Possível lançamento do PS6 em 2027 com chip AMD Orion e arquitetura RDNA 5

Novos Rumores indicam lançamento do PS6 para 2027 com gráficos ultrarrealistas, Inteligência Artificial avançada e consumo de energia reduzido com as tecnologias da AMD

PS6 pode chegar em 2027

A cada nova geração de consoles, cresce a expectativa dos fãs e da indústria por detalhes técnicos, data e inovações sobre o novo PS6. Embora a Sony ainda não tenha feito anúncio oficial, uma série de rumores e vazamentos recentes têm reforçado a hipótese de que o PS6 pode chegar em 2027.

Essas especulações giram em torno de um potente chip da AMD com o codinome Orion, de tecnologias gráficas inovadoras no que tem sido chamado de Project Amethyst, e de um cronograma de produção que, aparentemente, já estaria planejado para o primeiro semestre de 2027.

No entanto, como ocorre com muitos vazamentos sobre tecnologia, muitas informações ainda são incertas, contraditórias ou sujeitas a mudanças.

PS6 pode ser lançado em 2027

Sim. Historicamente a Sony costuma seguir ciclos de lançamento de 6 a 7 anos entre gerações de seus consoles. O Playstation 4 chegou em 2013 e o Playstation 5 em 2020. Isso abre uma janela para que o PS6 chegue por volta de 2027. Alguns analistas chegaram a sugerir 2028, considerando possíveis atrasos ou extensão da vida útil do PS5.

PS6 pode ser lançado em 2027
PS6 (Imagem:ClicaTech)

Mas os rumores recentes apontam para um cronograma de produção já iniciando no primeiro semestre de 2027 e lançamento no final do mesmo ano. Essa janela foi confirmada por insiders como o KeplerL2, conhecido por acertos em hardware da AMD, e pelo canal Moore’s Law Is Dead, que menciona documentos internos da Sony apontando o início de produção entre o começo e metade de 2027.

Apesar disso, devemos ter cautela nas expectativas. O próprio Mark Cerny, arquiteto do Playstation, ao comentar sobre o próximo console, preferiu a expressão “em alguns anos”, o que mantém 2028 como uma margem de segurança, caso o ciclo do PS5 se estenda.

APU AMD Orion e tecnologias envolvidas

Se o PS6 chegar em 2027, sua principal inovação poderá estar na arquitetura que vai operar internamente. O chip semi-customizado da AMD, batizado de Orion, trata-se de uma APU (Accelerated Processing Unit), ou unidade de processamento acelerado, que combina em um único chip a CPU e a GPU (unidade gráfica que processará imagens e efeitos). Esse tipo de integração reduz a latência, melhora a eficiência energética e barateia a produção, um formato já tradicional nos consoles da Sony.

O processo de fabricação de 3 nanômetros da TSMC indica que o chip será extremamente compacto e eficiente. Para contextualizar: quanto menor o número de nanômetros, mais transistores cabem no mesmo espaço, que significa mais potência com menos consumo energético e aquecimento. A estimativa do PS6 é atingir 160W de TDP – sigla para Thermal Design Power, que representa a potência térmica máxima indicando que terá um equilíbrio entre desempenho e economia de energia.

A CPU deve utilizar núcleos Zen 6, uma evolução de arquitetura de processadores da AMD que prioriza instruções por ciclo mais rápidas e com melhor gestão de energia. O rumor fala em uma configuração híbrida, com oito núcleos de alto desempenho (Zen 6C) e de dois núcleos de baixo consumo (zen 6 LP), uma abordagem semelhante ao que ocorre em processadores de PCs e notebooks modernos.

A nova arquitetura RDNA 5

PS6 Lançamento
RDNA5 (Imagem: Reprodução/ ClicaTech)

Na parte gráfica, o PS6 deve estrear a arquitetura RDNA 5, sucessora da RDNA 3 usada nas GPUs Radeon atuais. Essa arquitetura define como os núcleos gráficos processam os pixels, as sombras e as luzes nos jogos.

A AMD trouxe para esta arquitetura o chamado Radiance Cores, um núcleo especializado de processamento dentro da GPU otimizado para acelerar os cálculos do Ray Tracing (Traçado de Raios) e Path Tracing (Traçado de Caminhos). Pense neles como núcleos de processamento feitos sob medida para acelerar os cálculos complexos. São métodos que tentam simular como a luz se comporta no mundo real.

Leia também: PS6 pode ser lançado em 2027 com chip AMD Orion de 3nm e desempenho até 10x superior ao PS5

O Radiance Cores é o núcleo de processamento que descomplica o trabalho que seria muito pesado para os núcleos shaders, o seja as unidades básicas de computação paralelas que rodam pequenos programas chamados shaders. Pense neles como milhares de “artesãos” dentro da sua GPU trabalhando ao mesmo tempo para cobrir a dar forma ao mundo 3D.

O que muda na iluminação dos jogos com o Ray Tracing e o Path Tracing?

O Ray Tracing trata dos raios de luzes virtuais do ponto de vista da câmera (ou seja, dos nossos olhos) para dentro da cena. Quando o raio encontra uma superfície, ele pode refletir, refratar ou ser bloqueado. Ele calcula , por exemplo, reflexos e sombras de forma realista, mas se concentra geralmente nos primeiros saltos de luz.

Já o Path Tracing é uma evolução que calcula o caminho completo (o path) que cada raio de luz percorre, simulando múltiplos saltos de luz de forma contínua e interativa. É um cálculo mais exaustivo e complexo, mas que resulta em uma iluminação e em reflexos mais fiéis, beirando a qualidade cinematográfica.

Mas como esses recursos exigem muito poder de processamento, as empresas de tecnologia estão usando a Inteligência Artificial para “trapacear” de forma elegante, deixando o processo mais rápido sem perder a qualidade.

É aí que entram os recursos Radiance Caching e o Neural Radiance Caching (também chamado de NRC).

Radiance Caching e Neural Radiance Caching

São técnicas que usam a memória para guardar informações de luz que já foram calculadas. O Radiance Caching tradicional armazena o resultado de cálculos complexos de luz indireta (aquela que salta várias vezes) em pontos específicos da cena.

O Neural Radiance Caching, por sua vez, usa uma rede neural, uma espécie de cérebro artificial, para aprender e prever como a luz indireta deve se comportar em áreas da cena. Em vez de calcular tudo do zero a cada frame, o sistema consulta essa “memória neural”, o que reduz drasticamente o tempo de cálculo, melhorando o desempenho especialmente em cenas com o Path Tracing.

Toda essa inteligência artificial e aprendizado de máquina necessita de poder de fogo. É aí que os Neural Arrays entram na jogada.

Inteligência Artificial dentro da GPU com os Neural Arrays

Os Neural Arrays, ou matrizes neurais, são unidades ou blocos de processamento dedicados especializados em processar tarefas de inteligência artificial dentro da GPU. Eles permitem que o console aprenda padrões gráficos e otimize a imagem em tempo real, melhorando a nitidez e o Upscaling sem depender apenas da força bruta da GPU.

Em termos simples, o console “entende” a imagem que está processando e a aprimora automaticamente, algo semelhante ao que já ocorre com o DLSS da Nvidia ou o FSR da AMD. São desenhados para executar as operações matemáticas das redes neurais, acelerando tudo, desde o Neural Radiance Caching até as técnicas de Upscaling assitidas por IA.

Upscaling com IA

Quando se fala em desempenho e qualidade visual, o termo Upscaling surge como a técnica que permite renderizar o jogo em uma resolução mais baixa (por exemplo, Full HD) e depois usar algoritmos avançados para “esticar” e aprimorar essa imagem para uma resolução maior (como 4K). Isso faz com que a CPU trabalhe menos, entregando frames mais rápidos, mas o resultado final na tela parece ter alta resolução ou bem próximo disso.

Essa técnica utiliza redes neurais treinadas com milhões de imagens para reconstruir com precisão os detalhes perdidos na renderização de baixa resolução. O sistema “adivinha” o que o pixel de alta resolução deveria ser, corrigindo serrilhados e preservando as bordas do objetos.

Outros recursos

A expectativa é que o console alcance de 34 a 40 TFLOps (Teraflops são bilhões de operações de ponto flutuante por segundo, que é uma medida de poder de processamento gráfico). Isso representaria um salto de mais de três vezes em relação ao PS5, possibilitando 4K nativo a 60 fps e até 120 fps com técnicas de upscaling (técnica já mencionada de aumentar a resolução de forma inteligente).

A memória deve adotar o padrão GDDR7 com largura de banda de até 640 GB/s, tornando-se essencial para jogos que exigem transferência massiva de texturas e dados. Além disso, a Sony e a AMD estariam implementando uma técnica chamada Universal Compression (Compressão Universal), que comprime automaticamente blocos de dados para otimizar o tráfego interno. Isso reduz o gargalo entre o processador e a memória, vital em jogos com cenários complexos e efeitos intensos de iluminação.

Em termos comparativos, especula-se que a APU Orion do PS6 será mais eficiente do que o Magnus, chip da próxima geração do Xbox, que pode apostar em um design de chipsets (vários núcleos separados em um mesmo pacote). Embora o Xbox possa ter mais potência bruta, o PS6 pode se destacar por menor consumo e custo de produção mais baixo, um equilíbrio técnico e comercial típico da Sony.

Project Amethyst

Mais do que potência, o Project Amethyst é o nome de um conjunto de tecnologias experimentais desenvolvidas pela Sony em parceria com a AMD para elevar a inteligência e a eficiência do console. Três conceitos principais jpa foram mencionados: Neural Arrays, Radiance Cores e Universal Compression.

Os Radiance Cores são unidades dedicadas exclusivamente ao ray tracing, técnica que simula o comportamento físico da luz em tempo real gerando reflexos, sombras e transparências realistas no jogo. Ao separar esse cálculo dos núcleos principais da GPU, o PS6 deve conseguir cenas mais cinematográficas e com menor impacto no desempenho.

Já a Universal Compression, como mencionado, é um sistema que identifica dados que podem ser comprimidos em tempo real. A vantagem é uma redução do tráfego interno da memória. É como se o console “zipasse” e “decompactasse” informações em frações de segundo, liberando mais espaço para processar gráficos.

Todas essas tecnologias ainda estariam em fase de simulação, ou seja, testadas em ambientes de laboratório. Mark Cerny destacou que os resultados são promissores, mas ainda há ajustes antes que cheguem a um produto comercial.

Rumores sobre o cronograma de produção e lançamento

Os relatos mais recentes indicam que a produção em massa do PS6 pode começar entre o início e a metade de 2027. Isso permitiria que a Sony evitasse os problemas de escassez que marcaram o lançamento do PS5 em 2020.

A expectativa é de que o lançamento global ocorra no final de 2027 ou, caso haja ajustes logísticos, no início de 2028. Documentos internos da Sony e citações em processos judiciais envolvendo a Microsoft reforçam esse intervalo de tempo.

No entanto, atrasos são possíveis de acontecer, pois produzir chips de 3nm em grande escala é caro e complexo, e o rendimento de fabricação pode impactar o cronograma. Além disso, as cadeias de suprimento ainda instáveis, especialmente das memórias GDDR7, podem atrasar a disponibilidade.

Outras especulações: versões portáteis, preço e compatibilidade

Um rumor curioso é aquele a respeito do PS6 portátil. Com codinome Canis, ele seria uma versão híbrida semelhante ao Nintendo Switch que é capaz de funcionar de forma autônoma ou conectada à TV via dock. O chip Canis teria especificações mais modestas, com 4 núcleos Zen 6C e a GPU baseada em RDNA 5, usando memória LPDDR5X com padrão de alta eficiência energética usado em notebooks premium e smartphones avançados.

Sobre o preço, a faixa mais provável seria entre 550 e 650 euros, com variação conforme o modelo (com ou sem leitor de discos). Em dólares, o valor poderia girar em torno dos US$ 499 para manter a paridade com o PS5 no lançamento.

Outro ponto importante é a compatibilidade retroativa. Fontes afirmam que o PS6 rodará jogos de PS5 e PS4 de forma nativa, que facilitaria a transição entre as gerações. Já a compatibilidade com o PS3 é menos provável devido à arquitetura complexa do processador Cell, usada naquela época.

O PS6 pode ser lançado em 2027, mas pode enfrentar desafios técnicos e estratégicos. Transformar tecnologias como a Neural Arrays e a Radiance Cores em hardware estável e acessível não é tão trivial. Cada novo nó de litografia, como o de 3nm, aumenta o risco de falhas e eleva o custo de produção.

O contexto global de guerras, inflação e crises logísticas pode também afetar a disponibilidade de componentes. Caso o PS5 Pro se mantenha forte no mercado, a Sony pode optar por adiar para 2028 e garantindo, assim, uma maturidade tecnológica e um melhor controle de custos.

Caso o PS6 chegue em 2027, o salto tecnológico pode traçar uma nova exigência no padrão dos jogos. Com a IA integrada, ray tracing dedicado e compressão inteligente de memória, o console promete uma experiência mais fluida, imersiva e eficiente.

Isso pode influenciar também o mercado de PCs, já que as inovações como os Radiance Cores tendem a migrar para placas de vídeo e futuros chips.

A concorrência direta com o novo Xbox será intensa, especialmente se o chip Magnus entregar mais poder. Ainda assim, como mencionado, o equilíbrio entre desempenho, preço e eficiência pode ser o trunfo da Sony.

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Foto de Rodrigo dos Anjos

Rodrigo dos Anjos

Rodrigo é redator do ClicaTech e formado em Ciências da Computação com Especialização em Segurança da Informação. Amante declarado da tecnologia, dedica-se não apenas a acompanhar as tendências do setor, mas também a compreender, aplicar, proteger e explorar soluções que unam inovação, segurança e eficiência.

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Conteúdo elaborado e revisado pela redação do ClicaTech.  Pode conter tradução com auxílio de Inteligência Artificial.

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