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The Witcher 3 Arrasta Geralt de Volta Para a Caçada com a Expansão Songs of the Past

Onze anos depois do lançamento original e uma década sem conteúdo novo, a CD Projekt Red anuncia a terceira expansão de The Witcher 3. Geralt volta ao Continente em 2027, em uma aventura desenvolvida com veteranos do jogo original e exclusiva para a geração atual de consoles.

The Witcher 3
Imagem: Reprodução/CD Projekt Red

O medalhão Está Vibrando: Geralt Volta Ao Continente

Quando a conta oficial de The Witcher no X (antigo Twitter) publicou a mensagem “O medalhão está vibrando… isso só pode significar uma coisa!”, os fãs da série não precisaram de mais pistas. A CD Projekt Red anunciou oficialmente a expansão The Witcher 3: Wild Hunt — Songs of the Past, que levará os jogadores de volta ao Caminho com Geralt de Rívia.

O anúncio caiu na terça-feira, 27 de maio de 2026, quase que do nada, e acendeu a comunidade de fãs num nível que poucas notícias do setor de jogos conseguem. Não é difícil entender o motivo. Songs of the Past é a terceira expansão de The Witcher 3, depois de Hearts of Stone (2015) e Blood and Wine (2016). É a primeira DLC do jogo em 11 anos.

Uma década inteira separou Blood and Wine de Songs of the Past. Nesse intervalo, o mercado de jogos passou por transformações profundas, surgiram inúmeros títulos que se compararam ao legado de The Witcher 3 e a CD Projekt Red viveu altos e baixos com Cyberpunk 2077.

Mesmo assim, o jogo de 2015 nunca perdeu sua relevância. Ao contrário: ele seguiu sendo vendido, redescoberto por novas gerações e citado como referência sempre que o assunto era narrativa em mundo aberto.

E agora Geralt está de volta.

Leia também: PS6: Data, Preço, Especificações e Por Que o RAMageddon Pode Atrasar e Encarecer o PlayStation 6

Songs of the Past: o que se sabe até agora

A revelação oficial

Songs of the Past retornará os jogadores ao papel do lendário caçador de monstros Geralt de Rívia para uma aventura completamente nova quando for lançado em 2027 no PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC. A CD Projekt Red está codesenvolvendo a expansão com a Fool’s Theory, uma equipe composta por veteranos da indústria que trabalharam no The Witcher 3 original. Mais detalhes sobre Songs of the Past serão divulgados no final do verão de 2026.

Esse é o núcleo duro do anúncio: uma expansão inédita com Geralt como protagonista, desenvolvida em parceria com quem ajudou a criar o jogo original, chegando em 2027 e com mais detalhes prometidos para o final do verão europeu, ou seja, entre agosto e setembro de 2026.

O que não foi revelado é igualmente significativo. Escopo, preço, localização, duração da campanha e detalhes de enredo permanecem em segredo por enquanto.

A terceira expansão de um jogo que não para

A CD Projekt Red afirma que o jogo vendeu mais de 60 milhões de cópias desde 2015 e colecionou mais de 250 prêmios de Jogo do Ano entre 1.000 prêmios totais da indústria.

Esses números colocam The Witcher 3 em companhia raríssima. Poucos jogos na história da indústria atingiram esse nível de reconhecimento combinado entre crítica especializada e vendas em escala. O jogo não foi apenas bem avaliado. Ele foi adotado como referência cultural por uma geração inteira de jogadores.

Diferente de Hearts of Stone (2015) e Blood and Wine (2016), que foram lançados dentro de um ano um do outro, Songs of the Past chega depois de um intervalo de onze anos. Esse longo período de desenvolvimento sugere uma oferta mais substancial que tira proveito das lições aprendidas.

A Fool’s Theory: os criadores que voltam para casa

Quem é a Fool’s Theory

Um dos detalhes mais animadores do anúncio é o nome do codesenvolvedor. Songs of the Past está sendo codesenvolvida com a Fool’s Theory, estúdio polonês formado por veteranos que trabalharam no The Witcher 3 original. O mesmo estúdio também está produzindo o remake do primeiro The Witcher.

A Fool’s Theory não é um estúdio contratado às pressas para expandir uma franquia popular. É um grupo de profissionais que já passou anos imerso no universo de The Witcher, que conhece as mecânicas, o tom narrativo, o ritmo do mundo aberto e a linguagem visual que definem o jogo. Quando a CD Projekt Red buscou um parceiro para Songs of the Past, foi a esse grupo que ela recorreu.

O que é um codesenvolvimento (em inglês, “co-development”)? É quando dois estúdios diferentes trabalham juntos na criação de um mesmo jogo ou conteúdo. Nesse modelo, a empresa principal, neste caso a CD Projekt Red, mantém a direção criativa e editorial, enquanto o estúdio parceiro, a Fool’s Theory, contribui com equipes, recursos e expertise técnica. É diferente de terceirizar a produção: ambos os estúdios têm papel ativo no desenvolvimento.

O remake do Witcher 1 e a conexão com a saga

A Fool’s Theory estar trabalhando simultaneamente no remake do primeiro The Witcher para Unreal Engine 5 e em Songs of the Past cria uma sinergia interessante. O estúdio está essencialmente mergulhado na história completa da saga: revisitando as origens de Geralt no remake e agora desenvolvendo o que pode ser seu capítulo final como protagonista antes que Ciri assuma o papel central em The Witcher 4.

O que é a Unreal Engine 5? É o motor gráfico (em inglês, “game engine”) de última geração desenvolvido pela Epic Games. É a tecnologia usada para criar e renderizar o visual dos jogos. A Unreal Engine 5 introduziu tecnologias como o Nanite (que permite geometria de altíssima resolução em tempo real) e o Lumen (iluminação global dinâmica), resultando em visuais significativamente mais detalhados e realistas do que as gerações anteriores. O uso da UE5 no remake do primeiro The Witcher representa um salto visual considerável em relação ao jogo original de 2007.

O que esperamos de Songs of the Past: contexto e especulações

O nome sugere algo do passado de Geralt

O título Songs of the Past, que em português seria algo como “Canções do Passado”, oferece poucos spoilers, mas abre interpretações interessantes. O universo de The Witcher é rico em narrativas de memória, perda e identidade. Geralt, que durante parte da trama original do jogo vive sem memórias de seu passado, tem uma relação particularmente complexa com a ideia de “passado”. Um título como Songs of the Past pode indicar uma aventura que revisita elementos da história anterior do bruxo, de lugares ou personagens que apareceram nas expansões anteriores, ou que conecta diretamente com os eventos que antecipam The Witcher 4.

The Witcher 3

Rumores anteriores apontavam para uma nova área chamada Zerrikania, que segundo o lore da série, está localizada entre as Montanhas de Fogo ao Norte e o Grande Deserto Korath ao Sul. É uma terra desértica com um grande cânion, o que seria uma mudança interessante em relação ao norte gelado. No entanto, como esses rumores datam de alguns anos atrás, acredita-se que o cenário possa ter mudado para uma região chamada Kovir, que é uma região montanhosa.

Kovir é uma das regiões mais politicamente interessantes do mundo de The Witcher nos romances de Andrzej Sapkowski. É um reino rico e independente ao norte, fora do alcance do Nilfgaard, com uma tradição de bruxaria própria. Uma expansão situada em Kovir permitiria à CD Projekt Red explorar um canto inédito do Continente sem as limitações geográficas do mapa original.

A referência de Blood and Wine como parâmetro

Para ter uma ideia do que Songs of the Past pode oferecer, o melhor ponto de referência é Blood and Wine, a segunda e mais substancial expansão do jogo original.

Blood and Wine apresentou a região de Toussaint, um território completamente novo com dezenas de horas de conteúdo, uma trama principal polida e carregada de emoção, missões secundárias notáveis e um nível de acabamento que fez muitos jogadores tratarem a expansão como um jogo independente. Muitos jogadores tratam Blood and Wine praticamente como um jogo novo, graças ao tamanho da campanha, à região inédita de Toussaint e ao nível absurdo de qualidade entregue pela CD Projekt.

Songs of the Past é descrito em um comunicado de imprensa como a “terceira expansão” para The Witcher 3, sugerindo que seu tamanho é comparável ao das expansões anteriores.

Essa é uma informação importante. A CD Projekt Red não chamou Songs of the Past de “DLC” ou “pacote de conteúdo”. Chamou de expansão, o mesmo termo usado para Hearts of Stone e Blood and Wine. A escolha da palavra importa: ela sinaliza que a empresa está se comprometendo com um padrão de conteúdo comparável ao que veio antes.

ExpansãoAno de LançamentoDestaque
Hearts of StoneOutubro de 2015Narrativa com Gaunter O’Dimm; considerada a melhor história da CD Projekt
Blood and WineMaio de 2016Nova região de Toussaint; dezenas de horas; tratada como jogo independente
Songs of the Past2027 (previsto)Terceira expansão; codesenvolvida com a Fool’s Theory; exclusiva para geração atual

Plataformas e requisitos: só para a nova geração

Sem PS4, Xbox One ou Switch

A DLC estará disponível apenas para a geração atual: PS5, Xbox Series X/S e PC. Não haverá versão para PS4, Xbox One ou Nintendo Switch.

Essa decisão é compreensível do ponto de vista técnico, mas representa uma limitação real para parte da base de jogadores. The Witcher 3 ainda tem uma comunidade ativa no PS4 e no Xbox One, e a versão para Nintendo Switch, apesar das óbvias concessões gráficas, conquistou um público dedicado que aprecia poder jogar o título de forma portátil.

A escolha de focar exclusivamente na geração atual indica que a CD Projekt Red quer aproveitar as capacidades do hardware moderno sem as limitações que o desenvolvimento multiplataforma impõe, especialmente em termos de memória e velocidade de carregamento. Para os jogadores que ainda não migraram para PS5 ou Xbox Series X/S, Songs of the Past pode ser o estímulo definitivo.

Os novos requisitos de PC

Com a próxima atualização, The Witcher 3 passará a exigir Windows 11, DirectX 12, SSD, 12 GB de RAM e placas de vídeo com pelo menos 6 GB de VRAM. A empresa explicou que a decisão acompanha o fim do suporte oficial ao Windows 10 e faz parte de uma atualização técnica para manter o jogo compatível com as tecnologias mais recentes.

Essa mudança nos requisitos mínimos afeta diretamente jogadores de PC que ainda usam hardware mais antigo. Quem tem um HD mecânico como único disco de armazenamento, ou ainda usa Windows 10, precisará atualizar o sistema ou o hardware para continuar jogando com suporte oficial.

O que é DirectX 12? O DirectX 12 é uma interface de programação de aplicativos (em inglês, “API”) de gráficos desenvolvida pela Microsoft. Ele permite que jogos se comuniquem de forma mais eficiente com a placa de vídeo, distribuindo as tarefas de renderização entre múltiplos núcleos do processador. Jogos que usam DirectX 12 tendem a ter melhor desempenho em hardware moderno do que os que dependem de versões mais antigas como o DirectX 11, especialmente em cenas complexas com muitos elementos na tela.

A exigência do SSD é igualmente relevante. Unidades de estado sólido (SSDs) carregam os dados do jogo muito mais rápido do que os HDs mecânicos tradicionais, o que reduz drasticamente os tempos de carregamento e permite que o jogo use técnicas de streaming de dados que seriam impossíveis no hardware mais antigo.

RequisitoMínimo Atualizado
Sistema OperacionalWindows 11 (fim do suporte ao Windows 10)
API GráficaDirectX 12 (exclusivo)
ArmazenamentoSSD obrigatório (sem suporte a HDs mecânicos)
Memória RAM12 GB
VRAM da Placa de VídeoMínimo 6 GB
ProcessadorAMD Ryzen 5 2600 ou Intel Core i5-8400
Placa de VídeoNVIDIA GTX 1660 ou AMD RX 5500 XT
Espaço em Disco70 GB

O fator Ciri: por que Songs of the Past chega agora

A transição para The Witcher 4

O anúncio de Songs of the Past não acontece num vácuo. Ele está diretamente conectado ao que vem a seguir na franquia: The Witcher 4, que terá Ciri como protagonista jogável pela primeira vez na série de jogos.

Songs of the Past funciona como uma ponte comercial e narrativa para o próximo jogo da franquia, servindo como a última rodada do jogador com Geralt antes de avançar com Ciri no próximo título.

Essa lógica de transição entre protagonistas é sensata tanto do ponto de vista narrativo quanto comercial. Geralt é o rosto da série para milhões de jogadores. Ele protagonizou três jogos principais, duas expansões aclamadas e uma série de TV da Netflix. Passar o bastão diretamente para Ciri sem uma despedida adequada seria desperdiçar o vínculo emocional construído ao longo de mais de uma década.

Songs of the Past pode ser essa despedida. Uma última aventura com o Bruxo de Rívia, antes que a filha adotiva que ele tanto lutou para salvar assuma o centro da história.

O cronograma ambicioso da CD Projekt Red

A CD Projekt RED já confirmou que The Witcher 4, 5 e 6 devem ser lançados dentro de um período de seis anos.

Esse é um cronograma de produção ambicioso para uma empresa que lança um jogo principal a cada vários anos. Songs of the Past, nesse contexto, funciona como um aquecimento, uma forma de manter a franquia relevante enquanto The Witcher 4 se aproxima do lançamento, previsto para o final de 2027 ou início de 2028.

O que é The Witcher 4? É o próximo jogo principal da franquia, atualmente em desenvolvimento pela CD Projekt Red. Diferente dos três títulos anteriores, que tinham Geralt de Rívia como protagonista, The Witcher 4 terá Ciri como personagem jogável principal. Ciri é a filha adotiva de Geralt, personagem central em The Witcher 3 e nos romances originais de Andrzej Sapkowski. A mudança de protagonista marca uma nova fase para a série, que continuará no mesmo universo, mas com uma perspectiva narrativa diferente.
The Witcher 3

A reação dos fãs e da imprensa

O anúncio gerou uma reação imediata e entusiasmada em toda a internet especializada em jogos. Não há informações sobre o que esperar nesta expansão, já que a única coisa que a CDPR revelou foi o título e a arte principal, mas dado o nome, pode ver Geralt batalhar algo de seu passado.

Fóruns como Reddit, Discord e as redes sociais dos canais de games se encheram de teorias, especulações e declarações de amor à franquia. Para muitos jogadores, The Witcher 3 não é apenas um jogo favorito. É uma experiência formativa.

Geralt de Rívia, o Bruxo mais amado da história, se transformou em um dos personagens mais marcantes dos videogames modernos, carregando um universo brutal, melancólico e ao mesmo tempo humano. Ele não era um herói perfeito. E talvez tenha sido exatamente isso que fez tanta gente se conectar com ele.

A cobertura da imprensa especializada foi igualmente intensa. A PC Gamer confirmou que a CD Projekt Red confirmou que está trabalhando na expansão de The Witcher 3: Wild Hunt depois de acidentalmente vazar o conteúdo em sua própria loja digital. O vazamento acidental na GOG, plataforma digital da própria CD Projekt Red, precedeu o anúncio oficial por poucas horas, o que só aumentou a antecipação em torno da revelação.

O legado que eleva as expectativas

60 milhões de cópias e 250 prêmios jogo do ano

A história de The Witcher 3: Wild Hunt é, por qualquer medida razoável, extraordinária. Lançado em maio de 2015 pela CD Projekt Red, o jogo foi imediatamente reconhecido como um marco do gênero RPG de mundo aberto. Não pela quantidade de conteúdo, embora tivesse isso também. Pela qualidade.

Cada missão secundária de The Witcher 3 conta uma história completa com arco narrativo, personagens com motivações reais e consequências que refletem as escolhas do jogador. Numa época em que missões secundárias eram sinônimos de tarefas repetitivas sem propósito narrativo, o jogo estabeleceu um novo padrão para o que o conteúdo acessório de um RPG deveria ser.

The Witcher 3: Wild Hunt é um dos RPGs mais celebrados da história dos games. Desde o lançamento em 2015, acumula mais de 60 milhões de cópias vendidas, mais de 250 prêmios de Jogo do Ano e 1.000 prêmios da indústria.

Para comparação, é raro que um jogo receba mais de 5 ou 10 prêmios de Jogo do Ano em qualquer ciclo. Acumular 250 ao longo de uma década é um feito sem paralelo na história dos jogos.

A atualização de nova geração de 2022

Um fator que contribuiu para manter The Witcher 3 relevante até hoje foi a atualização gratuita de nova geração lançada em dezembro de 2022. A CD Projekt Red lançou um patch de próxima geração gratuito para todos os donos do jogo base, que aprimorou a experiência com gráficos e performance melhorados, incluindo rastreamento de raios (em inglês, “ray tracing”) para PS5, Xbox Series X/S e PC, além de 60 quadros por segundo (em inglês, “fps”) nos consoles.

O que é ray tracing (rastreamento de raios)? É uma técnica de renderização gráfica que simula o comportamento físico da luz em tempo real. Em vez de usar truques visuais para imitar reflexos, sombras e iluminação, o ray tracing rastreia o caminho dos raios de luz pelo ambiente virtual, calculando como eles se refletem, refratam e são absorvidos pelas superfícies. O resultado são imagens visualmente muito mais realistas, com reflexos precisos em superfícies metálicas e molhadas, sombras suaves e iluminação global mais convincente. O processamento exigido é significativamente maior, por isso a tecnologia foi inicialmente disponível apenas em GPUs de última geração.

Essa atualização trouxe de volta uma leva de jogadores que já tinham completado o jogo e atraiu novos jogadores que queriam experimentar a versão mais polida do título numa plataforma moderna. Songs of the Past chega num momento em que a base de jogadores de The Witcher 3 na nova geração é maior do que nunca.

O aniversário de Blood and Wine e o timing perfeito

Não foi por acaso que o anúncio de Songs of the Past aconteceu no dia 27 de maio de 2026. A CD Projekt Red fez um evento no dia 28 para marcar os 10 anos de Blood and Wine, com possíveis novidades sobre a nova DLC.

Blood and Wine foi lançado em 31 de maio de 2016. O anúncio de Songs of the Past, feito véspera dos 10 anos da segunda expansão, tem toda a aparência de uma escolha deliberada: a empresa usou o aniversário de um dos maiores momentos da franquia como palco para anunciar seu próximo capítulo.

A expansão terá um evento especial nesta quinta-feira, 28 de maio, em comemoração aos 10 anos de lançamento de Blood and Wine.

Esse evento pode trazer os primeiros detalhes adicionais sobre Songs of the Past, incluindo possivelmente um primeiro teaser de gameplay ou uma prévia da localização da história.

O que esperar daqui para frente

O verão de 2026 como próximo marco

A CD Projekt Red diz que mais detalhes estão por vir no final do verão de 2026, então as grandes questões permanecem em aberto. Escopo, preço e a janela de lançamento exata ainda estão faltando.

O final do verão europeu corresponde a agosto ou setembro de 2026. É provável que a CD Projekt Red apresente Songs of the Past com mais profundidade numa das feiras de jogos do período, como a Gamescom de Colônia, o evento anual de jogos mais importante da Europa, que acontece tipicamente em agosto.

A Gamescom 2026 seria o palco ideal para uma apresentação extendida de Songs of the Past: um gameplay trailer, a revelação da localização da história, detalhes sobre o porte, duração e preço. Para os fãs, esse será o próximo grande momento de informação sobre a expansão.

A questão do preço

Nada foi revelado sobre o preço de Songs of the Past. Para contexto, Hearts of Stone foi lançado por US$ 9,99 (aproximadamente R$ 57,00 em conversão direta, mas R$ 39,90 na faixa praticada na época no Brasil) e Blood and Wine custou US$ 19,99 (aproximadamente R$ 114,00 em conversão direta, ou cerca de R$ 79,90 no Brasil quando lançado).

Considerando a inflação do setor, o posicionamento premium da CD Projekt Red e o intervalo de onze anos desde o último conteúdo pago, é razoável esperar que Songs of the Past seja precificado na faixa de US$ 19,99 a US$ 29,99, o que no Brasil representaria algo entre R$ 110,00 e R$ 170,00 na atual política de preços da plataforma Steam para o mercado nacional.

A última caçada de Geralt merece ser esperada com calma

O anúncio de Songs of the Past é, ao mesmo tempo, uma celebração e uma despedida. Uma celebração porque um dos melhores jogos já feitos está recebendo conteúdo novo depois de uma década de silêncio. E uma despedida porque tudo indica que esta será a última grande aventura de Geralt de Rívia como protagonista antes que a saga passe para os ombros de Ciri.

The Witcher 3 dificilmente precisa de uma operação de resgate. A CD Projekt Red afirma que o jogo vendeu mais de 60 milhões de cópias desde 2015 e colecionou mais de 250 prêmios de Jogo do Ano entre 1.000 prêmios totais da indústria. Essa história eleva a barra para Songs of the Past. Os jogadores não vão tratá-la como uma missão secundária aleatória colada num velho favorito.

A presença da Fool’s Theory no desenvolvimento, formada por veteranos que conhecem o jogo de dentro para fora, é o maior motivo de otimismo para fãs que temem que uma expansão tardia possa não capturar o espírito do original. O talento que fez The Witcher 3 existir está de volta para ajudar a escrever seu capítulo final.

Geralt não escolheu voltar. Ele raramente escolhe. Mas Songs of the Past garante que, quando o medalhão vibrar mais uma vez, o Bruxo de Rívia estará pronto para mais uma caçada.

E os jogadores também estarão.

Foto de Equipe ClicaTech

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