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Starlink Firma Parceria Estratégica com a Alares para Expandir Internet Via Satélite no Brasil: o que Muda para Quem Está Fora da Fibra Óptica

Anunciado ao Estadão em 19 de abril, o acordo une a constelação de satélites da SpaceX com a estrutura comercial de uma das maiores provedoras regionais do país, presente em 232 cidades de 7 estados. Os planos chegam ao mercado em maio de 2026, com foco direto em zonas rurais e localidades sem cobertura de fibra óptica.

Starlink

O Brasil tem um problema de conectividade que nenhuma operadora de fibra óptica conseguiu resolver sozinha até agora. Milhões de brasileiros vivem em regiões onde o cabo simplesmente não chega, seja por distância, por custo de implantação ou por falta de escala comercial para justificar o investimento. É exatamente nessa lacuna que a mais recente parceria da Starlink no país pretende atuar.

No dia 19 de abril de 2026, a Starlink Brazil e a Alares anteciparam ao Estadão um acordo estratégico que combina dois ativos complementares: a tecnologia de satélites de baixa órbita terrestre da SpaceX com a capilaridade comercial de uma das maiores provedoras regionais de banda larga do Brasil. O lançamento oficial dos planos pela Alares está previsto para maio de 2026.

A novidade é relevante não apenas pelo alcance imediato da parceria, mas pelo que ela sinaliza para o setor de telecomunicações brasileiro como um todo. A Starlink está deixando de ser um produto de nicho para entusiastas e moradores de zonas rurais isoladas e passando a se integrar ao portfólio de operadoras tradicionais, como qualquer outra tecnologia de conectividade.

Leia também; Starlink Direto no Celular: Quanto vai Custar no Brasil, Como Funciona e Quando Chega

O que é a Parceria Starlink e Alares e Como ela Funciona

O acordo funciona como um modelo de revenda. A Alares passa a comercializar os planos de internet via satélite da Starlink diretamente para seus clientes, tanto pelo site quanto nas 129 lojas físicas espalhadas pelo Brasil. A Starlink continua sendo a detentora da tecnologia e da infraestrutura de satélites; a Alares entra como canal de distribuição e interface com o consumidor final.

Os planos oferecidos pela Alares serão os mesmos que a Starlink já comercializa diretamente no país, sem alterações de velocidade ou franquia de dados. O que muda é o ponto de contato: em vez de contratar diretamente pelo site da Starlink, o consumidor que já tem relação com a Alares poderá incluir o serviço de satélite no mesmo atendimento onde administra sua banda larga ou TV.

O que é a Starlink?

Starlink — internet via satélite de baixa órbita terrestre é o serviço de acesso à internet por satélite desenvolvido pela SpaceX, empresa aeroespacial fundada por Elon Musk. Diferente dos satélites tradicionais, que orbitam a altitudes entre 35.000 km e 36.000 km acima da Terra, os satélites da Starlink operam em órbita baixa (LEO, do inglês Low Earth Orbit), entre 340 km e 1.200 km de altitude. Essa proximidade reduz o tempo que o sinal leva para ir do dispositivo ao satélite e voltar, chamado de latência, de 600 ms a 700 ms (milissegundos) nos satélites tradicionais para 20 ms a 60 ms na Starlink. Isso torna a conexão adequada para videochamadas, trabalho remoto e até jogos online, algo inviável com satélites convencionais. A Starlink chegou ao Brasil em 2022.
O que é a Alares?

Alares — operadora regional de telecomunicações é uma operadora independente de telecomunicações sediada em São Paulo, formada a partir da consolidação de mais de 20 provedores regionais. É controlada pela gestora norte-americana Grain Management. Conta com aproximadamente 2.800 colaboradores, atua em 228 cidades de sete estados brasileiros e possui uma rede de 31.000 km de fibra óptica de alta qualidade, com cobertura para conectar mais de 3,2 milhões de lares e empresas. Os estados onde a Alares opera são São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Paraná e Paraíba.

Os Estados Cobertos pela Parceria com Starlink

A Starlink e a Alares firmaram parceria para ampliar a comercialização de seus serviços no país, especialmente em SP, MG, RN, CE, BA, PR e PB. São exatamente os sete estados onde a Alares já tem presença estabelecida e infraestrutura de atendimento.

► São Paulo
► Minas Gerais
► Paraná
► Bahia
► Ceará
► Rio Grande do Norte
► Paraíba

A distribuição geográfica é relevante porque cobre desde o interior paulista, que concentra o maior volume de clientes da Alares, até o Nordeste, região onde a desigualdade no acesso à internet de qualidade é historicamente mais intensa. Em estados como Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, há municípios inteiros onde a infraestrutura de fibra óptica ainda não chegou, e a internet via satélite é a alternativa mais viável disponível.

O que os Executivos Dizem sobre o Acordo

“Este lançamento representa um avanço na nossa estratégia de conectividade. Ao integrarmos a tecnologia da Starlink ao nosso ecossistema, não estamos apenas vendendo conexão, mas eliminando distâncias e redefinindo os limites da conectividade no Brasil”, segundo Denis Ferreira, presidente da Alares.

Denis Ferreira — Presidente da Alares, conforme divulgado pelo Minha Operadora, abril de 2026

A declaração de Denis Ferreira sintetiza a proposta central da parceria: usar a Starlink não como produto isolado, mas como componente de um portfólio híbrido de conectividade. Para a Alares, que já oferece fibra óptica onde essa tecnologia é viável, a internet via satélite resolve o problema das regiões onde o cabo não chega, completando a cobertura geográfica da operadora sem exigir novos investimentos em infraestrutura física.

Starlink
Denis Ferreira | CEO da Alares. Imagem: Reprodução/Alares

Para a Starlink, o ganho é igualmente estratégico. A iniciativa une a força comercial e o conhecimento de mercado da Alares com a tecnologia de satélites da Starlink. Ter 129 lojas físicas distribuídas por sete estados como ponto de contato com o consumidor final é um ativo que a empresa americana, operando principalmente de forma digital, não conseguiria replicar com facilidade ou rapidez no Brasil.

Por que a Zona Rural é o Alvo Principal da Parceria

O Brasil tem hoje um dos maiores mercados agrícolas do mundo, e boa parte desse mercado opera sem internet de qualidade. Produtores rurais que precisam de conexão estável para monitoramento remoto de lavouras, gestão financeira e comercialização digital ainda dependem, em muitas regiões, de sinais 4G instáveis ou de rádio de baixo desempenho.

O que é o “apagão digital” rural?

Apagão digital nas zonas rurais é a ausência de acesso à internet de qualidade em regiões rurais e cidades pequenas do interior brasileiro. Segundo dados do IBGE e da Anatel, mais de 30 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso regular à internet banda larga, concentrados principalmente nas zonas rurais do Norte, Nordeste e partes do Centro-Oeste. A infraestrutura de fibra óptica, que exige postes, cabos e equipamentos ao longo de toda a rota de atendimento, é economicamente inviável em regiões com baixa densidade populacional. A internet via satélite de baixa órbita surge como a principal solução para esse desafio porque independe completamente de infraestrutura terrestre.

O foco central da parceria é atender regiões onde a Alares ainda não consegue levar infraestrutura de fibra óptica. A internet via satélite surge como solução complementar para fechar lacunas de cobertura, com prioridade para zonas rurais e comunidades distantes dos centros urbanos.

O perfil do consumidor-alvo é bastante claro: produtores rurais que precisam de conexão para gestão agrícola e monitoramento remoto, escolas em regiões remotas com acesso limitado à internet, pequenos negócios no interior que dependem de vendas online, e famílias em cidades menores onde a única alternativa é uma conexão via rádio instável.

Para um produtor rural no interior do Ceará que administra sua propriedade com tablet e precisa de conexão estável para vender sua produção online, a chegada da Starlink na loja da Alares da cidade vizinha pode ser a primeira vez que ele tem acesso real à internet de qualidade.

Planos e Preços da Starlink que a Alares Vai Comercializar

Os planos que a Alares passará a revender são os mesmos oferecidos diretamente pela Starlink no Brasil. O lançamento pelos canais da operadora está previsto para maio de 2026, conforme antecipado pelas empresas ao Estadão.

Planos Starlink Disponíveis no Brasil em 2026 — Referência para Contratação pela Alares:

Residencial 100 MbpsA partir de R$ 149/mês (promoção de lançamento por 6 meses) · R$ 179/mês após · Kit Starlink Mini (a partir de R$ 799) · Uso em endereço fixo · Dados ilimitados
Residencial Máx (até 400 Mbps)R$ 236/mês · Kit padrão (a partir de R$ 1.680) ou Mini · Uso em endereço fixo · Dados ilimitados
Residencial FamíliaR$ 354/mês · 25% de desconto em dois planos · Kit Mini grátis para segunda propriedade · Fidelidade de 12 meses
Viagem 100 GBR$ 315/mês · Kit Mini (a partir de R$ 799) · Mobilidade terrestre · 100 GB com dados adicionais disponíveis
Viagem IlimitadoA partir de R$ 315/mês · Kit Mini · Mobilidade terrestre sem franquia de dados · Indicado para nômades e viajantes frequentes
Comercial (Prioritário Local)A partir de R$ 329/mês + kit Padrão R$ 3.407 · Prioridade de rede · Indicado para empresas e uso profissional
Starlink
Kit Antena Starlink Mini Via Satélite
Atenção sobre o ICMS

O valor final da mensalidade da Starlink no Brasil varia conforme o estado de uso, porque o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incide sobre o serviço e tem alíquotas diferentes em cada estado, podendo acrescentar de 18% a mais de 20% ao valor base da mensalidade. Ao contratar pela Alares, consulte o valor final com ICMS para o seu estado antes de fechar o pedido.

A Starlink no Brasil: Crescimento que Dobrou em um Ano e Meio

Para entender por que uma operadora do porte da Alares quis essa parceria, é preciso olhar para os números de crescimento da Starlink no mercado brasileiro. Eles são impressionantes.

Dados da consultoria Teleco referentes a fevereiro de 2026 mostram que a Starlink Brazil alcançou 1,2% de participação no mercado de banda larga fixa. No 4º trimestre de 2024, essa participação era de 0,6%. Ou seja, a empresa de Elon Musk dobrou de tamanho no país em cerca de um ano e meio.

Em quantidades absolutas, a Starlink Brazil alcançou 662 mil acessos em fevereiro de 2026, ficando pouco atrás de Alares (821 mil), Algar (840 mil), Unifique (853 mil) e TIM (878 mil) no ranking das 13 maiores operadoras de banda larga fixa do Brasil. Para uma empresa que chegou ao país apenas em 2022, esse posicionamento é notável.

2022

Starlink chega ao Brasil

A empresa inicia operações no país com foco em regiões sem cobertura de fibra óptica, especialmente no agronegócio e em comunidades rurais remotas.
2024

Algar Telecom firma parceria com a Starlink

A Algar Telecom passa a atuar como revendedora dos serviços da Starlink no país, abrindo o modelo de distribuição indireta que a Alares agora replica.
Abril 2025

Anatel autoriza 7.500 novos satélites Starlink no Brasil

A Starlink conseguiu aval da Anatel para ampliar o número de satélites autorizados a operar no Brasil, podendo acrescentar 7.500 novos satélites para operar no país.
Fevereiro 2026

Starlink atinge 662 mil clientes no Brasil e dobra participação

A empresa alcança 1,2% do mercado de banda larga fixa, dobrado em relação ao 4º trimestre de 2024. Brasil e Argentina passam a representar 20% da base global de usuários.
19 de Abril de 2026

Parceria Starlink e Alares é anunciada ao Estadão

As empresas antecipam o acordo à Coluna Broadcast+. Lançamento dos planos pela Alares está previsto para maio de 2026, em 232 cidades de 7 estados.
Maio 2026

Planos Starlink chegam às lojas e ao site da Alares

Consumidores poderão contratar internet via satélite nas 129 lojas físicas ou pelo portal digital da operadora, com atendimento ao cliente pela estrutura já conhecida da Alares.

Alares, Algar e a Tendência das Operadoras Que Adotam o Satélite

A parceria com a Alares não é um caso isolado na estratégia da Starlink no Brasil. Não é a primeira vez que uma operadora nacional fecha acordo para revender os planos da Starlink no mercado local, demonstrando o apetite crescente do setor por soluções via satélite.

A Algar Telecom, operadora presente principalmente em Minas Gerais e São Paulo, já opera como revendedora da Starlink há mais tempo. A chegada da Alares amplia significativamente o alcance geográfico desse modelo, especialmente no Nordeste brasileiro.

O padrão que se desenha é claro: operadoras regionais reconhecem que a fibra óptica tem limites físicos e econômicos de expansão, e que a internet via satélite preenche exatamente as lacunas onde elas não conseguem e provavelmente nunca conseguirão colocar cabos. Em vez de perder esses clientes para a Starlink diretamente, optam por integrar o produto ao próprio portfólio.

Amazon Kuiper, SpaceSail e a Concorrência que Vem por Aí

A Starlink dominou com folga o mercado brasileiro de internet via satélite de baixa órbita desde sua chegada. Mas o cenário competitivo está prestes a mudar.

A Sky, por exemplo, já anunciou parceria com a Amazon para oferecer internet via satélite na América Latina, incluindo o Brasil, e a concorrente da Starlink já tem autorização para operar no país, o que promete acirrar ainda mais a disputa pelo mercado de conectividade.

Starlink
O que é o Amazon Kuiper?

Amazon Project Kuiper — concorrente direto da Starlink é a aposta da Amazon para o mercado de internet via satélite de baixa órbita. O projeto prevê uma constelação de 3.236 satélites em órbita a altitudes entre 590 km e 630 km acima da Terra. Assim como a Starlink, o Kuiper promete alta velocidade e baixa latência em regiões remotas. No Brasil, a Sky (empresa do grupo DirecTV) firmou acordo com a Amazon para distribuir o serviço na América Latina. A autorização da Anatel para operar no país já foi concedida. O início das operações comerciais está previsto para 2026, o que colocará a Amazon diretamente em concorrência com a Starlink pelo mesmo público-alvo.

Além da Amazon, o governo federal brasileiro negociou com a chinesa SpaceSail uma alternativa adicional. O Ministério da Casa Civil assinou um memorando de entendimento para que a empresa chinesa desenvolva projetos em parceria com a estatal Telebras e inicie operações comerciais no país. Com 40 satélites operacionais e planos para lançar mais 648 nos próximos meses, a SpaceSail é menor que a Starlink hoje, mas pode ganhar espaço rapidamente.

Esse avanço da concorrência explica, em parte, a movimentação da Starlink para se capilarizar via parcerias com operadoras. Quanto mais pontos de contato o serviço tiver com o consumidor final antes que os concorrentes cheguem ao mercado em escala, mais difícil será para a Amazon Kuiper e para a SpaceSail ganhar participação expressiva.

Soberania Digital e os Alertas que Acompanham o Crescimento da Starlink

O crescimento acelerado da Starlink no Brasil não é recebido sem ressalvas por parte de especialistas e órgãos regulatórios. A decisão da Anatel de autorizar 7.500 novos satélites Starlink para operar no país teve ressalvas da área técnica do órgão, principalmente por questões de soberania digital, sustentabilidade e segurança nas redes.

As preocupações são legítimas e merecem ser entendidas em contexto. A primeira delas é a soberania: quando a infraestrutura crítica de comunicação de um país depende de uma empresa privada estrangeira controlada por uma única pessoa, há uma vulnerabilidade geopolítica real. A segunda é a sustentabilidade orbital: constelações com milhares de satélites geram detritos espaciais e podem comprometer o uso do espaço por outras nações e empresas. A terceira é a segurança das redes, já que tráfego de dados sensíveis que passa por satélites privados estrangeiros levanta questões sobre vigilância e interceptação.

Perspectiva equilibrada

Para o consumidor final que vive em uma área rural sem internet de qualidade, essas questões são reais mas distantes. A internet via satélite da Starlink, com toda a complexidade geopolítica que envolve, representa para milhões de brasileiros algo muito concreto: a possibilidade de trabalhar, estudar e se comunicar com o mesmo nível de conectividade que os moradores das capitais já têm. A diversificação de fornecedores, com a chegada do Kuiper e da SpaceSail, tende a reduzir a concentração de mercado e mitigar parte das preocupações.

Vale a Pena Contratar Starlink pela Alares? Para Quem Faz Sentido

A resposta depende muito de onde você mora e de qual é a alternativa disponível. A tabela abaixo ajuda a entender quando a Starlink faz sentido e quando a fibra óptica tradicional ainda é a melhor escolha.

Starlink Via Alares: Para Quem Faz Sentido e Para Quem Não Faz:

Zona rural sem fibra nem 4G estávelFaz muito sentido. É provavelmente a melhor ou única opção viável com qualidade real.
Cidade pequena com fibra óptica disponívelNão faz sentido financeiro. Fibra entrega 800 Mbps por R$ 99 onde está disponível.
Produtor rural com múltiplas propriedadesFaz sentido, especialmente com o plano Família (R$ 354/mês com kit extra grátis).
Escola ou hospital em área remotaFaz muito sentido. Conectividade estável pode ser transformadora nesses casos.
Viajante ou profissional nômadeFaz sentido com o plano Viagem, especialmente o Ilimitado.
Morador urbano com fibra óptica disponívelNão faz sentido. Custo mensal e investimento no kit são muito superiores à fibra.
Empresa rural ou agronegócioFaz muito sentido. Monitoramento remoto, automação e gestão exigem conexão estável.

Um ponto que merece atenção é o custo inicial. Além da mensalidade, o consumidor precisa adquirir o kit de equipamentos, que inclui a antena, o roteador e os cabos. O kit Mini, necessário para o plano mais acessível de R$ 149/mês, custa a partir de R$ 799. O kit padrão, para o plano Residencial Máx, custa a partir de R$ 1.680. Esse investimento inicial precisa ser considerado no cálculo de custo-benefício, especialmente para consumidores com renda mais limitada.

Perguntas Frequentes sobre a Parceria Starlink e Alares

Quando os planos Starlink estarão disponíveis nas lojas da Alares?

O lançamento dos planos pela Alares está previsto para maio de 2026, conforme antecipado pelas empresas ao Estadão em 19 de abril. Não há uma data específica dentro do mês confirmada publicamente. Acompanhe o site oficial da Alares para saber quando a contratação estará disponível.

Qual a diferença entre contratar Starlink pela Alares ou diretamente no site da Starlink?

A tecnologia, a velocidade e os preços são os mesmos. A diferença está no canal de contratação e no suporte. Pela Alares, o consumidor pode contratar nas 129 lojas físicas ou pelo site da operadora, com atendimento ao cliente pela estrutura já conhecida da empresa. Para quem prefere resolver tudo pessoalmente ou já é cliente Alares, essa pode ser uma experiência mais conveniente.

Quantos clientes a Starlink tem no Brasil?

A Starlink Brazil alcançou 662 mil acessos em fevereiro de 2026, segundo dados da consultoria Teleco. A própria empresa afirma ter ultrapassado 1 milhão de usuários, diferença atribuída à defasagem de atualização entre operadoras e o órgão regulador. O Brasil representa cerca de 13% da base global de usuários do serviço.

A Alares é a única revendedora da Starlink no Brasil?

A Alares não é a única revendedora da Starlink no Brasil. A Algar Telecom já atua nessa frente. O modelo de distribuição indireta via operadoras parceiras é uma estratégia deliberada da Starlink para ampliar sua capilaridade comercial no país sem precisar montar uma estrutura de atendimento presencial própria.

A internet da Starlink funciona em áreas urbanas?

Tecnicamente, sim. Mas economicamente, raramente faz sentido em cidades com fibra óptica disponível. A mensalidade mínima da Starlink é R$ 149/mês para 100 Mbps, enquanto operadoras de fibra entregam 800 Mbps por R$ 99 em muitas cidades brasileiras. Além disso, há o custo de aquisição do kit de equipamentos. A Starlink se justifica principalmente onde a fibra óptica não está disponível ou é muito instável.

O que é o Amazon Kuiper e quando vai concorrer com a Starlink no Brasil?

O Amazon Kuiper é o serviço de internet via satélite de baixa órbita desenvolvido pela Amazon, previsto para operar comercialmente no Brasil ainda em 2026 por meio da Sky. A Anatel já concedeu autorização para o serviço operar no país. Quando o Kuiper chegar, espera-se um aumento na competição que pode pressionar os preços para baixo no médio prazo, beneficiando o consumidor final.

Quais são os estados cobertos pela parceria Starlink e Alares?

A parceria cobre os sete estados onde a Alares já tem presença: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. São 232 cidades distribuídas nesses estados, com prioridade para regiões onde a fibra óptica ainda não chegou.

Foto de Jonnhy Carvalho

Jonnhy Carvalho

Redator de tecnologia pelo ClicaTech, com foco principal em hardware, inteligência artificial e robótica. Atuo na produção de notícias, cobertura de lançamentos e análise de produtos tecnológicos, sempre com o compromisso de oferecer conteúdo informativo, atualizado e de alta qualidade. No ClicaTech, participo ativamente da curadoria de pautas, avaliação de dispositivos e elaboração de análises críticas sobre componentes de hardware, sistemas embarcados e baseados em IA e avanços no campo da robótica..

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