Tim Cook vai deixar o cargo em 2026? A Verdade por trás dos rumores sobre a saída do CEO da Apple

Entre rumores intensos, descubra o que realmente está acontecendo com a sucessão na Apple e por que o planejamento da saída de Tim Cook é mais complexo do que parece

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Os últimos meses de 2025 foram particularmente turbulentos para quem acompanha os bastidores da Apple. Rumores sobre a saída iminente de Tim Cook do cargo de CEO explodiram na imprensa especializada, alimentados por uma combinação inédita de fatores: uma onda sem precedentes de saídas de executivos seniores, dificuldades visíveis na área de inteligência artificial e o fato de que Cook completou 65 anos em novembro.

A situação atingiu seu pico quando o Financial Times publicou uma reportagem assinada por quatro repórteres, o que geralmente indica uma apuração sólida, afirmando que o conselho e os executivos da Apple estavam intensificando conversas sobre a transição, com possibilidade de saída do CEO já em 2026. A notícia se espalhou rapidamente, gerando especulações intensas sobre o futuro da empresa mais valiosa do mundo.

Mas então veio o contragolpe. Mark Gurman, jornalista da Bloomberg especializado na Apple e considerado uma das fontes mais confiáveis sobre a empresa, publicou em sua newsletter Power On que o relato sugerindo uma transição iminente é simplesmente incorreto. Não apenas impreciso, mas completamente falso, segundo Gurman.

Então, afinal, o que está realmente acontecendo? Tim Cook vai deixar o cargo em 2026? Como sempre acontece com a Apple, uma empresa notoriamente secreta sobre seus planos internos, a verdade está em algum lugar entre os extremos.

O que realmente sabemos: Os fatos concretos

Começando pelo que é indiscutivelmente verdade: a Apple está passando pela maior reorganização de liderança desde a morte de Steve Jobs em 2011. Isso não é especulação ou rumor, é fato documentado e anunciado oficialmente pela empresa.

Apenas na última semana de novembro e início de dezembro, quatro executivos seniores que se reportavam diretamente a Tim Cook anunciaram suas saídas. John Giannandrea, chefe de inteligência artificial e aprendizado de máquina, se demitiu após tropeços visíveis na área de IA generativa. Alan Dye, veterano responsável pelo design de interface desde 2015, deixou a companhia para se juntar à Reality Labs da Meta, rival direto da Apple.

Kate Adams, conselheira-geral da Apple por oito anos, anunciou que se aposentará no final de 2026. Lisa Jackson, vice-presidente de meio ambiente, políticas e iniciativas sociais, também se aposentará, com suas funções sendo distribuídas entre outros executivos. Essas saídas seguem outras ainda maiores ocorridas anteriormente no ano.

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Jeff Williams, braço direito de Tim Cook e diretor de operações por uma década, se aposentou oficialmente no mês passado após meses reduzindo suas responsabilidades. Williams era amplamente considerado o principal candidato para suceder Cook, e sua saída alterou completamente a dinâmica da sucessão. Luca Maestri, diretor financeiro de longa data, assumiu um cargo menor no início de 2025 e provavelmente se aposentará em breve.

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Jeff Williams que se aposentou após uma década como diretor de operações da Apple — Foto: Bloomberg

A onda de aposentadorias reflete uma realidade demográfica inescapável: muitos dos principais executivos da Apple estão na empresa há décadas e chegaram ou passaram dos 60 anos. Cook completou 65 anos em 1º de novembro de 2025. Johny Srouji, vice-presidente sênior de tecnologias de hardware e um dos executivos mais respeitados, tem 60 anos. Eddy Cue, chefe de serviços, tem 61 anos.

Outro fato concreto é que a Apple claramente intensificou seu planejamento de sucessão. Cook afirmou publicamente em várias ocasiões que a empresa mantém planos muito detalhados de sucessão. Durante a conferência de resultados fiscais do último trimestre, ele reiterou esse compromisso, embora sem fornecer cronogramas específicos.

John Ternus: O Nome que todos apontam

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(Crédito da imagem: The Future Investors)

Se existe um consenso entre as múltiplas fontes que cobrem a Apple, é que John Ternus, vice-presidente sênior de engenharia de hardware, é o principal candidato interno para eventualmente substituir Tim Cook. Mas quem exatamente é John Ternus e por que seu nome aparece repetidamente nessas discussões?

Ternus tem 50 anos, exatamente a mesma idade que Tim Cook tinha quando sucedeu Steve Jobs em 2011. Essa coincidência não passou despercebida pelo conselho da Apple e executivos seniores. Ele está na empresa há 24 anos, ingressando em 2001 como engenheiro de design de produtos. Isso significa que passou por múltiplas revoluções de produtos e conhece profundamente o DNA da Apple.

Atualmente, Ternus supervisiona todo o portfólio de hardware da Apple, incluindo iPhone, Mac e iPad. Ele foi a face pública que apresentou a transição dos Macs de processadores Intel para os chips Apple Silicon, um dos movimentos estratégicos mais bem-sucedidos da empresa na última década. Sua capacidade de explicar tecnologias complexas de forma clara e acessível ao público o tornou um rosto familiar para quem acompanha os eventos da Apple.

A escolha de Ternus sinalizaria uma mudança estratégica importante. Tim Cook é essencialmente um especialista em operações e cadeia de suprimentos, alguém que transformou a Apple em uma máquina de fabricação e distribuição incrivelmente eficiente. Ternus, por outro lado, é fundamentalmente um tecnólogo focado em inovação de hardware. Sua liderança provavelmente priorizaria diferenciação de produto e avanços técnicos.

A Apple vem sutilmente aumentando a visibilidade de Ternus. Ele aparece cada vez mais nos eventos de lançamento da empresa, apresentando novos recursos de Macs e iPads com calma e clareza. Quando Dan Riccio, anterior líder de hardware, se afastou do cargo em 2021 para focar no Vision Pro, Ternus assumiu mais responsabilidades, consolidando sua posição.

Mark Gurman: Por que 2026 é improvável?

Mark Gurman tem um histórico comprovado de precisão em suas previsões sobre a Apple. Quando ele diz categoricamente que os rumores sobre a saída em 2026 estão errados, vale a pena prestar atenção nos argumentos.

Segundo Gurman, embora seja verdade que a Apple considerou e continua considerando John Ternus como sucessor de Cook, essas discussões são esperadas dada a idade de Cook. Mas os relatos de que Cook deixaria o cargo já em 2026 são, nas palavras de Gurman, muito improváveis. Cook ainda tem alguns projetos que deseja supervisionar pessoalmente antes de deixar o cargo.

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Tim Cook, CEO da Apple, chegada do ‘acampamento de verão’ — Foto: Bloomberg

Um desses projetos, presumivelmente, são os óculos inteligentes de realidade aumentada da Apple, descritos como a nova obsessão de Cook. O Vision Pro foi apenas o primeiro passo em uma jornada maior rumo a óculos AR verdadeiramente portáteis e socialmente aceitáveis. Cook quer ver esse projeto avançar significativamente antes de passar o bastão.

Gurman também afirma que é quase certo que Tim Cook permanecerá em outra função na Apple mesmo após deixar o cargo de CEO. A expectativa é que ele continue como presidente do conselho, posição que permitiria manter influência estratégica sem as responsabilidades operacionais do dia a dia. Cook realmente ama seu trabalho e é extremamente apaixonado pela empresa, segundo pessoas próximas.

Outra consideração importante mencionada por analistas é o contexto político. Com o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, alguns especulam que Cook preferiria permanecer como CEO durante todo o mandato de Trump, que termina em janeiro de 2029. Cook desenvolveu um relacionamento funcional com Trump durante seu primeiro mandato, navegando questões sensíveis como tarifas sobre produtos fabricados na China e disputas sobre privacidade.

Proteger um sucessor de ter que lidar imediatamente com a administração Trump, conhecida por sua imprevisibilidade e confrontos com empresas de tecnologia, poderia ser uma motivação adicional para Cook permanecer mais tempo. Quando ele eventualmente sair, teria blindado seu sucessor dessa pressão política específica.

A Debandada de Executivos: Preocupante ou Natural?

A onda de saídas de executivos na Apple levanta uma questão crucial: isso representa uma crise de liderança ou é simplesmente o resultado natural de uma geração de líderes chegando à aposentadoria? A resposta, como frequentemente acontece, é um pouco de ambos.

Algumas das saídas são claramente relacionadas a idade e planos de longo prazo. Lisa Jackson e Kate Adams estão na faixa dos 60 anos e anunciaram suas saídas com antecedência suficiente para permitir transições ordenadas. Jeff Williams passou meses transferindo responsabilidades antes de sua aposentadoria oficial, sinalizando um planejamento cuidadoso.

Mas outras saídas são mais preocupantes. A partida de John Giannandrea, chefe de IA, ocorre após tropeços visíveis no esforço de inteligência artificial da Apple. A plataforma Apple Intelligence sofre com atrasos, recursos abaixo do esperado e dependência pesada de parceiros externos como Google. Uma reformulação amplamente divulgada da assistente Siri está atrasada em cerca de um ano e meio.

Dentro da Apple, muitos funcionários já esperavam a saída de Giannandrea, segundo relatos. A empresa começou a afastá-lo do cargo em março de 2025, mas permitirá que permaneça até a primavera de 2026. Uma saída mais cedo teria sido encarada como reconhecimento público de fracasso.

A deserção de Alan Dye para a Reality Labs da Meta é particularmente notável. Dye era responsável pelo design da interface do Vision Pro e outros produtos importantes. Sua ida para um rival direto, especificamente para trabalhar com os óculos inteligentes de IA da Meta, sugere uma frustração com o ritmo de desenvolvimento da Apple nessa área.

Além dos executivos C-level, a Apple está sofrendo uma fuga de talentos em engenharia, especialmente na área de IA. Robby Walker, que chefiava a Siri e um projeto de busca estilo ChatGPT, saiu em outubro de 2025. Seu substituto, Ke Yang, deixou o cargo poucas semanas depois, indo para o novo laboratório de superinteligência da Meta.

A saída do chefe de modelos de IA, Ruoming Pang, levou outros nomes importantes como Tom Gunter e Frank Chu também para a Meta, que oferece pacotes de remuneração milionários para atrair talentos. Cerca de uma dúzia de principais pesquisadores também deixou a empresa, criando preocupações sérias sobre a capacidade da Apple de competir em IA.

Johny Srouji e o Susto que passou

Um dos momentos mais dramáticos dessa saga ocorreu quando a Bloomberg reportou que Johny Srouji, vice-presidente sênior de tecnologias de hardware, teria dito a Cook que estava considerando seriamente deixar a empresa em breve. Srouji informou aos colegas que pretendia se juntar a outra empresa caso realmente saísse.

Essa notícia causou um pânico compreensível. Srouji é o arquiteto do esforço de chips próprios da Apple, responsável por uma das viradas estratégicas mais bem-sucedidas da empresa na última década. Ele é essencialmente o Jony Ive do design de chips, um talento singular.

Os processadores Apple Silicon transformaram completamente os Macs, oferecendo desempenho superior aos chips Intel enquanto consomem muito menos energia.

Perder Srouji seria devastador para a Apple, especialmente em um momento onde a corrida por chips especializados em IA está esquentando. A empresa depende criticamente de sua capacidade de projetar semicondutores customizados para manter uma vantagem competitiva.

Mas então veio o alívio. Em uma mensagem enviada à sua equipe na segunda-feira seguinte aos rumores, vista pela CNBC, Srouji afirmou que não está planejando deixar a Apple tão cedo. O drama aparentemente passou, embora o fato de ter sido cogitado publicamente já demonstra uma turbulência interna.

Cook vem atuando agressivamente para reter Srouji, oferecendo um pacote de remuneração robusto e a possibilidade de mais responsabilidades futuras. Uma das hipóteses mencionadas internamente seria promovê-lo a diretor de tecnologia, CTO, tornando-o o segundo executivo mais poderoso da empresa depois do CEO.

Mas essa promoção exigiria que John Ternus fosse promovido a CEO primeiro, criando a estrutura hierárquica apropriada. E a Apple talvez ainda não esteja pronta para fazer esse movimento. Além disso, há quem diga que Srouji não gostaria de trabalhar sob outro CEO que não seja Cook, mesmo com a experiência ampliada na empresa.

A Questão da Inteligência Artificial

Se existe uma área onde a Apple está enfrentando dificuldades, é a inteligência artificial. Após anos dominando o hardware e a experiência de usuário, a empresa se vê lutando para alcançar rivais como Google, OpenAI, Meta e até Microsoft em capacidades de IA.

O lançamento da Apple Intelligence, conjunto de recursos de IA anunciado com grande alarde, tem sido decepcionante. Muitas funcionalidades prometidas foram adiadas. A nova Siri, que deveria ser transformada em assistente conversacional verdadeiramente inteligente, está atrasada substancialmente. E a empresa depende fortemente de parcerias externas, notadamente com o Google, para suprir lacunas em seus próprios modelos.

Para uma empresa que sempre se orgulhou de controlar verticalmente toda a pilha tecnológica, essa dependência de IA externa é particularmente frustrante. Funcionários que trabalham com grandes modelos de linguagem dentro da Apple expressam preocupação sobre o crescente uso de tecnologia externa como Gemini do Google.

A reorganização do esforço de IA após a saída de Giannandrea redistribuiu responsabilidades entre Craig Federighi, chefe de software, e outros executivos. Amar Subramanya, ex-executivo de IA do Google e Microsoft, foi contratado como vice-presidente de IA, se reportando a Federighi. Isso efetivamente torna Federighi o novo chefe prático da divisão de IA.

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Tim Cook passa a palavra para Craig Federighi no palco. (Imagem: AppleInsider)

A Meta se tornou grande beneficiária da fuga de talentos de IA da Apple. A empresa de Mark Zuckerberg oferece pacotes milionários e liberdade para trabalhar em projetos ambiciosos de IA, atraindo dezenas de engenheiros da Apple. A OpenAI também tem recrutado agressivamente, contratando profissionais de iPhone, Mac, câmeras, chips, áudio, Apple Watch e Vision Pro.

Jony Ive e a ironia da História

Em uma das reviravoltas mais irônicas da história recente da tecnologia, Jony Ive, o visionário por trás do design de praticamente todos os produtos icônicos da Apple na era moderna, agora trabalha com a OpenAI no desenvolvimento de dispositivos de nova geração com IA.

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Jony Ive deixou a Apple e foi para a OpenAi — Foto: Bloomberg

A OpenAI comprou a startup de Ive chamada io por mais de 6 bilhões de dólares para acelerar sua entrada em hardware, mirando diretamente o território da Apple. O homem que criou o iPhone, iPad e Apple Watch agora está tentando inventar a próxima categoria de dispositivos que pode eventualmente substituir esses produtos.

Ive deixou a Apple em 2019 após quase três décadas, citando desejo de uma independência criativa. Mas sua saída foi amplamente vista como resultado de tensões com a direção que a empresa estava tomando sob Tim Cook, mais focada em eficiência operacional e margens de lucro do que em grandes saltos de design.

Agora, com dezenas de ex-funcionários da Apple trabalhando na OpenAI em projetos de hardware com IA, a empresa de Sam Altman representa ameaça ao domínio da Apple em dispositivos premium de consumo. A ironia é palpável: a Apple está perdendo talentos para empresas que podem estar criando os produtos que definirão a próxima era da computação.

O que Cook realmente quer ver antes de sair

Pessoas próximas de Tim Cook dizem que ele não deixará o cargo até ver certos projetos importantes avançarem significativamente. Entender essas prioridades ajuda explicar por que uma saída em 2026 parece prematura.

Primeiro, os óculos inteligentes de realidade aumentada. Cook vê AR como o futuro da computação e tem falado publicamente sobre isso por anos. O Vision Pro foi “apenas o começo”, um dispositivo de primeira geração para estabelecer a plataforma. Mas o objetivo final são óculos leves, estilosos e socialmente aceitáveis que as pessoas usarão o dia todo. Esse produto ainda está a anos de distância.

Segundo, consolidar a posição da Apple em IA. Cook sabe que a empresa está atrasada nessa corrida e que deixar o cargo enquanto esse problema permanece não resolvido mancharia seu legado. Ele quer ver a Apple recuperar terreno e estabelecer capacidades de IA competitivas antes de passar o bastão.

Terceiro, navegar no ambiente geopolítico complexo. As relações entre Estados Unidos e China continuam tensas, com implicações diretas para a Apple dado que tanto sua manufatura quanto mercado consumidor dependem fortemente da China. Cook construiu relacionamentos pessoais com líderes chineses ao longo de anos e quer garantir que essas pontes permaneçam estáveis.

Quarto, produtos dobráveis. A Apple deve finalmente lançar seu primeiro iPhone dobrável em 2026, seguido por iPads dobráveis. Cook quer ver essas novas categorias de produtos estabelecidas antes de sair, garantindo que a Apple permaneça na vanguarda de formatos de dispositivos.

O Legado de Tim Cook: Números impressionantes

Independentemente de quando exatamente Cook deixe o cargo de CEO, seu legado já está estabelecido através de números simplesmente extraordinários. Quando ele assumiu em 2011, após a renúncia de Steve Jobs, a Apple tinha valor de mercado de aproximadamente 350 bilhões de dólares. Hoje, a empresa vale 4 trilhões de dólares.

Esse crescimento de mais de 10 vezes em pouco mais de uma década é sem precedentes para uma empresa já desse tamanho. Cook transformou a Apple na primeira empresa de tecnologia a alcançar avaliações de 1 trilhão, 2 trilhões, 3 trilhões e agora 4 trilhões de dólares. A empresa gera lucros anuais que superam a receita total de muitas das maiores corporações do mundo.

Sob Cook, a Apple expandiu seu portfólio de produtos e serviços. O Apple Watch se tornou líder absoluto em wearables. Os AirPods dominam o mercado de fones sem fio premium. O negócio de serviços, incluindo Apple Music, iCloud, App Store e Apple TV+, cresceu para dezenas de bilhões de dólares anuais em receita.

Cook também navegou com sucesso inúmeros desafios que poderiam ter derrubado CEOs menos competentes. Ele gerenciou a transição após a morte de Steve Jobs sem que a empresa perdesse seu rumo criativo. Resistiu a pressões para produzir iPhones mais baratos, mantendo margens premium. Enfrentou múltiplas disputas com governos sobre privacidade e segurança, mantendo princípios da empresa.

Mas o legado de Cook também tem críticos. Alguns argumentam que a Apple sob sua liderança parou verdadeiramente em inovar, focando em melhorias incrementais em vez de produtos revolucionários. A última nova categoria de produto realmente bem-sucedida foi o Apple Watch, lançado em 2015. O Vision Pro, quase uma década depois, ainda não provou ser sucesso comercial.

Conclusão: A Verdade está no meio

Então, voltando à pergunta original: Tim Cook vai deixar a Apple em 2026? A resposta mais honesta é: provavelmente não, mas eventualmente sim, e esse eventualmente pode não estar tão distante quanto alguns pensam.

Os fatos suportam a seguinte narrativa: Cook completou 65 anos e está claramente na fase final de sua carreira. A Apple está intensificando o planejamento de sucessão, isso é indiscutível. John Ternus é o candidato mais provável para sucedê-lo eventualmente. Uma onda significativa de executivos seniores está deixando a empresa, parte por aposentadoria natural, parte por frustração com a estratégia da direção.

Mas o cronograma de 2026 parece otimista demais. Cook ainda tem projetos que quer supervisionar, relacionamentos políticos delicados para gerenciar e um legado em IA para reparar. Analistas como Mark Gurman e as estimativas do AppleInsider sugerem que Cook pode permanecer até 2029, completando pelo menos o atual mandato presidencial americano.

Quando Cook eventualmente sair, provavelmente assumirá posição de presidente do conselho, mantendo influência significativa sobre a direção estratégica da Apple. A política da empresa estabelece que membros do conselho se aposentem aos 75 anos, o que daria a Cook potencialmente uma década adicional moldando a empresa mesmo após deixar o cargo de CEO.

Para a Apple, essa transição gradual é preferível a mudança abrupta. A empresa valoriza a continuidade e um planejamento cuidadoso. Ternus ou quem quer que eventualmente assuma terá tempo para se preparar, assumir responsabilidades progressivamente e estabelecer autoridade antes de herdar completamente as rédeas.

O que é certo é que os próximos anos serão cruciais para definir o futuro da Apple. A empresa enfrenta desafios em IA, competição intensificada de todos os lados e a necessidade de provar que pode continuar inovando décadas após a morte de seu cofundador visionário. Quem estiver no comando quando esse momento chegar terá a difícil tarefa de honrar o passado enquanto constrói o futuro.

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Rodrigo dos Anjos

Rodrigo é redator do ClicaTech e formado em Ciências da Computação com Especialização em Segurança da Informação. Amante declarado da tecnologia, dedica-se não apenas a acompanhar as tendências do setor, mas também a compreender, aplicar, proteger e explorar soluções que unam inovação, segurança e eficiência.

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Conteúdo elaborado e revisado pela redação do ClicaTech.  Pode conter tradução com auxílio de Inteligência Artificial.

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