Um acordo que pode redefinir completamente a relação entre o entretenimento e a inteligência artificial. Acordo libera personagens da Disney em vídeos e imagens de Inteligência Artificial e a gigante Walt Disney Company ainda investirá US$ 1 Bilhão em ações da OpenAI. Pela primeira vez na história, a Disney permitirá que seus personagens icônicos sejam usados em ferramentas de IA generativa.
Esse não é apenas mais um investimento corporativo em tecnologia. É uma mudança de paradigma que marca o momento em que uma das empresas de entretenimento mais conservadoras e protetoras de sua propriedade intelectual do mundo decidiu abraçar totalmente a inteligência artificial.
Estamos falando de Mickey Mouse, Elsa de Frozen, Homem de Ferro, Darth Vader e mais de 200 personagens das franquias Disney, Marvel, Pixar e Star Wars ficando disponíveis para que qualquer pessoa crie vídeos e imagens usando IA. É difícil exagerar o quão revolucionário isso é.
Bob Iger, CEO da Disney, descreveu o rápido desenvolvimento da IA como um momento importante para a indústria do entretenimento. Segundo ele, a aliança com a OpenAI dará ao grupo oportunidades mais amplas por meio da IA generativa, respeitando e protegendo, ao mesmo tempo, os criadores e seu trabalho.

Sam Altman, CEO da OpenAI, celebrou o acordo afirmando que a Disney é a referência global em storytelling, e que a parceria permite ao Sora e ao ChatGPT Images expandirem a forma como as pessoas criam e experienciam grandes conteúdos. Este acordo, segundo Altman, mostra como empresas de IA e líderes criativos podem trabalhar juntos de maneira responsável.
Os Detalhes do Acordo Histórico
O acordo de licenciamento tem duração de três anos e vai muito além de simplesmente permitir o uso de personagens. Ele estabelece a Disney como cliente principal da OpenAI, com acesso a APIs para desenvolver ferramentas proprietárias, integração com a Disney Plus e a implementação do ChatGPT para os funcionários.
Especificamente, o Sora, plataforma de geração de vídeos da OpenAI lançada em setembro de 2025, poderá criar vídeos curtos de até 30 segundos baseados em comandos de texto dos usuários, utilizando mais de 200 personagens animados, personagens com máscaras e criaturas da Disney, Marvel, Pixar e Star Wars, incluindo figurinos, adereços, veículos e ambientes icônicos.
O ChatGPT Images também permitirá que usuários transformem algumas palavras em imagens completamente geradas em segundos, usando a mesma biblioteca de propriedade intelectual. Imagine digitar “Mickey Mouse surfando em uma onda gigante” e ver uma imagem original criada na hora.
Um ponto crucial para aliviar as preocupações de atores e atrizes de Hollywood: o acordo não inclui nenhuma semelhança ou voz de talentos. Ou seja, você pode criar um vídeo com Woody de Toy Story, mas sem a voz ou a aparência de Tom Hanks. Podem ser usadas versões animadas ou ilustradas dos personagens, mas não recriações digitais de rostos ou vozes de atores em papéis live-action.
Essa salvaguarda visa especificamente evitar conflitos relacionados a direitos de imagem, um tema que esteve no centro das recentes greves em Hollywood e que gerou enorme controvérsia quando a OpenAI supostamente tentou usar a voz de Scarlett Johansson sem autorização.
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A Disney também planeja selecionar uma curadoria dos melhores vídeos criados pelos fãs no Sora para uma seção específica do Disney Plus, criando um ciclo interessante onde conteúdo gerado por usuários pode ser oficialmente destacado pela empresa.
Como parte do investimento, a Disney receberá também warrants, que são direitos de comprar ações adicionais da OpenAI no futuro a um preço predeterminado. Isso significa que se a OpenAI continuar crescendo e valorizando, a Disney pode aumentar significativamente sua participação acionária.
A Mudança de Postura da Disney
O que torna esse acordo ainda mais surpreendente é o contexto. Por anos, a Disney esteve na vanguarda da batalha legal contra empresas de IA que usavam conteúdo protegido por direitos autorais para treinar seus modelos sem permissão ou pagamento.
A Disney processou a Midjourney, popular gerador de imagens por IA, alegando que a empresa usava e distribuía impropriamente personagens gerados por IA de seus filmes. Enviou carta de cessar e desistir para a Character.AI em setembro de 2024, alertando a startup para parar de usar seus personagens protegidos por direitos autorais sem autorização.
E literalmente no mesmo dia em que anunciou a parceria com a OpenAI, a Disney enviou uma notificação extrajudicial ao Google alegando que a empresa estava infringindo seus direitos autorais em escala, usando trabalhos protegidos para treinar modelos de IA e distribuindo cópias de conteúdo protegido sem autorização.
Essa aparente contradição na verdade revela uma estratégia bem pensada. A Disney está dizendo: usem nossa propriedade intelectual, mas apenas em nossos termos, com compensação adequada e controles de segurança implementados. A diferença entre parceria e processo judicial é simples: respeito, pagamento e contratos claros.
O investimento da Disney na OpenAI entra no ranking dos maiores acordos de IA de 2025, um valor próximo do investimento realizado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos em parceria com a AMD para desenvolvimento de supercomputadores de IA.
Reflete o boom do setor, com mais de uma dúzia de acordos bilionários apenas em 2025 e projeções de gastos globais que podem alcançar 375 bilhões de dólares até o fim do ano.
DisneyGPT: O Chatbot Interno que cita Walt Disney
Mas a parceria com a OpenAI não é a única forma pela qual a Disney está adotando a inteligência artificial. Nos últimos meses, a empresa tem adicionado discretamente novas ferramentas de IA ao seu arsenal interno e incentivado fortemente seus funcionários a utilizá-las.
Segundo um engenheiro de software veterano da Disney que conversou com o Business Insider, a empresa claramente enxerga para onde as coisas estão caminhando. Isso representa uma mudança significativa em relação ao verão de 2024, quando a Disney parecia hesitante em confiar em ferramentas de IA.
A Disney concedeu aos seus funcionários acesso a diversas ferramentas de IA comerciais, incluindo o Microsoft Copilot e o Q Developer da Amazon. E graças ao acordo com a OpenAI, os funcionários terão em breve acesso à versão corporativa do ChatGPT, segundo informou a empresa.
Mas a ferramenta mais interessante é interna e exclusiva: o DisneyGPT. Segundo quatro funcionários que falaram anonimamente com o Business Insider, esse chatbot ajuda com solicitações internas como criação de chamados de suporte de TI, visualização da lista de funcionários da empresa ou análise das finanças de um projeto.

Em um e-mail enviado aos funcionários em 2 de outubro de 2024, a Disney apresentou a versão beta do chatbot, descrevendo-o como um novo parceiro de produtividade projetado para ajudar a desbloquear a magia da sua imaginação. Uma atualização de dezembro permitiu que funcionários carregassem arquivos do Excel e PowerPoint para o bot analisar.
O que diferencia o DisneyGPT de outros chatbots corporativos é a temática característica da Disney permeando a experiência. Uma mensagem pergunta aos usuários se eles estão prontos para uma aventura encantadora. Existe uma coleção verificada de citações de Walt Disney que são classificadas por temas como imaginação, perseverança e liderança, de acordo com o registro de atualizações do chatbot.
Fora essa camada de branding da Disney, funcionários disseram que o DisneyGPT é basicamente um chatbot de IA padrão, provavelmente construído sobre um dos grandes modelos de linguagem disponíveis no mercado, mas customizado com dados e processos específicos da empresa.
Jarvis: O Assistente Autônomo em Desenvolvimento
Mas a ambição da Disney com a IA interna vai além do DisneyGPT. Quatro funcionários revelaram que está em desenvolvimento um chatbot de IA com o codinome Jarvis, uma clara referência ao assistente pessoal JARVIS do filme Homem de Ferro.
Jarvis seria uma ferramenta de IA autônoma, mais avançada que o DisneyGPT, que realiza tarefas em nome do funcionário sem necessidade de supervisão constante, afirmou um membro da equipe com conhecimento direto dos esforços da empresa em IA.
A diferença fundamental está no nível de autonomia. Enquanto o DisneyGPT funciona basicamente como um assistente que responde perguntas e fornece informações quando solicitado, o Jarvis seria um agente que pode executar sequências completas de ações para completar objetivos complexos.
Por exemplo, em vez de perguntar ao DisneyGPT qual o orçamento disponível para um projeto e então manualmente criar uma apresentação sobre isso, você poderia pedir ao Jarvis para preparar uma análise financeira completa do projeto, agendar uma reunião com os stakeholders relevantes e criar a apresentação, tudo automaticamente.
No entanto, essa pessoa que tem conhecimento do projeto disse que Jarvis está em fase inicial e ainda não está totalmente pronto. É definitivamente algo que a empresa quer incentivar para que todos se envolvam mais com IA, disse um gerente da Disney sobre a iniciativa.
O desenvolvimento de agentes autônomos de IA é uma das fronteiras mais quentes da tecnologia atualmente. Empresas como Anthropic com seu Claude e a própria OpenAI estão trabalhando em sistemas similares que podem planejar e executar tarefas complexas de forma independente.
O Dilema da IA: Produtividade ou Ameaça aos empregos?
A reação dos funcionários à IA não é uniformemente positiva. Três dos oito funcionários que falaram com o Business Insider expressaram preocupação específica com o fato de que a IA poderia substituir humanos e ameaçar a segurança no emprego.
Essa preocupação não é infundada. A indústria do entretenimento viu greves históricas em 2023 parcialmente motivadas por medo de que IA pudesse substituir roteiristas, atores e outros profissionais criativos. O acordo entre sindicatos e estúdios incluiu proteções específicas relacionadas ao uso de IA.
Um funcionário de alto escalão com conhecimento direto da estratégia de IA da Disney tentou equilibrar essa preocupação. Ele afirmou que, embora a IA seja uma prioridade máxima para a empresa, ela não é a solução para todos os problemas. A IA pode cometer erros e carece do toque personalizado que as pessoas proporcionam, disse ele.
Se você usar IA em tudo, será contraproducente, acrescentou essa pessoa, enfatizando que as tarefas ainda precisam da criatividade humana. É uma mensagem que a Disney está tentando equilibrar cuidadosamente: abraçar a IA sem alienar sua força de trabalho criativa.
Em um site interno da Disney que explica sua política e ferramentas de IA, a empresa explicitamente afirmou que adota uma abordagem responsável e centrada no ser humano para o uso da IA. Isso significa que os humanos são, e continuarão sendo, o motor criativo da empresa, disse a Disney.
Acreditamos, fundamentalmente, que a criatividade e a curiosidade humanas são imensas e únicas e estão no coração da Disney, continuou a empresa. Simultaneamente, nossa constante adoção de novas tecnologias tem sido fundamental para capacitar nossos criadores e manter nossa liderança em criatividade e inovação.
O Contexto mais Amplo: Disney lidera adoção de IA no entretenimento
Empresas de todos os setores estão correndo para adotar ferramentas de IA visando aumentar a produtividade e a eficiência. A Disney, no entanto, está indo além de muitas organizações, especialmente no setor de entretenimento.
O acordo com a OpenAI torna a Disney a primeira grande empresa de entretenimento a investir diretamente na gigante da IA e permite que seus personagens adorados sejam usados no gerador de vídeos Sora. Isso reflete a longa tradição da Disney de unir inovação e entretenimento, que remonta ao seu fundador, Walt Disney.
Walt Disney foi pioneiro em adotar novas tecnologias em sua época: áudio sincronizado em animações com Steamboat Willie em 1928, primeiro longa-metragem animado em cores com Branca de Neve em 1937, audioanimatronics em parques temáticos nos anos 1960. A Disney sempre esteve na vanguarda de usar tecnologia para contar histórias de formas novas e envolventes.
Bob Iger está claramente tentando continuar esse legado na era da inteligência artificial. A questão é se conseguirá equilibrar inovação tecnológica com os valores criativos humanos que sempre definiram a marca Disney.
Preocupações com a Segurança e o Conteúdo prejudicial
Um aspecto crítico do acordo é o compromisso da OpenAI de manter controles robustos para prevenir geração de conteúdo ilegal ou prejudicial. Organizações sem fins lucrativos como a Fairplay, dedicada a reduzir o tempo de tela das crianças e promover ambientes digitais mais saudáveis para menores, expressaram preocupações específicas sobre os riscos para crianças.
A questão é legítima: se qualquer pessoa pode criar vídeos com personagens Disney adorados por crianças, como garantir que o conteúdo inapropriado, violento ou sexual não será criado e compartilhado? Como proteger crianças de versões distorcidas e prejudiciais de personagens que elas amam e confiam?
Tanto a OpenAI quanto a Disney prometeram políticas apropriadas para idade e outros controles razoáveis através do serviço. A OpenAI se comprometeu especificamente a continuar sua liderança na indústria implementando medidas responsáveis para abordar confiança e segurança.
Além disso, ambas as empresas afirmaram um compromisso compartilhado de manter controles robustos para prevenir geração de conteúdo ilegal ou prejudicial, respeitar direitos de proprietários de conteúdo em relação às saídas de modelos e respeitar direitos de indivíduos de controlar apropriadamente o uso de sua voz e semelhança.
Na prática, isso provavelmente significa filtros automatizados que bloqueiam prompts que tentam criar conteúdo violento, sexual ou de outra forma inapropriado com personagens Disney. Sistemas de moderação humana para revisar conteúdo reportado. E processos para remover rapidamente conteúdo que viole diretrizes.
O quão eficazes serão esses controles na prática? Essa é uma questão que só o tempo responderá.
O que isso significa para criadores de conteúdo e fãs
Do ponto de vista de criadores de conteúdo e fãs da Disney, o acordo abre possibilidades fascinantes. Pela primeira vez, você poderá criar oficialmente conteúdo usando personagens Disney sem medo de violação de direitos autorais, desde que seja através das plataformas aprovadas.
Isso pode gerar uma explosão de conteúdo gerado por fãs que antes seria tecnicamente ilegal. Muitos criadores já faziam esse tipo de conteúdo informalmente, arriscando processos, mas agora terão um canal oficial e legítimo.
Para a Disney, isso significa engajamento maior de fãs e marketing orgânico em escala incomparável. Milhões de pessoas criando e compartilhando conteúdo com personagens Disney espalha a marca de formas que nenhuma campanha publicitária tradicional conseguiria.
A curadoria de vídeos selecionados para o Disney Plus também é inteligente. Transforma conteúdo gerado por usuários em programação oficial, potencialmente criando novos criadores de conteúdo que a Disney pode cultivar e eventualmente contratar.
Implicações Financeiras e Estratégicas
Do ponto de vista financeiro, o investimento de 1 bilhão de dólares representa uma aposta significativa mas calculada da Disney. Para contextualizar, a receita anual da Disney em 2024 foi de aproximadamente 91 bilhões de dólares. Um bilhão representa cerca de 1,1% da receita anual, significativo mas não astronomicamente arriscado.
O que a Disney ganha com isso? Primeiro, participação acionária em uma das empresas de IA mais valiosas do mundo. A OpenAI foi avaliada em cerca de 157 bilhões de dólares em outubro de 2024, tornando-a uma das startups privadas mais valiosas da história. Se a OpenAI fizer uma oferta pública inicial bem-sucedida, como planejado para 2026, o investimento da Disney pode valorizar significativamente.
Segundo, acesso privilegiado à tecnologia mais avançada de IA disponível. Como cliente principal com acesso a APIs, a Disney pode construir ferramentas proprietárias que concorrentes não têm.
Terceiro, proteção estratégica. À medida que a IA transforma o entretenimento, estar intimamente alinhado com a líder do setor é defensivamente inteligente. Melhor ser parceiro da OpenAI do que ser disruptado por ela.
Quarto, monetização de propriedade intelectual de novas formas. A biblioteca de personagens da Disney é um dos ativos mais valiosos do mundo do entretenimento. Encontrar formas de monetizá-la além de filmes, parques e mercadorias tem sido prioridade estratégica, e IA oferece caminhos completamente novos.
O Futuro: para onde vai essa parceria
O acordo tem duração inicial de três anos, mas claramente ambas as empresas enxergam potencial de longo prazo. Sam Altman e Bob Iger apareceram juntos na CNBC anunciando o acordo, sinalizando que esse é relacionamento de alto nível entre CEOs, não apenas transação comercial comum.
Iger ressaltou em entrevista que o acordo inclui apenas vídeos de até 30 segundos e que a tecnologia não será usada em produções mais longas neste momento. Isso é importante: a Disney não está substituindo seus filmes e séries por conteúdo gerado por IA. Está complementando com novo tipo de engajamento de fãs.
Mas é fácil imaginar como isso pode evoluir. Vídeos de 30 segundos hoje podem se tornar vídeos de 5 minutos amanhã. Eventualmente, talvez shorts completos de 15 a 20 minutos gerados por IA com personagens Disney possam aparecer no Disney Plus como programação oficial.
Ferramentas internas como DisneyGPT e especialmente Jarvis podem transformar completamente fluxos de trabalho criativos dentro da Disney. Roteiristas usando IA para gerar primeiras versões de scripts. Artistas usando IA para criar storyboards rapidamente. Animadores acelerando processos que antes levavam semanas.
O risco, claro, é que isso leve a demissões e substituição de trabalho humano criativo por automação. A Disney claramente está tentando evitar esse cenário, mas a pressão econômica para reduzir custos é sempre presente nas empresas.
A Disney aposta tudo na IA
O investimento de 1 bilhão de dólares na OpenAI e o desenvolvimento de ferramentas internas como DisneyGPT e Jarvis deixam claro: a Disney está totalmente comprometida com a inteligência artificial como parte fundamental de seu futuro.
Essa é uma mudança para uma empresa que há apenas um ano atrás estava processando empresas de IA e parecia hesitante sobre a tecnologia. A transformação reflete o reconhecimento de que IA não é uma tendência passageira, mas uma mudança fundamental em como o conteúdo será criado, distribuído e consumido.
A abordagem da Disney parece ser: se você não consegue vencê-los, junte-se a eles, mas em seus termos. Em vez de ter seus personagens usados sem permissão ou pagamento, estabeleça acordo formal que garante compensação, controle e proteções adequadas.
Para os funcionários da Disney, a mensagem é clara: aprendam a trabalhar com a IA, porque ela será parte integral de como a empresa opera daqui para frente. Para criadores de conteúdo e fãs, é uma oportunidade emocionante de criar oficialmente personagens que amam. Para a indústria do entretenimento como um todo, é um sinal de que a IA chegou para ficar e as empresas que não se adaptarem ficarão para trás.
O acordo Disney-OpenAI pode ser lembrado como momento em que Hollywood decidiu abraçar a IA em vez de resistir. Os próximos anos revelarão se essa foi uma aposta visionária ou um erro grotesco. Mas uma coisa é certa: o futuro do entretenimento está sendo reescrito, e a Disney quer ser quem segura a caneta, ou neste caso, quem programa o algoritmo.








