rodrigo é redator do ClicaTech e formado em Ciências da Computação com Especialização em Segurança da Informação. Amante declarado da tecnologia, dedica-se não apenas a acompanhar as tendências do setor, mas também a compreender, aplicar, proteger e explorar soluções que unam inovação, segurança e eficiência.

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Conteúdo elaborado e revisado pela redação do ClicaTech.  Pode conter tradução com auxílio de Inteligência Artificial.

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