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Amazon Compra a Globalstar e Assume o Satélite do Seu iPhone
(Imagem: Reprodução/witanworld)

Amazon Compra a Globalstar e Assume o Satélite do Seu iPhone

Há alguns anos, a ideia de que o seu smartphone poderia se comunicar diretamente com satélites em órbita, sem antenas especiais nem equipamentos extras, parecia ficção científica.

Em 2022, a Apple tornou isso realidade com o SOS de Emergência via satélite no iPhone 14. Desde então, a tecnologia já salvou vidas em cânions isolados, montanhas cobertas de neve, estradas perdidas no Alasca e incêndios florestais no Havaí.

Toda aquela infraestrutura dependia de uma única empresa: a Globalstar.

Na terça-feira, 14 de abril de 2026, esse cenário mudou completamente. A Amazon Compra a Globalstar em uma transação avaliada em até US$ 11,57 bilhões (aproximadamente R$ 58 bilhões em conversão direta).

Ao mesmo tempo, a Apple e a Amazon firmaram um acordo separado que garante a continuidade de todos os recursos via satélite do iPhone e do Apple Watch sob a nova infraestrutura da Amazon.

É um dos movimentos mais significativos da indústria de conectividade via satélite dos últimos anos — e ele afeta diretamente quem usa um iPhone.

Quem é a Globalstar e Por que Ela Importa para os Usuários da Apple

Amazon Compra a Globalstar e Assume o Satélite do Seu iPhone
(Imagem: Reprodução/MacRumors)

A Constelação de satélites da Globalstar em órbita terrestre baixa, mostrando a rede de satélites LEO que fornece conectividade de emergência para dispositivos Apple ao redor do mundo]

Para entender o peso desta aquisição, é preciso conhecer a empresa que está sendo comprada.

Leia Também: Starlink Direto no Celular: Quanto vai Custar no Brasil, Como Funciona e Quando Chega

A Empresa que Conectou Iphones ao Espaço

A Globalstar é uma operadora global de telecomunicações via satélite fundada em 1991 e com sede nos Estados Unidos. Ela opera uma constelação de aproximadamente 25 satélites em órbita terrestre baixa — o chamado LEO, sigla do inglês Low Earth Orbit, que designa órbitas entre 200 e 2.000 quilômetros acima da superfície da Terra.

A empresa é pioneira em tecnologia NGSO, sigla para Non-Geostationary Satellite Orbit, ou seja, satélites que não ficam parados em relação à Terra como os tradicionais de televisão e internet lenta.

Por estarem em órbitas mais baixas, esses satélites produzem latências muito menores — o tempo de ida e volta do sinal é de milissegundos, não segundos — e permitem comunicação direta com dispositivos portáteis.

A parceria com a Apple começou de verdade em 2022, quando o iPhone 14 foi lançado com o recurso SOS de Emergência via satélite.

Para isso funcionar, a Apple reservou praticamente toda a capacidade de rede da Globalstar, como parte de um investimento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão que incluiu pré-pagamentos de serviços e uma participação acionária de 20% em uma subsidiária da Globalstar.

O SOS de Emergência via satélite ainda não está disponível no Brasil. O recurso funciona nos modelos iPhone 14 e posteriores e no Apple Watch Ultra 3, mas apenas em países onde a Apple e a Globalstar têm acordos regulatórios ativos — principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e em países da Europa. A chegada ao Brasil depende de aprovações da Anatel e acordos locais.

O que o SOS de Emergência via Satélite

O recurso funciona assim: quando você está em um local sem cobertura celular nem Wi-Fi, pode usar o iPhone ou o Apple Watch para enviar uma mensagem comprimida a serviços de emergência através dos satélites da Globalstar. A tela exibe uma bússola indicando a direção do satélite mais próximo, para onde você deve apontar o aparelho.

O serviço vai muito além das emergências. As funcionalidades incluem SOS de Emergência via satélite, Mensagens via satélite (para conversar com amigos e família), Localizar (Buscar) e Assistência Rodoviária via satélite.

Os casos reais de uso são impressionantes. Conforme reportado pela MacMagazine, um alpinista de 53 anos usou o SOS de Emergência via satélite para obter socorro após sofrer uma lesão no punho em Snowmass Mountain, no Colorado, onde não havia sinal móvel.

Segundo a MacMagazine, como não conseguia sinal de rede móvel no local, o homem conseguiu usar o recurso presente nos smartphones da Apple para se comunicar com a família.

De acordo com o comunicado oficial da Apple firmado junto ao anúncio da aquisição, o SOS de Emergência via satélite, desde o seu lançamento há mais de três anos, ajudou a salvar muitas vidas em todo o mundo — desde uma tropa de escoteiros perdida numa caminhada de inverno na Colúmbia Britânica, até uma mulher resgatada de helicóptero no Colorado depois de o seu carro ter caído de um penhasco de 76 metros. Essa fala foi assinada por Greg Joswiak, Vice-Presidente Sênior de Marketing de Produto Global da Apple.

O Acordo: o que a Amazon está Comprando Exatamente

Amazon Compra a Globalstar
(Imagem: Reprodução/GSMArena)

A Amazon Leo, rede de satélites em órbita terrestre baixa da Amazon, representada como constelação de pontos luminosos ao redor do globo, simbolizando a nova infraestrutura de conectividade espacial da empresa

A Amazon não está apenas comprando satélites. A transação é bem mais abrangente.

Os Ativos da Globalstar que Passam para a Amazon

De acordo com os termos da aquisição, a Amazon adquirirá as operações, a infraestrutura e os ativos de satélite existentes da Globalstar. Isso inclui:

AtivoDetalhamento
Frota de satélitesAproximadamente 25 satélites em órbita LEO ativos
Satélites futurosNova geração em construção pela MDA Space
Espectro de radiofrequênciaLicenças MSS (Mobile Satellite Service) com autorizações globais
Banda 53/n53Espectro exclusivo para redes sem fio privadas
Infraestrutura terrestreEstações de controle e antenas de solo no mundo inteiro
Contratos operacionaisIncluindo o acordo com a Apple

O espectro de radiofrequência é o ativo mais estratégico. As licenças de espectro MSS permitem que a Globalstar, e agora a Amazon, operem serviços de satélite em frequências reservadas especificamente para comunicações móveis via satélite.

Conseguir essas licenças regulatórias do zero levaria anos. Comprando a Globalstar, a Amazon adquire atalhos regulatórios valiosíssimos de uma só vez.

O Valor da Transação

A Amazon disse que vai adquirir a Globalstar por US$ 90 por ação, em um negócio avaliado em aproximadamente US$ 11,57 bilhões. Em reais, isso representa cerca de R$ 58 bilhões na cotação atual.

Segundo a Reuters, a Amazon informou que a transação foi avaliada em aproximadamente US$ 11,57 bilhões em 14 de abril. O valor flutuará com o preço das ações da Amazon até o fechamento, limitado a US$ 90 de ações da Amazon por ação da Globalstar.

Os acionistas da Globalstar poderão optar por receber, para cada ação ordinária que possuírem, US$ 90 em dinheiro ou 0,3210 ações ordinárias da Amazon. A conclusão da transação está prevista para 2027, sujeita às aprovações regulatórias.

O que Muda para os Usuários de iPhone e Apple Watch

Esta é a parte que interessa diretamente a quem usa dispositivos Apple.

A Continuidade Garantida

Paralelamente à aquisição, a Amazon e a Apple assinaram um contrato separado para que o Amazon Leo forneça conectividade via satélite para as funcionalidades atuais e futuras do iPhone e do Apple Watch.

A Amazon confirmou que continuará oferecendo suporte aos modelos de iPhone e Apple Watch que utilizam as constelações de satélites de órbita baixa da Globalstar, existentes e futuras, fabricadas pela MDA Space. A empresa também colaborará com a Apple em futuros serviços de satélite usando a rede expandida da Amazon Leo.

Conforme Greg Joswiak, Vice-Presidente Sênior de Marketing de Produto Global da Apple, em declaração oficial citada no comunicado da transação: a Apple e a Amazon têm um longo e comprovado histórico de colaboração por meio dos principais serviços de infraestrutura da Amazon, e estão ansiosas para expandir essa parceria com o Amazon Leo. Isso garante que os usuários continuarão tendo acesso aos recursos vitais de satélite nos quais confiam, para permanecerem seguros e conectados mesmo fora da cobertura de rede.

A Perspectiva de Melhoria

Há uma boa notícia aqui: a conectividade via satélite nos dispositivos Apple pode até melhorar. Com a integração das constelações combinadas da Globalstar e da Amazon Leo, o iPhone terá acesso a mais satélites ao mesmo tempo, o que deve se traduzir em conexões mais rápidas, maior cobertura geográfica e menor tempo de resposta nas situações de emergência.

Os Novos Recursos que a Apple Está Desenvolvendo

A Apple está trabalhando em uma série de novos recursos de conectividade via satélite para o iPhone, que aparentemente exigem atualizações na infraestrutura da Globalstar. Entre eles estão o Apple Maps via satélite, fotos no aplicativo Mensagens via satélite, conectividade em ambientes internos, satélite sobre 5G e uma API de satélite para aplicativos de terceiros.

Uma API (do inglês Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos) de satélite para terceiros seria particularmente significativa: permitiria que outros desenvolvedores criassem aplicativos com funcionalidades via satélite sem precisar construir a infraestrutura do zero.

Imagine aplicativos de rastreamento de atletas em montanhas, plataformas de resposta a desastres ou serviços de segurança para trabalhadores em campo remoto, todos usando os satélites da Globalstar e da Amazon Leo.

O Amazon Leo: a Rede que Quer Desafiar a Starlink

Para entender a dimensão estratégica desta aquisição, é preciso entender o que é o Amazon Leo e onde ele está neste momento.

De Project Kuiper a Amazon Leo

O Amazon Leo, anteriormente chamado de Project Kuiper, é a rede de satélites em órbita baixa da Amazon. A mudança de nome aconteceu em novembro de 2025 e reflete a principal característica do serviço: LEO é a sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa.

O serviço é alimentado por uma constelação inicial planejada de mais de 3.200 satélites, conectados a uma rede global segura de antenas terrestres e fibra óptica dedicada. Inclui uma linha de antenas compactas de alto desempenho — Leo Nano, Leo Pro e Leo Ultra — que se comunicam com os satélites que passam sobre as cabeças dos usuários.

Segundo o Tecnoblog, o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou em carta a acionistas que o lançamento oficial do Amazon Leo está previsto para meados de 2026. O executivo comprometeu-se com velocidades de download de até 1 Gbps — mais de duas vezes a velocidade máxima atual da Starlink.

O Estado Atual: um Desafio Real

Ser honesto sobre a situação atual do Amazon Leo é importante. Conforme apontado pelo Tecnoblog, o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Na fase inicial, o serviço de internet provavelmente será oferecido somente a empresas e governos.

A comparação com a rival é impactante:

IndicadorAmazon LeoStarlink
Satélites em órbita (abril 2026)~240~10.000
Assinantes globaisEm fase de testesMais de 9 milhões
Velocidade prometidaAté 1 GbpsAté 400 Mbps
Fase atualTestes corporativosOperação comercial global

A Amazon enfrenta um prazo da FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) que exige 1.618 satélites operacionais até julho de 2026. A empresa já pediu formalmente uma extensão desse prazo. Não cumprir as metas pode colocar em risco a licença de operação.

É por isso que a compra da Globalstar é tão estratégica. Ao adquirir 25 satélites operacionais e décadas de experiência regulatória, a Amazon acelera seu cronograma consideravelmente.

O D2D: a Tecnologia que Muda o Jogo

O grande objetivo estratégico da aquisição é o que a Amazon chama de D2D, ou Direct-to-Device — em português, “direto para o dispositivo”.

A ideia é simples, mas poderosa: conectar smartphones e outros dispositivos móveis diretamente aos satélites, sem precisar de antenas especiais, roteadores ou equipamentos intermediários. O celular se conecta ao satélite da mesma forma que se conecta a uma torre celular — apenas com o hardware que já está no aparelho.

Segundo o comunicado oficial da Amazon, a partir de 2028, o Amazon Leo implantará seu próprio sistema de satélite D2D de última geração, permitindo oferecer serviços mais avançados de voz, dados e mensagens para celulares e outros dispositivos móveis.

O sistema D2D da Leo oferecerá uso e eficiência de espectro substancialmente maiores do que os sistemas D2D legados, traduzindo-se em velocidades mais rápidas e melhor desempenho para os clientes.

A Globalstar já tem espectro licenciado para uso D2D, especificamente a Banda 53/n53, que é fundamental para essa tecnologia. Ao absorver essa infraestrutura, a Amazon pula anos de trabalho regulatório.

A Rivalidade com a Starlink: Contexto e Perspectiva

A Starlink da SpaceX com seus milhares de satélites em órbita terrestre baixa, representando o líder atual de mercado que a Amazon Leo quer desafiar com a aquisição da Globalstar

A aquisição da Globalstar precisa ser lida dentro do contexto da corrida espacial comercial que está se intensificando.

A Starlink e sua Vantagem Atual

A Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX de Elon Musk, é hoje a líder absoluta do mercado. Com quase 10.000 satélites operacionais e mais de 9 milhões de assinantes no mundo, ela possui cobertura global real e uma vantagem de escala que vai levar anos para ser alcançada por qualquer concorrente.

No Brasil, a Starlink tem presença especialmente forte em regiões remotas, como a Amazônia e o interior do Centro-Oeste e Norte do país — exatamente onde as redes celulares e de fibra não chegam. É a escolha padrão de comunidades ribeirinhas, fazendas, postos de saúde em zonas rurais e até escolas indígenas.

Por que a Amazon Precisava da Globalstar

Segundo o site TeleSemana, a Amazon comprou a Globalstar justamente com o objetivo de impedir que a Starlink continue ampliando e consolidando sua participação de mercado a nível global, já que o Amazon Leo parece ir mais lento do que o previsto.

A compra resolve três problemas simultâneos para a Amazon. Primeiro, acelera a disponibilidade de satélites operacionais. Segundo, concede acesso imediato a espectro de radiofrequência regulado globalmente, ativo difícil de obter de outra forma. Terceiro, garante um parceiro de prestígio — a Apple — que legitima o Amazon Leo como serviço real antes mesmo de seu lançamento oficial ao grande público.

O Diferencial Estratégico da Amazon

O que diferencia o Amazon Leo da Starlink não é apenas velocidade ou cobertura, mas a integração nativa com a AWS (Amazon Web Services), a maior plataforma de computação em nuvem do mundo.

Isso é relevante especialmente para empresas e governos: em vez de apenas fornecer internet via satélite, a Amazon pode oferecer conectividade que se integra diretamente a serviços de armazenamento, inteligência artificial e análise de dados na nuvem.

O diferencial estratégico citado pelo CEO Andy Jassy está na integração nativa com a AWS. Esse recurso permite que governos e empresas movam dados diretamente para a nuvem, simplificando análises, armazenamento e aplicações de inteligência artificial sem depender da infraestrutura terrestre tradicional.

A Delta Air Lines, companhia aérea com o maior faturamento do mundo, já anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi a bordo, começando com 500 aeronaves em 2028. Outros clientes já anunciados incluem AT&T, Vodafone e a NASA.

Os Efeitos Mais Amplos: Exclusão Digital, Desastres e Resiliência

A aquisição tem implicações que vão além da competição entre gigantes tecnológicos.

Conectividade em Desastres Naturais

A conectividade via satélite D2D oferece recursos essenciais de contingência quando as redes terrestres falham durante furacões, incêndios florestais, inundações e outros desastres. A utilidade vai muito além das situações de emergência individual.

A conectividade de maior capacidade melhora a coordenação da resposta a emergências, além de viabilizar uma ampla gama de casos de uso cotidianos e de missão crítica, desde mensagens de emergência, busca e salvamento e socorro marítimo até conectividade para equipes remotas, continuidade das operações governamentais e expansão da banda larga rural.

Para o Brasil, país com extensas áreas de cobertura celular deficiente e sujeito a eventos climáticos extremos, o crescimento da infraestrutura de satélites em órbita baixa representa uma oportunidade real de conectividade resiliente — seja pela Starlink, que já está presente, ou pelo Amazon Leo, que deverá chegar ao mercado brasileiro por meio do acordo com a Vrio (que controla a Sky no Brasil).

Redução da Exclusão Digital Global

O comunicado oficial da Amazon destaca que o investimento bilionário no Amazon Leo já está criando amplas oportunidades econômicas nos EUA, na Europa e em outras regiões do mundo, apoiando empregos de alto valor agregado em engenharia, manufatura e operações, ao mesmo tempo que amplia a conectividade para empresas, aplicações de IoT, frotas e cadeias de suprimentos que operam além do alcance terrestre.

IoT (do inglês Internet of Things, ou Internet das Coisas) refere-se a dispositivos conectados que não são smartphones ou computadores tradicionais — sensores em lavouras, rastreadores de frotas de caminhões, monitores de equipamentos industriais, etc. A conectividade via satélite D2D pode ser transformadora para esses dispositivos em áreas remotas.

O que Ainda Precisa Acontecer

Aprovações Regulatórias

A conclusão da transação está prevista para 2027, sujeita ao cumprimento de determinadas condições, incluindo a obtenção das aprovações regulatórias e o alcance pela Globalstar de certos marcos relacionados ao satélite substituto do HIBLEO-4.

Isso significa que, até o fechamento oficial, a Globalstar continua operando de forma independente, mantendo seus contratos com a Apple ativos.

O Prazo da FCC

A Amazon enfrenta um desafio regulatório paralelo: a FCC exige que metade de sua constelação planejada (1.618 de 3.236 satélites) esteja em órbita até julho de 2026. Com apenas 240 satélites lançados atualmente, a empresa pediu formalmente uma extensão. O resultado desse pedido pode afetar o cronograma do Amazon Leo.

Linha do Tempo: do iPhone 14 ao Amazon Leo

AnoEvento
2022Apple lança SOS de Emergência via satélite no iPhone 14 em parceria com a Globalstar
2024Apple investe US$ 1,5 bilhão na Globalstar e adquire participação de 20%
2025 (novembro)Amazon renomeia o Project Kuiper para Amazon Leo
2026 (abril)Amazon anuncia aquisição da Globalstar por US$ 11,57 bilhões
2026 (meados)Previsão de lançamento comercial inicial do Amazon Leo
2027Previsão de conclusão da aquisição (sujeita a aprovações regulatórias)
2028Amazon Leo D2D de nova geração começa a ser implantado

O Seu iPhone Está em Boas Mãos, e em Mãos Mais Poderosas?

A aquisição da Globalstar pela Amazon não vai mudar nada na sua experiência de iPhone no curto prazo. O SOS de Emergência continuará funcionando, a Mensagens via satélite continuará disponível, e o Apple Watch Ultra 3 continuará conectado. A transição será transparente para o usuário final.

O que muda é o horizonte de médio e longo prazo. Com a Amazon assumindo a infraestrutura de satélites, os recursos via satélite da Apple têm a perspectiva de se tornarem mais rápidos, mais abrangentes geograficamente e mais capazes tecnicamente.

Os novos recursos que a Apple está desenvolvendo — Apple Maps via satélite, fotos no Mensagens via satélite, API para terceiros — terão uma infraestrutura mais robusta para se apoiar.

Para além dos usuários Apple, a transação representa um sinal claro de que a conectividade via satélite está saindo da categoria de tecnologia de nicho para se tornar infraestrutura essencial, ao lado da fibra óptica e do 5G.

A corrida espacial comercial se intensificou. E o seu smartphone está no centro dela.

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Rodrigo dos Anjos

Rodrigo é redator do ClicaTech e formado em Ciências da Computação com Especialização em Segurança da Informação. Amante declarado da tecnologia, dedica-se não apenas a acompanhar as tendências do setor, mas também a compreender, aplicar, proteger e explorar soluções que unam inovação, segurança e eficiência.

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Conteúdo elaborado e revisado pela redação do ClicaTech.  Pode conter edição e imagens construídas com auxílio de Inteligência Artificial.